Na região sudoeste da Bahia, muitos municípios declararam situação de emergência em virtude da seca extrema. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, o climatologista do Departamento de Geografia da Uesb, em Vitória da Conquista, Rosalve Lucas, informou que a previsão de chuvas é para o mês de outubro em diante. O especialista detalhou que, embora as temperaturas registrem uma queda, a incidência de chuvas é baixíssima para os meses de março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro. “Vai ser frio, mas as chuvas vão se reduzir bastante. E, quando acontecerem, vão ser bem mal distribuídas. Até setembro, a previsão é de poucas chuvas”, destacou. O cenário, segundo o climatologista, é um reflexo dos fenômenos do El Niño e da La Niña, que tem interferência direta no dia a dia dos pequenos agricultores. “Vai ser um período triste para o pessoal que tem a sua sobrevivência vinculada às atividades agrícolas, principalmente o pequeno agricultor”, completou.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), instituição da Organização das Nações Unidas (ONU), informou nesta quarta-feira (19) que 2024 foi o ano mais quente em 175 anos de registro científico. As temperaturas registradas ao longo do ano confirmaram que o ano passado foi o primeiro a superar 1,5 °C acima do período pré-industrial (1850-1900). Apesar do recorde, o relatório da instituição traz dados preliminares que estimam um aquecimento global de longo prazo entre 1,34 °C e 1,41 °C em comparação ao mesmo período. “Embora um único ano de aquecimento superior a 1,5 °C não indique que os objetivos de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris estejam fora de alcance, é um sinal de alerta de que estamos aumentando os riscos para as nossas vidas, economias e para o planeta”, alerta a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo. Os pesquisadores avaliam que o recorde de temperaturas globais registrado em 2023 e quebrado em 2024 foi causado principalmente pelo aumento contínuo das emissões de gases do efeito estufa, associado a alternância entre os fenômenos de arrefecimento La Niña e de aquecimento El Niño. O relatório traz ainda uma série de dados que apontam recordes em outros indicadores de mudanças climáticas no ano de 2024, como o nível mais elevado nos últimos 800 mil anos de concentração atmosférica de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. “O dióxido de carbono permanece na atmosfera durante gerações, retendo o calor”, destaca o estudo. Cerca de 90% da energia retida pelos gases com efeito de estufa no sistema terrestre é armazenada nos oceanos. O que levou a observação da taxa de aquecimento dos oceanos mais alta dos últimos 65 anos, em 2024, além da duplicação da taxa de subida do mar entre 2015 e 2024 na comparação com o período de 1993 a 2002. Os últimos 3 anos também registraram as menores extensões de gelo antártico e a maior perda de massa glacial. Já no Ártico, as menores 18 extensões de gelo foram registradas nos últimos 18 anos. Os impactos dos fenômenos meteorológicos extremos registrados no último ano, somados aos conflitos e elevados preços internos de alimentos, resultaram no agravamento das crises alimentares em 18 países, aponta o relatório.
No Hemisfério Sul, o outono tem início nesta quinta-feira (20), com duração total de 91 dias. Para este ano de 2025, o climatologista do Departamento de Geografia da Uesb, em Vitória da Conquista, Rosalve Lucas, informou que haverá um período de adaptação climática em virtude dos fenômenos do El Niño e da La Niña. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, o especialista explicou que esses dois eventos extremos deixam um rastro por onde passam, causando desequilíbrios ambientais, como a interferência na quantidade de chuvas e de ondas de calor. “Tudo isso faz com que o ambiente fique muito seco, com a umidade muito baixa”, afirmou. Segundo o climatologista, nesse período, as temperaturas tendem a cair, porém a incidência de chuvas é menor. No mês de março e em parte do mês de abril, o calor persistirá, mas, de acordo com Rosalve, como o outono é uma espécie de preparação para o inverno, a partir do dia 15/04, as temperaturas começarão a ficar mais amenas. “O frio só vai chegar mesmo a partir da segunda quinzena de abril. Daí serão noites bem frias, principalmente após às 18h, com alguns dias com nevoeiro e cerração”, detalhou.
A cidade de São Paulo registrou neste domingo (2) a temperatura mais quente para o mês de março desde 1943, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou a medição na capital paulista. Os termômetros chegaram a 34,8 graus Celsius (ºC), muito acima da média do mês, que é de 28ºC. Nesta segunda, (3), o céu está nublado, com muitas nuvens e a temperatura máxima reduziu um pouco, ficando em 32ºC. O município do Rio de Janeiro vem passando por uma onda de calor extremo, com previsão de tempo firme, sem chuva até o próximo final de semana. De acordo com o Sistema Alerta Rio, as condições atmosféricas seguem sem mudanças significativas na cidade nesta segunda-feira (3). Os ventos sopram fracos a moderados, com as temperaturas elevadas, com a máxima atingindo os 37º C. Para os próximos dias, de terça-feira (4) à sexta (7), o céu no Rio ficará claro a parcialmente nublado, com poucas nuvens, sem chuva e com a temperatura máxima, alcançando também os 37ºC.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), cinco cidades baianas registraram temperaturas igual ou acima de 34°C nas últimas 48h. Euclides da Cunha lidera a lista com 34.4°C. Na sequência, aparecem Ibotirama (34.2°C), Itaberaba (34.1°C), Barra e Guanambi, com 34°C. Apesar das temperaturas elevadas, a situação na Bahia ainda não se configura como onda de calor devido aos critérios técnicos que definem o fenômeno.
O verão da Bahia é conhecido pelas suas altas temperaturas, que na maioria das vezes são associadas as praias do litoral do estado. De acordo com o G1, apesar disso, enquanto a capital Salvador registrou um calorão na última semana, a cidade de Vitória da Conquista, ficou em sexto lugar no ranking das mais frias do Brasil. No município, os termômetros chegaram a 15,6ºC na terça-feira (4), de acordo com o Instituto nacional de Meteorologia (Inmet). Vitória da Conquista tem clima predominantemente frio e seco, sendo inclusive chamada de "Suíça Baiana" por alguns dos moradores. No inverno, a cidade já chegou a registrar 8,9°C. Até o final de semana, a previsão do Inmet é que a cidade oscile entre 16ºC e 32ºC. Há possibilidade de chuvas isoladas ao longo de toda a semana.
O brumadense Moabe Amorim reside na capital paulista e viu de perto os estragos causados pelas fortes chuvas na terra da garoa. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, ele relatou que a situação em São Paulo é crítica. “Há muitos pontos de alagamento, pessoas ilhadas, lugares que estão ainda debaixo d’água... temos vivido uma situação crítica”, afirmou. As zonas sul e leste, segundo detalhou, foram especialmente afetadas pelas enchentes devido à falta de locais para escoamento da água das chuvas. “Temos sobrevivido”, acrescentou. Segundo Amorim, com o trânsito parado e caótico, é impossível precisar a hora da chegada em casa. O brumadense já chegou a ficar 5 horas parado no trânsito, quando, na verdade, o percurso levaria apenas 25 minutos. “Tá tudo travado, um caos. Não está fácil. Muitas pessoas perderam muitas coisas”, lamentou.
De acordo com dados do pluviômetro localizado no Bairro Esconso, foram registrados 159 mm de precipitações pluviométricas entre os dias 1º e 15 de janeiro, no município de Brumado. Segundo as aferições, realizadas até às 6h desta quarta-feira (15), choveu 8 mm no dia 1; 18 mm no dia 07, 11 mm no dia 09, 20 mm no dia 13, 7 mm no dia 14 e 95 mm no dia 15.
Na tarde desta terça-feira (7), voltou a chover forte na cidade de Brumado, após dias de intenso calor e altas temperaturas. A previsão aponta que deve continuar chovendo ao longo dos próximos dias. O retorno das chuvas foi muito comemorado pela população, sobretudo pelos moradores da zona rural, onde a escassez de água já causava preocupação. Com a forte precipitação, a expectativa é de que a temperatura amenize e o calor seja apaziguado. Além disso, espera-se melhorias na agricultura e no abastecimento hídrico da região.
De acordo com o ranking do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Brumado aparece na lista das 20 cidades mais quentes do Brasil. No último sábado (04), o município registrou 38,1°C. Duas cidades da Bahia registraram temperaturas acima de 38°C e figuram entre as 10 mais quentes do Brasil. Ambas estão localizadas no Vale do São Francisco. Barra ficou em terceiro lugar, com 39,1°C, enquanto Ibotirama em décimo, com 38,5°C. Outras cidades baianas também estão no top 20 nacional: Itaberaba (38,3°C), Euclides da Cunha (38°C), Ribeira do Amparo (37,8°C) e Delfino (37,6°C). Salvador atingiu 35°C. Já o lugar mais quente do país foi Salgueiro, em Pernambuco, que registrou 39,4°C, seguido de Pão de Açúcar, em Alagoas, com 39,2°C. O Inmet explicou que não se trata de uma onda de calor, visto que as temperaturas registradas estão dentro do esperado para o verão. A estação teve início em 21 de dezembro de 2024 e segue até 20 de março de 2025.
Devido ao fenômeno da La Niña, neste ano de 2025, serão registradas chuvas intensas nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril em todo sudoeste baiano. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, Rosalve Lucas, climatologista do Departamento de Geografia da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), detalhou que será um período bastante chuvoso na região, com possibilidade de alagamentos e inundações em vários locais. “Esses eventos bagunçam tudo. Isso é perfeitamente aceitável”, pontuou. Rosalve frisou que, apesar do aumento das chuvas, o calor continuará intenso. Após abril, segundo afirmou, a tendência é que o clima se normalize. “Em geral, depois de eventos extremos como La Niña e El Niño, a tendência é que o clima volte à normalidade, ou seja, o calendário das chuvas voltará ao normal”, destacou.
O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, apontou o ano de 2024 como o mais quente no Brasil em levantamento que considerou desde o ano de 1961. Além disso, verificou-se tendência de elevação das temperaturas médias anuais ao longo do período analisado. O levantamento foi divulgado na sexta-feira (3). Ele revela que os registros atingiram o ápice no ano passado. A temperatura média anual chegou a 25,02°C. Os dados de 2024 representam uma elevação de 0,79°C na comparação com a média histórica das últimas duas décadas completas, isto é, de 1991 a 2020. Nesse intervalo, usado pelo Inmet como referência na análise, a temperatura média ficou em 24,23°C.
Macaúbas enfrentou uma tarde de transtornos nesta segunda-feira (16), após ser atingida por chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes, raios, trovões e quedas consecutivas de energia. De acordo com a Macaúbas FM, o grande volume de água provocou o desmoronamento de parte de uma calçada e de uma parede de proteção nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), local que já sofreu danos similares em outras ocasiões de chuva forte. Registros gravados por moradores mostram os estragos e indicam que medidas provisórias de sinalização foram adotadas para alertar motoristas, motociclistas e pedestres sobre os riscos no local. Apesar disso, a situação requer atenção urgente das autoridades competentes, que estão sendo procuradas para prestar esclarecimentos e tomar providências. Diante do ocorrido, a população é orientada a evitar áreas vulneráveis, especialmente regiões de baixadas e locais propensos a alagamentos ou deslizamentos.
A quatro dias do início do verão, três cidades baianas registraram temperaturas acima de 36ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os municípios ficam no oeste e no norte da Bahia e ficaram no top 10 dos mais quentes no Brasil no domingo (15). Formosa do Rio Preto foi a quarta cidade mais quente do Brasil no domingo, com temperatura máxima de 37,3ºC. Barra, na mesma região, ficou em sexto lugar, com 36,9ºC. Jeremoabo, no norte do estado, foi a décima colocado, com 36,7ºC. A cidade de Jaguaribe, no Ceará, registrou a temperatura mais alta do país, 38,3ºC. Ela foi seguida de Seridó e Caicó, ambas no Rio Grande do Norte, com 37,5ºC e 37,3ºC, respectivamente. Além disso as sensações térmicas podem ser de temperaturas ainda mais quentes, a depender do vento e da umidade.
Uma forte chuva foi registrada na cidade de Guanambi, na tarde desta quarta-feira (04). Após a chuva, diversos estragos foram registrados no município, na sede e na zona rural. Segundo apurou o site Achei Sudoeste, no Bairro Vomitamel, houve registro de árvores caídas devido à intensidade da precipitação. Em outros pontos, telhados foram arrancados e curtos-circuitos foram flagrados na rede elétrica local. Além disso, dois acidentes de trânsito ocorreram na cidade. Os fortes ventos provocaram muitos estragos em pontos diferentes. Os atendimentos para contornar os transtornos seguem em andamento. A chuva chegou a 50 mm. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inemt) está com alerta amarelo emitido para a cidade beija flor.
Entre os dias 09 e 25 de novembro, a cidade de Livramento de Nossa Senhora registrou um volume de 88.8 mm de precipitações pluviométricas, registro feito pelo pluviômetro localizado na sede da Associação do Distrito de Irrigação do Brumado (Adib). De acordo com a Rádio Portal Sudoeste, o volume acumulado é equivalente a dois períodos de precipitações. Segundo informações obtidas pelo Achei Sudoeste, o nível da Barragem Luiz Vieira, que abastece o município, recebeu após as chuvas das últimas semanas, uma recarga de 1.026.422 m³ até o dia (25/11) - o volume registrado no reservatório Luiz Vieira totaliza 47.138.842 m³, cota 1.018,03 m, equivalente a 47,44% de sua capacidade.
Depois de um longo período de estiagem, a cidade de Brumado registrou chuvas intensas no período de 9 a 25 de novembro. Em sete dias de precipitações, o pluviômetro do Espaço João de Barro, localizado no Bairro Esconso, registrou acumulado de 175 milímetros (mm) de chuvas. O maior volume, de 50 mm, foi registrado no dia 10/11, e o menor, de 5 mm, no dia 09/11. Os acumulados podem ser diferentes do registrado em outras partes do município e até mesmo em partes diferentes da cidade. O volume de precipitações no período melhorou os níveis dos reservatórios da cidade, como o da Barragem de Cristalândia, que chegou em sua capacidade máxima, de 17 milhões de metros cúbicos em seu vertedouro nesta segunda-feira (25).
Um fenômeno natural em formato de funil e parecido com um tornado foi registrado na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. As informações são do G1. Um vídeo do momento foi feito por um celular, circulou nas redes sociais e chamou a atenção. O fato aconteceu na segunda-feira (25). As imagens mostram o evento em formato de funil em uma fazenda. Apesar da semelhança com um tornado, o fenômeno na verdade foi um “landspout”, originado por uma instabilidade atmosférica mas com menor intensidade. De acordo com o agrometeorologista Marcos Vanderlei, o tornado é um fenômeno extremamente destrutivo, com velocidades de vento que podem variar entre 60 a 80 km/h no seu estágio mais fraco. O fenômeno registrado no oeste da Bahia apresentada características semelhantes, como a forma de funil que vai da nuvem até o solo. No entanto, a região não possui histórico ou condições típicas para a formação de tornados. Ainda segundo o especialista, o fenômeno pode, de fato, causar danos como a derrubada de árvores e comprometimento de telhados, mas tem a potência reduzida. Marcos Vanderlei ainda alerta que é importante ter cuidado porque o landspout pode gerar danos e ser confundido com um tornado por causa da aparência.
Os feirantes de Livramento de Nossa Senhora, sofreram grandes prejuízos na manhã deste sábado (23). Uma chuva forte alagou a Feira Livre fazendo os trabalhadores perderem produtos que vendiam. Imagens recebidas pelo site Achei Sudoeste mostram barracas submersas, caixas embaixo d’água e pessoas ilhadas, sem condições de vender seus produtos. Apesar dos estragos nenhum feirante se feriu. A chuva também deixou estragos no Mercado Municipal de Riacho de Santana neste sábado. Os comerciantes foram surpreendidos por alagamentos que comprometeram a estrutura do local.
Na tarde desta sexta-feira (22), uma forte chuva caiu sobre a cidade de Brumado. Diversos pontos de alagamento foram registrados nos tradicionais locais críticos. Segundo apurou o site Achei Sudoeste, a Avenida Coronel Santos, nas proximidades da ponte do Rio do Antônio, que liga o Bairro São Félix ao centro da cidade, ficou completamente alagada, assim como outros pontos que costumam alagar em períodos de fortes chuvas. A previsão aponta que a chuva com trovoadas deve se estender por todo final de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já havia emitido alerta laranja de chuvas intensas para toda região neste e nos próximos dias.
Se a população brasileira e os poderes públicos não cuidarem do clima, o país poderá sofrer efeitos bastante nocivos. Fenômenos como seca, tempestades e ondas de calor se tornarão mais frequentes com as mudanças climáticas e irão agravar bastante a situação até 2050 em diversos estados brasileiros, principalmente naqueles que sofrem com a precariedade de serviços de tratamento de água e esgoto. A Bahia está entre eles. A constatação é resultado do estudo inédito “As Mudanças Climáticas no Setor de Saneamento: Como tempestades, secas e ondas de calor impactam o consumo de água?”. Desenvolvido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Way Carbon, o estudo revela uma situação que exige atenção e adaptação especialmente em regiões que já enfrentam vulnerabilidades sociais, ambientais e de infraestrutura de saneamento. O estudo analisou três riscos que estão ligados à oferta de água e tratamento de esgoto para a população, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCCC): tempestades, ondas de calor e secas. No estado baiano, o estudo destaca aumento das ondas de calor nas regiões do sertão e o agreste. De acordo com o Trata Brasil, além da Bahia, maiores valores projetados são identificados, no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Regiões de Tocantins, Goiás e Minas Gerais também apresentam valores elevados. O efeito é reduzido na região da Zona da Mata, próxima ao litoral, devido à influência da umidade oceânica. As regiões que estão mais expostas as ondas de calor vão variar conforme a densidade demográfica, pois locais com alta densidade populacional têm maior quantidade de pessoas dependentes de serviços de saneamento e, portanto, mais expostos à interrupções ou falhas do sistema devido à eventos climáticos. Ondas de calor podem também impactar o volume dos corpos d’água, aumentar a contaminação e a demanda por energia, o que pode prejudicar a população. Também aumentam a demanda por água, pressionando os sistemas que, muitas vezes operam no limite de sua capacidade. As informações são do Tribuna da Bahia.
Uma forte precipitação está caindo no município de Guanambi nesta sexta-feira (22). Segundo apurou o site Achei Sudoeste, diversas ruas da cidade ficaram alagadas por conta do temporal. De acordo com moradores, as águas invadiram diversas residências e o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, no bairro São Francisco. Na unidade educacional, uma obra de reforma inacabada possibilitou a entrada de água em vários ambientes devido à obstrução da drenagem. Ilhados, muitos alunos estão dentro da escola sem poder sair. Um vídeo gravado por nossa reportagem no local mostra os estudantes pedindo socorro e exigindo respeito. A situação é crítica, alarmante e exige providências imediatas. A nossa equipe denunciou o caso em janeiro deste ano. Até o momento, o Governo do Estado e a Secretaria Estadual de Educação (SEC) não deram um prazo para finalizar a obra. Dados extraoficiais apontam que, somente hoje, já choveu cerca de 80 mm na cidade.
No último sábado (09), um cavalo de vaquejada morreu após ser atingido por um raio durante as chuvas intensas que caíram no município de Palmas de Monte Alto. O animal estava em um terreno aberto na comunidade do Pote, zona rural da cidade. Segundo o radialista Vilson Nunes, o cavalo estava em fase de treinamento para participar de competições de vaquejada na região. A morte do animal ilustra os riscos que fenômenos naturais como raios representam, especialmente em áreas rurais.
Um homem, identificado como Carlos Lúcio de Carvalho 57 anos, mais conhecido como Lú, acabou sendo levado pela enxurrada ao tentar resgatar sua motocicleta durante chuva no município de Riacho de Santana, na noite deste domingo (10), por volta das 18h30. O incidente registrado na Rua Doutor Francisco de Castro, conhecida como Rua Grande, no bairro Peral, foi filmado por moradores e o vídeo viralizou nas redes sociais. Nas imagens recebidas pelo site Achei Sudoeste é possível verificar um riachense narrando os fatos. A vítima e um amigo, tentaram resgatar uma motocicleta, que é carregada pela enxurrada. Os dois foram surpreendidos pela água. Carvalho acabou ficando preso debaixo de um carro e não conseguiu se salvar. Já seu amigo escapou sem ferimentos graves.
A 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi acionada para atender a ocorrência. O corpo de Carlos foi levado para o Hospital Municipal de Riacho de Santana e o óbito foi confirmado. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) fez o levantamento cadavérico. O corpo de Lúcio foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Guanambi para ser necrospiado. Não há informações sobre velório e sepultamento. Até o momento, não se sabe a quantidade de precipitação na cidade. Moradores informaram que diversas localidades ficaram alagadas devido a força do temporal.
Em torno de 115 municípios baianos podem registrar chuvas intensas nesta sexta-feira (1°). A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu alerta amarelo [risco moderado] para esses locais. Menor em escala de risco, o alerta prevê chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia. A previsão é que as chuvas atinjam cidades do Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Oeste, a exemplo de Teixeira de Freitas, Mucuri, Nova Viçosa, Ilhéus, Brumado, Vitória da Conquista, Bom Jesus da Lapa, Canápolis, Barreiras, entre outras. Em casos de alerta amarelo há mesmo que em menor grau a possibilidade de risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.