A Justiça Eleitoral paulista condenou o influenciador digital e empresário Pablo Marçal (PRTB) por abuso de poder político e econômico, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita na campanha eleitoral de 2024 à Prefeitura de São Paulo. A decisão foi divulgada na sexta-feira (21) e cabe recurso ao TRE-SP. As informações são do portal g1. O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da primeira Zona Eleitoral da capital, tornou o ex-candidato a prefeito inelegível por oito anos, a contar de 2024. O magistrado analisou dois conjuntos de ações, ajuizadas pela coligação encabeçada pelo PSOL, partido do então candidato à prefeitura Guilherme Boulos, e pelo PSB. Segundo o juiz, a decisão refere-se a duas ações, movidas por PSOL e PSB, sobre divulgação feita por Marçal de vídeo em que afirma que “venderia seu apoio a candidatos a vereador de 'perfil de direita' em troca de doação para sua campanha (na forma de pix no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)”. Marçal informou, em nota, que “o conteúdo probatório produzido nas ações não são suficientes para a procedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Não há nenhuma doação ilícita. Em breve será apresentado recurso ao TRE-SP com os argumentos necessários para a reforma da decisão”. Marçal foi candidato a prefeito da capital paulista nas últimas eleições, mas não conseguiu ir para o segundo turno do pleito, disputado por Ricardo Nunes (MDB), o vencedor, e Guilherme Boulos (PSOL).
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) teve seu mandato cassado após ser condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) nesta quinta-feira (30), por espalhar desinformação eleitoral durante as eleições de 2022. Além da perda do mandato, a pena de Zambelli prevê inelegibilidade por oito anos, contados a partir do ano do pleito de 2022. A decisão ainda cabe recurso da decisão ao TSE, com isso, os efeitos da determinação só passam a ser válidos após o esgotamento dos recursos. Em dezembro, o tribunal já tinha formado maioria nesse sentido, mas o julgamento tinha sido suspenso devido a um pedido de vista. A ação de investigação judicial eleitoral foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Zambelli era uma das mais conhecidas aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao longo de seu mandato e uma das principais vozes no discurso contra as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral adotado pelo bolsonarismo. Ela foi a terceira deputada federal mais bem votada no país nas últimas eleições, com 946 mil votos, atrás de Nikolas Ferreira (PL-MG) e Guilherme Boulos (PSOL-SP).
Ana Carolina Oliveira (Podemos), mãe de Isabella Nardoni, foi eleita para o cargo de vereadora de São Paulo. Ela foi a segunda candidata mais votada para o cargo na capital paulista. Com 99,52% das urnas apuradas, ela obteve 129.292 dos votos. No Instagram, durante a apuração dos votos, a candidata celebrou a votação obtida. “Eu estou muito emocionada. Eu não tenho palavras para agradecer todo mundo que me deu este voto de confiança”, disse a vereadora eleita. Ana Carolina tem 40 anos e é bancária. Ela declarou um patrimônio de R$ 881 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O bem de maior valor é seu apartamento, avaliado em R$ 760 mil. Isabella Nardoni foi assassinada em 2008, aos 5 anos, ao ser jogada da janela do sexto andar do prédio na zona norte de São Paulo onde morava com o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. Em 2010, Anna Jatobá e Alexandre Nardoni foram considerados culpados pelo júri popular pela morte da criança. Anna Carolina Jatobá recebeu uma pena de quase 27 anos e, Alexandre Nardoni, uma sentença de 31 anos e 1 mês. Os dois sempre negaram a autoria do crime. Hoje, ambos cumprem a pena em regime aberto.
Liminar concedida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional de São Paulo (TRE-SP), suspende temporariamente perfis de redes sociais utilizados para monetização pelo candidato à prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB). A decisão, tomada em uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) movida pelo PSB, suspende apenas as redes do candidato que “buscaram a monetização dos ‘cortes’ por meio de terceiros interessados”, afirmou o juiz, referindo-se à remuneração paga por Marçal àqueles que veicularem seus posts editados com os “cortes”, de forma a apresentá-los de forma descontextualizadas. Na sentença, Zorz proíbe que Marçal remunere aqueles que veicularem seus vídeos editados. Nesse sentido, o juiz chama a atenção para o fato de haver indicativos de uma “transposição de limites” na conduta do candidato “no que respeita ao seu comportamento nitidamente comissivo de requerer, propagar e desafiar seguidores, curiosos, aventureiros a disseminar sua imagem e dizeres por meio dos chamados ‘cortes’. Para mais, saber se a monetização dos ‘likes’ obtidos nos sucessivos ‘cortes’, permitiriam o fomento ou indício de abuso de poder, no caso, de natureza econômica”. A decisão abrange tanto o site de campanha do candidato como suas redes sociais no Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter). Caso a decisão não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 10 mil.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno, no próximo dia 30, quem será o futuro governador de São Paulo. O resultado foi confirmado às 20h32 deste domingo (2). Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Tarcísio obteve 9.881.786 (42,32%) dos votos e Haddad, 8.336.805 (35,70%) dos votos. Rodrigo Garcia (PSDB) recebeu 4.296.174 votos (18,40%) e ficou em terceiro lugar. Após quase 30 anos, os tucanos deixam a disputa para o comando do estado. Votos nulos foram 2.149.688 (7,92%), e brancos, 1.645.470 (6,06%). O índice de abstenção foi de 21,63%. O estado de São Paulo não decidia uma eleição em segundo turno desde 2002, quando Geraldo Alckmin (PSDB), atualmente no PSB e vice na chapa de Lula, venceu José Genoino (PT). Segundo o calendário da Justiça Eleitoral, o segundo turno está marcado para 30 de outubro.