A Secretaria Municipal de Agricultura está convocando os pecuaristas da cidade de Guanambi para uma reunião de instrução sobre a raiva bubalina. O evento acontecerá na Câmara de Vereadores, na próxima quinta-feira (23), a partir de 8h. Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, o secretário Vanderlei Florêncio destacou que, na oportunidade, os criadores de rebanhos bovinos, caprinos, equinos e suínos serão orientados sobre como cuidar de suas criações, tendo em vista os casos de raiva registrados na zona rural do município. O objetivo, segundo o secretário, é evitar a proliferação da doença a partir dos cuidados adequados em cada propriedade rural. “Todos estão convidados para essa grande reunião, que contará com a Secretaria de Agricultura, a Secretaria de Saúde e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab)”, completou. Até o momento, 32 casos de raiva animal foram confirmados na cidade. Os produtores se descuidaram nos últimos anos com relação à imunização dos seus rebanhos e o secretário enfatizou a importância da vacinação para impedir o surgimento da doença, a sua proliferação para outros animais e para o ser-humano, bem como prejuízos para os próprios produtores. Nesse ponto, ele reforçou que todos os produtores são obrigados a vacinar os animais de produção e fazer a declaração oficial na Adab para que o órgão possa ter controle da zoonose.
Em Brumado, o Armazém do Criador Centenário tem mobilizado os produtores rurais a vacinarem seus rebanhos contra a raiva. Em Guanambi, três casos de raiva animal foram confirmados em Morrinhos e Ceraíma. Ao site Achei Sudoeste, o vendedor Simão Lobo destacou que os estoques da vacina na loja sempre estão disponíveis. “Nunca faltou vacina de raiva aqui na loja e a gente sempre recomenda fazer a vacina contra a raiva porque é uma zoonose, uma doença que pode passar para o ser-humano”, afirmou. Além disso, Simão disse que a doença causa sérios prejuízos para o produtor. “Se o animal dele for acometido com a raiva, não tem tratamento, ele perde o animal. Por isso, estamos reforçando o apelo para a vacinação dos animais”, completou. No ser humano, a doença também é fatal. A loja dispõe dos kits de vacina e também da equipe técnica para manejo e aplicação do imunizante. O Armazém do Criador Centenário fica localizado na Av. Centenário, 2089, no Novo Brumado. O telefone é (77) 3441-5046.
Como estratégia para evitar a proliferação do vírus da raiva animal na região de Guanambi, onde foram confirmados 3 casos até agora, a Secretaria Municipal de Saúde e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) tem feito uma mobilização em prol da vacinação dos rebanhos nas comunidades rurais. A vacinação é o único meio eficaz de prevenção. Em entrevista ao site Ache Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, a veterinária da Adab, Edlúcia Barros, apontou que os produtores se descuidaram muito nos últimos anos com relação à imunização dos seus rebanhos. “Eles passaram a não comprar a vacina antirrábica achando que não ia acontecer. Foi desleixo, descuido do produtor. Por conta disso, cabe agora nós trabalharmos com muita seriedade”, frisou. Segundo Barros, todos os produtores serão obrigados a vacinar os animais de produção (equinos, bovinos, suínos, etc) e fazer a declaração oficial na Adab para que o órgão possa ter controle da zoonose.
Ao todo, a cidade de Guanambi confirmou três casos de raiva animal, sendo 1 em Ceraíma e 2 em Morrinhos. Em entrevista ao site Ache Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, a veterinária da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Edlúcia Barros, destacou que a instalação de parques eólicos e ferrovias na região provocou um desequilíbrio ambiental que atraiu animais silvestres para as localidades onde os casos foram notificados. “O reservatório principal da raiva é o morcego hematófago. Com essa questão ambiental, eles estão sendo ‘atentados’ no habitat natural deles. Então, eles procuram grutas, cavernas, tocos de pau, cisternas e casas abandonadas para se abrigar”, relatou. Em seu habitat natural, esses morcegos se alimentam de outros animais silvestres. Porém, com o desequilíbrio apontado, Barros acredita que os morcegos estão procurando alimento nas propriedades rurais para onde foram forçados a ir em busca de abrigo. “Estando com o vírus ativo, no momento em que vai se alimentar do animal, o morcego inocula esse vírus no animal, que vai desenvolver a enfermidade e, em 3 a 7 dias, virá a óbito”, explicou. O sintoma mais grave inclui a paralisia dos membros inferiores.
Um surto de raiva animal foi confirmado em Guanambi e Caetité, causando a morte de 32 animais, segundo a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). O diagnóstico foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os primeiros casos surgiram em dezembro, com a morte de nove animais em uma propriedade em Guanambi. Outros casos foram registrados em propriedades vizinhas, e novos exames estão em andamento. A raiva é transmitida por morcegos hematófagos e provoca sintomas graves como apatia, tremores e movimentos desordenados nos animais. A Adab e a Secretaria de Saúde intensificaram a vacinação antirrábica em bovinos, equinos, caprinos, suínos, cães e gatos. Moradores também estão sendo vacinados como medida preventiva. A comercialização de carnes segue permitida, desde que os produtos tenham inspeção sanitária. Autoridades reforçam a necessidade de vacinar os animais e seguir protocolos de prevenção para evitar novos casos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário de saúde de Guanambi, Edmilson Júnior, tranquilizou a população quanto ao consumo de carne bovina e suína após a identificação de um caso de raiva animal na cidade. “Na literatura científica, o guia de vigilância epidemiológica traz que o mecanismo de transmissão é através do contato com a saliva do animal infectado. Então, o consumo de carnes e leites não estão relacionados pelo guia de vigilância epidemiológica ao mecanismo de transmissão”, explicou. Na oportunidade, Júnior orientou os consumidores a adquirirem o alimento em açougues devidamente licenciados pela Vigilância Sanitária e com o selo de Inspeção animal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com animais abatidos em frigorífico autorizado.
Um homem de 50 anos, diagnosticado com raiva humana, morreu após passar 20 dias internado no Hospital Regional de Gurupi (HRG), no Tocantins. A morte de Gilmar Sampaio da Silva no último domingo (10) foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Tocantins (SES). A confirmação do diagnóstico se deu no dia 30, após o Instituto Pasteur, localizado em São Paulo, confirmar a infecção do paciente pela variante AgV 3, transmitida por morcegos. A morte preocupa as autoridades de saúde e acende um alerta quanto à doença. Ao site Achei Sudoeste, Fábio Azevedo, coordenador de endemias na Vigilância Epidemiológica Municipal (Vigep), em Brumado, explicou que a raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, como cães, gatos e o próprio homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. Segundo o coordenador, os sintomas incluem dificuldade de deglutir, salivação em excesso, dor de cabeça, mal-estar geral e paralisias. Diante da gravidade da doença, Azevedo salientou que o principal é a prevenção, a exemplo da vacinação. Os proprietários de animais de estimação devem ficar atentos à sintomas como apatia e dificuldade de beber água e se alimentar.
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), do Ministério da Saúde (MS), emitiu um alerta nacional após a identificação de um caso de raiva humana. O paciente é um homem de 50 anos, morador de Alvorada (TO), que foi mordido por um cachorro desconhecido. A notificação foi feita no dia 31 de outubro. A pasta recomenda que os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia estejam atentos à detecção de casos e sintomas. O homem identificado com raiva humana apresentou sintomas como alterações neurológicas, dor ao engolir alimentos, produção excessiva de saliva e coriza. No dia 24 de outubro, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Gurupi. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde dele. No documento enviado pelo Ministério da Saúde, é indicado que os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia orientem suas equipes na realização de busca ativa e sensibilização dos profissionais de saúde quanto à detecção de casos, coleta de exames laboratoriais e uso adequado de soro antirrábico humano na profilaxia pós-exposição da raiva. Os casos devem ser notificados nos sistemas de informação em saúde, atualizando e qualificando as informações. Além do caso do paciente em Tocantins, um registro de raiva humana foi realizado no Piauí neste ano. Em 2023, o Ministério da Saúde registrou um caso em Minas Gerais, causado por um bovino, e outro no Ceará, por um primata não-humano. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) foi procurada para comentar as ações preventivas, mas não respondeu até esta publicação. O alerta de evento nacional do Ministério da Saúde é direcionado para a Rede Nacional dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Rede CIEVS) e para os Núcleos Hospitalares de Epidemiologia sobre potenciais emergências em saúde pública.