Categoria

Saúde

2416 notícia(s) publicada(s)
Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 10 bilhões em 4 anos Foto: Reprodução

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, classe das chamadas canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões nos últimos 4 anos, o número é cinco vezes o registrado em 2021.

Entre 2021 e 2025, o Ozempic liderou o mercado brasileiro em faturamento, com cerca de R$ 11,3 bilhões, seguido por outros medicamentos da mesma classe ou de terapias similares, como Forxiga, com movimentação de R$ 4,6 bilhões, Wegovy, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e Mounjaro com R$ 3,8 bilhões.

Para o presidente-executivo da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, esses produtos fazem parte, em grande medida, de uma nova geração de medicamentos inovadores e de alto valor agregado, o que ajuda a explicar uma tendência mais ampla da economia brasileira, o crescimento consistente das importações de fármacos de maior complexidade.

Dados mostram que, entre 2000 e 2025 as importações de medicamentos saltaram de US$ 1,3 bilhão para US$ 14,2 bilhões, uma alta superior a 950%.

Ele explica que esse movimento não é restrito às canetas emagrecedoras, mas reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a incorporação de terapias mais sofisticadas no sistema de saúde.

Hoje, os itens mais importados pelo país estão concentrados justamente em segmentos de maior intensidade tecnológica, como imunológicos, vacinas, medicamentos biológicos e terapias especializadas. Apenas produtos imunológicos responderam por cerca de 25% das importações em 2025, mostrou o presidente.

Nesse contexto, medicamentos à base de GLP-1 ganharam protagonismo. O mercado brasileiro desses produtos saltou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025, mais de cinco vezes em quatro anos.

No mesmo período, a participação desses remédios no varejo farmacêutico passou de 3% para 9%.

As vendas também cresceram em volume, foram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades entre 2021 e 2025. Atualmente, mais de 70% do faturamento desse segmento está concentrado em dois produtos, Mounjaro e Wegovy.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Após casos de sarampo, Ministério da Saúde recomenda vacinar bebês Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.

A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras Foto: Divulgação/Prefeitura de Baepend

Festas juninas intensificam a necessidade de cuidados com materiais que podem provocar queimaduras nas crianças e adolescentes. O alerta foi feito nesta segunda-feira (22) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“As festas fazem parte da cultura brasileira e são momentos de celebração para muitas famílias, mas também exigem atenção redobrada porque neste período há maior exposição a fogueiras, fogos de artifício, churrasqueiras, recipientes com alimentos e bebidas quentes e outros materiais inflamáveis”, afirmou à Agência Brasil o presidente da SBP, Edson Liberal.

De acordo com a entidade, menores de cinco anos concentram mais da metade das internações pediátricas por queimaduras no Brasil. Levantamento feito pela SBP revela que o grupo etário concentrou 53,8% das internações por queimaduras registradas entre crianças e adolescentes no Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2024 e 2025.

Apenas nos dois últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13,8 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras e outros acidentes térmicos graves, sendo 6.965 casos em 2024 e 6.855 em 2025. O número real de ocorrências, entretanto, deve ser muito maior, uma vez que a pesquisa considera somente os casos que exigiram hospitalização.

O presidente da SBP informa que não dispõe de uma estimativa específica para os casos de queimaduras que não resultam em internação. Os dados oficiais contemplam principalmente hospitalizações e óbitos.

“No entanto, sabemos que o número real de ocorrências é bastante superior ao registrado, já que muitos episódios leves e moderados são atendidos em unidades de pronto atendimento, consultórios ou mesmo tratados em casa, sem entrar nas estatísticas hospitalares”.

Daí os números de internação representarem a parcela mais grave de um problema que é muito mais frequente no dia a dia das famílias.

Crianças não devem manusear fogos de artifício, fósforos, isqueiros ou qualquer artefato que envolva fogo ou explosão. A recomendação é que permaneçam sempre sob supervisão de um adulto e afastadas das fontes de calor.

A boa notícia é que a maioria das queimaduras pode ser evitada com medidas simples de prevenção, informação e vigilância adequada dos responsáveis relacionadas a fogueiras, fogos de artifício e ao manuseio de líquidos e alimentos quentes.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Novo comprimido para tratar câncer de mama avançado é aprovado no Brasil Foto: Reprodução/Shutterstock

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (22), o Inluriyo (imluestranto), tratamento oral para câncer de mama localmente avançado irressecável ou metastático, positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-), com mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m), e que foram tratados com terapia endócrina anteriormente. É o primeiro e único medicamento oral do tipo aprovado no país.

Praticamente ausentes nas fases inicias do tumores de mama, as alterações no gene ESR1 começam a aparecer ao longo do tratamento como um mecanismo de resistência à hormonioterapia. Além disso, elas se tornam cada vez mais frequentes à medida que a doença avança. Em pacientes com câncer de mama metastático que já receberam ao menos uma linha de tratamento hormonal, essas alterações podem estar presentes em até metade dos casos de resistência hormonal, dependendo do tipo e do tempo de exposição à terapia prévia.

Ao menos metade dos pacientes com câncer de mama metastático ER+, HER2– que já receberam alguma terapia endócrina têm mutações no gene ESR1. De acordo com pesquisadores, esse é um desafio comum e persistente nesse cenário. As mutações fazem com que os receptores de estrogênio continuem ativados, mesmo sem a presença do hormônio ligante, impulsionando a progressão da doença e, frequentemente, levando à resistência às terapias hormonais tradicionais.

De acordo com as pesquisas da farmacêutica Lilly, responsável pelo medicamento, o Inluriyo oferece uma nova estratégia ao atuar especificamente ligando-se, bloqueando e facilitando a degradação desses receptores de estrogênio. Isso contribui para retardar a progressão da doença.

Os resultados do estudo de Fase 3 Ember-3 demostraram que a monoterapia reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 38% em comparação com a terapia endócrina padrão. Para os pacientes com câncer de mama metastático e mutação ESR1, Inluriyo apresentou melhoria significativa na sobrevida livre de progressão (SLP), um marcador crucial da eficácia do tratamento, atingindo uma mediana de 5,5 meses, em contraste com 3,8 meses observados com as terapias padrão.

No estudo Ember-3, a terapia registrou um perfil de segurança favorável, sendo geralmente bem tolerado. A maioria das reações adversas observadas foram de intensidade leve a moderada, destacando-se como as mais comuns como diarreia, náusea, anemia e fadiga. A taxa de descontinuação do tratamento em função de eventos adversos foi de 4,3% evidenciando um balanço risco-benefício positivo para os pacientes.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Anvisa manda recolher antibiótico após identificar fragmento de vidro em frasco Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de três lotes de medicamentos após identificar problemas de qualidade nos produtos. A medida foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União.

Entre os itens afetados está o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química. Segundo a Anvisa, a própria empresa iniciou um recolhimento voluntário após identificar a presença de um fragmento de vidro dentro de um frasco-ampola íntegro do medicamento, utilizado em aplicações injetáveis.

A agência também suspendeu o lote 24101854 do Fosfato de Clindamicina 150 mg/ml, da Hypofarma. De acordo com a resolução, foram constatados desvios de qualidade, incluindo solução com coloração amarelada, presença de corpos estranhos e precipitados em ampolas lacradas.

Outra medida atingiu o lote 2513588 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio 9 mg/ml, da Equiplex. O produto, utilizado para administração intravenosa, também teve o recolhimento determinado após a confirmação de não conformidade com as normas de fabricação. A Anvisa não detalhou a natureza do desvio identificado.

Nos três casos, a agência proibiu a comercialização, distribuição e uso dos lotes afetados, além de determinar seu recolhimento do mercado.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Governo do Estado investe R$ 8,8 milhões para fortalecer a saúde no São João da Bahia Foto: Jamile Amine/Saúde GOVBA

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), preparou um pacote de ações que soma R$ 8,8 milhões em investimentos para fortalecer a assistência à saúde durante os festejos juninos na capital e no interior. As iniciativas têm foco na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e no atendimento a vítimas de acidentes com fogos de artifício e queimaduras, ocorrências típicas do período.

Em 2026, as medidas incluem a implantação de 16 estandes de testagem rápida para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C, em Alagoinhas, Amargosa, Brumado, Cruz das Almas, Camaçari, Cachoeira, Conceição do Jacuípe, Eunápolis, Guanambi, Ibicuí, Irecê, Itabuna, Itapetinga, Seabra, Senhor do Bonfim e Serrinha, além da instalação de três postos de saúde, um na cidade de Ipirá e dois em Salvador, sendo um em Paripe e outro no Pelourinho.

Cada estande de testagem rápida para ISTs tem capacidade para realizar até mil exames por dia, e a expectativa é ultrapassar a marca de 70 mil exames durante os festejos juninos de 2026.

No São João de 2025, foram realizadas cerca de 56 mil testagens em 14 municípios. Deste total, foram identificados 602 casos positivos: 35 para HIV, 9 para hepatite B, 21 para hepatite C e 537 para sífilis. Entre os diagnosticados com sífilis, 194 pessoas iniciaram o tratamento imediato com aplicação de penicilina nos próprios estandes.

O número de exames realizados no ano passado representa um crescimento de 179% em relação a 2024, quando foram contabilizados 20 mil testes em sete postos de testagem. A ampliação da cobertura, a escuta qualificada dos usuários e a integração com outras estratégias de cuidado reforçam o compromisso do Governo do Estado com a promoção da saúde e o enfrentamento das ISTs na Bahia.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.

Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Comissão do Senado aprova novo piso salarial de médicos e dentistas Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB), o PL nº 1.365/202 também reajusta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras; assegura um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos trabalhados e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos só seja ocupada por profissionais das respectivas áreas.

Se nenhum senador apresentar recurso para que a proposta seja votada pelo plenário do Senado, ela seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovadas, as novas regras valerão para os profissionais dos setores público e privado.

No caso do setor privado, o novo piso será reajustado anualmente, com base na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os municípios, estados e o Distrito Federal poderão aplicar outros indicadores, conforme a legislação local.

Segundo cálculos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, só na rede pública federal, a medida acarretará, em 2027, um impacto de cerca de R$ 7,7 bilhões para os cofres públicos.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
CCJ do Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece condições diferenciadas para a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e de combate à endemia.

Protocolada em 2021, pelo então deputado federal Dr. Leonardo (Republicanos-MT), com o apoio de outros parlamentares, a PEC nº 14/21 estipula que os agentes com 25 anos de exercício na atividade e de contribuição previdenciária possam se aposentar ao completar 57 anos de idade, no caso de mulheres, e 60 anos, no caso de homens.

Além da aposentadoria especial, o texto reconhece que o exercício das duas funções é essencial e exclusivo de Estado, o que, na prática, limita a contratação de mão de obra terceirizada.

A proposta já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, com o aval da CCJ, que analisou a constitucionalidade da iniciativa, a matéria seguirá para o plenário do Senado, onde será discutida e votada em dois turnos. Se aprovada, a PEC também definirá uma assistência financeira da União para o custeio dos novos benefícios, que serão estendidos para agentes indígenas de saneamento e de saúde.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
InfoGripe: cresce número de hospitalizações por VSR e gripe no Brasil Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.

O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Bahia amplia vacinação contra a Influenza para toda a população nos 417 municípios Foto: Leonardo Rattes/Saúde GovBA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recomenda a ampliação da vacinação contra a influenza para toda a população acima dos 6 meses de idade, desta segunda-feira (8) até o dia 17 de junho. A decisão, tomada em conjunto com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde, visa elevar os índices de cobertura vacinal em todo o território baiano e garantir uma proteção coletiva, aproveitando o estoque de imunizantes distribuídos às redes municipais para descentralizar o acesso e proteger um número maior de pessoas neste período do ano.

A ampliação do público-alvo acontece com o fim da campanha voltada a grupos prioritários, que foi até o dia 30 de maio, coincidindo com o período de sazonalidade das doenças respiratórias no estado. O imunizante trivalente disponível na rede pública foi atualizado para responder às cepas mais recentes em circulação, incluindo proteção contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B, servindo como uma barreira essencial contra o agravamento de quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A coordenadora Estadual de Imunização, Vânia Rebouças, destaca que a vacina é a medida mais segura e eficiente para conter o avanço do vírus e reduzir significativamente o número de casos graves, hospitalizações e complicações fatais decorrentes da gripe. De acordo com levantamento feito em unidades hospitalares, dos atendimentos a pacientes que precisaram de internação em leitos de terapia intensiva (UTI) por conta de SRAG no período de 1º a 25 de maio, apenas 9,89% tinham se vacinado.

Vânia ainda pontua que embora a vacinação agora esteja liberada para o público geral, as pessoas que fazem parte do grupo prioritário como idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de cinco anos e portadores de comorbidades devem ir aos postos. De acordo com dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, apenas 35% deste público tomou a dose da vacina em 2026. “São grupos historicamente mais vulneráveis e com mais risco de agravamento, por isso devem buscar a vacina em um posto de saúde do seu município”, alerta.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU).

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) - 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

O outro medicamento é o maleato de enalapril - 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto.

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Bahia registra 310 mil crianças com excesso de peso e alerta para obesidade Foto: Reprodução/Fapes

Às vésperas do Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, lembrado no próximo dia 3 de junho, dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) apontam avanço do excesso de peso entre crianças na Bahia. Em 2025, o estado registrou 310.827 crianças de 0 a 9 anos com sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, o equivalente a 30% da população acompanhada nessa faixa etária, ou 30 em cada 100 crianças.

O cenário acompanha uma tendência observada em todo o país e no restante do mundo. Dados parciais de 2025 do Ministério da Saúde mostram que o Brasil contabilizou 1.171.916 crianças de até 9 anos com obesidade e outras 783.017 com obesidade grave, correspondendo a 8,94% e 5,97% do público infantil, respectivamente.

As projeções para os próximos anos ampliam a preocupação de especialistas e organismos internacionais: segundo o Atlas Global da Obesidade e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa é que o planeta tenha até 507 milhões de crianças em idade escolar com sobrepeso ou obesidade até 2040. O estudo estima ainda que, até 2030, o Brasil ocupe a quinta posição entre os países com maior número de crianças e adolescentes obesos.

O problema também aparece em levantamentos internacionais recentes. Relatório divulgado pelo Unicef, em setembro do ano passado, informou que, pela primeira vez, a obesidade superou a desnutrição como a forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes em idade escolar, atingindo 188 milhões de jovens em todo o mundo, o equivalente a uma em cada dez pessoas nessa faixa etária.

No Brasil, a obesidade já havia ultrapassado a desnutrição antes dos anos 2000. De acordo com o levantamento, o percentual de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com obesidade passou de 5%, em 2000, para 15% em 2022, enquanto a proporção de jovens com sobrepeso dobrou no mesmo período, saindo de 18% para 36%.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
São Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anos Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Um homem de 37 anos com sintomas compatíveis com Ebola está internado no Instituto Emílio Ribas, na capital paulista. O resultado para confirmar ou descartar o diagnóstico ainda não saiu.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), o caso do paciente natural da República Democrática do Congo foi registrado nesse sábado. Ele viajou recentemente para o país de origem e apresentou sintomas da doença, como febre intensa.

O país passa por um surto da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde como de importância internacional.

Não há informações sobre o itinerário ou mesmo a data da viagem do paciente.

De acordo com a secretaria estadual, a análise do caso suspeito é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula ressalta que é um caso em investigação.

“As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”. As informações são da Agência Brasil.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
OMS coloca AVC como prioridade global em resolução inédita Foto: Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, a primeira resolução da entidade dedicada exclusivamente ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A medida estabelece diretrizes para que os países ampliem ações de prevenção, diagnóstico rápido, tratamento de emergência e reabilitação de pacientes.

A decisão ocorre em meio ao avanço da doença no mundo. Atualmente, o AVC é a segunda maior causa de morte global e uma das principais responsáveis por incapacidades permanentes. Dados apresentados durante a assembleia apontam ainda que uma em cada quatro pessoas poderá sofrer um AVC ao longo da vida.

O documento recomenda que os países fortaleçam toda a linha de cuidado da doença, desde o controle dos fatores de risco até o acesso ao atendimento especializado e à reabilitação.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Sesab faz alerta contra hantavírus e doenças virais e reforça importância da vacinação Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Os casos de hantavírus em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina rumo à África provocaram temor em vários países. Apesar de rara, a hantavirose preocupa por sua alta taxa de letalidade e pela rapidez com que pode evoluir para quadros graves.

No Brasil, a doença é considerada endêmica pelo Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus circula de forma contínua em determinadas regiões, principalmente em áreas rurais.

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, a secretária estadual de saúde, Roberta Santana, tranquilizou a população baiana. “Há 13 anos, a Bahia não tem casos de hantavírus. Não é uma novidade, mas mantém a gente em ponto de alerta no cenário epidemiológico nacional”, afirmou.

Com relação às síndromes respiratórias agudas, Santana informou que existe um crescimento de casos na região metropolitana de Salvador e a rede pública de saúde já sente o impacto do aumento da demanda de atendimentos. Os números revelam casos de infecção respiratória grave, bronquiolite e pneumonia.

Pensando nesse aumento, a secretária orientou a população sobre a importância da vacinação.  “Peço à população que faça a vacinação. As crianças de 6 meses a 6 anos devem ser levadas aos postos de saúde para imunização, assim como as gestantes”, destacou. O governo realizou a aquisição do Vacimóvel - veículo itinerante - para vacinação diretamente nas comunidades a fim de reforçar a cobertura vacinal no estado.

Diante do surgimento dos primeiros sintomas de gripe, as pessoas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para início do tratamento paliativo.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Erro em regulação trava transferência de idoso que sofreu AVC em Serra do Ramalho Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na cidade de Serra do Ramalho, na região oeste da Bahia, a dona de casa Marivalda Ribeiro fez um apelo desesperado para conseguir a regulação do pai Adolfo Ribeiro Costa, de 84 anos, que se encontra internado no Hospital Municipal após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.

Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, ela relatou que o pai deu entrada no hospital na segunda-feira (11), quando foi imediatamente iniciado o processo de regulação, tendo em vista que a unidade de saúde não possui atendimento com neurologista.

A regulação saiu para a cidade da Barra. Porém, segundo Marivalda, no pedido constava apenas que o paciente necessita de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem indicar a necessidade de suporte com especialista na área de neurologia.

Um novo pedido de regulação foi feito, contudo o mesmo ainda não foi contemplado e a família acusa o Hospital Municipal de atrasar a transferência do paciente para iniciar o tratamento devido a um erro formal. “O erro foi da unidade de Serra do Ramalho. Eles dizem que não, mas eu estou com o papel da regulação na mão, onde tem só o pedido de UTI. Peço as autoridades que me ajudem, não deixem meu pai aqui porque a qualquer hora posso receber uma notícia ruim”, afirmou, bastante emocionada.

Marivalda apontou ainda que a unidade de saúde não tem feito nada para reparar o próprio erro, mantendo-se inerte há mais de 8 dias, mesmo diante da gravidade do estado de saúde do idoso. “Se acontecer alguma coisa com o meu pai por negligência do Hospital de Serra do Ramalho, o culpado vai ser eles”, falou.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Hantavírus: Brasil tem sistema de vigilância contra doença, diz Alexandre Padilha Foto: Getty Images

Um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro no começo de maio acendeu um alerta na população da América do Sul. O evento resultou em sete mortes e um aumento do número de contaminados, incluindo alguns casos testados no Brasil.

Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou que o país possui um sistema de vigilância para controle da doença e tranquilizou os cidadãos. Reforçando que a doença já é detectada no território brasileiro desde os anos 1990, Padilha afirmou que o índice de óbitos caiu ao longo do tempo.

“Ano passado tivemos o menor número de óbitos. O hantavírus também é uma doença para a qual temos um sistema de vigilância. Esse tipo de cepa que circulou no cruzeiro foi pego na região andina, é uma cepa que nunca circulou no Brasil”, completou ele.

O ministro ainda explicou que a cepa Andes é a única variante, até o momento, que pode ser transmitida entre seres humanos. Os antigos casos de diagnóstico no país tiveram, obrigatoriamente, contato com fluidos de roedores.

Até então, a doença foi confirmada em hospitais de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. A indicação dos especialistas é se atentar à limpeza de galpões, trilhas, colheitas e pescarias, locais nos quais roedores podem aparecer e deixar resíduos infectados. Também é recomendado utilizar máscaras e manter a rotina básica de higiene após visitar lugares fechados ou abandonados.

Padilha finalizou tranquilizando a população ao afirmar que o hantavírus não é uma novidade para os infectologistas e que existe um monitoramento por parte do Ministério da Saúde.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Brasil tem alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave em bebês Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos estão em alta em todo o Brasil, principalmente por causa do aumento das infecções pelo vírus sincicial respiratório - VSR. O vírus é o principal causador da bronquiolite, inflamação na ramificação dos pulmões que atinge principalmente bebês menores de dois anos. As outras faixas etárias estão estáveis com relação à SSRAG.

Nas quatro últimas semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnostico confirmado para algum vírus foram causados por VSR. Em seguida, vem a Influenza A com 27,2% e o rinovirus com 25,5%.

Os dados são do Boletim Infogripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim também alerta que os casos de Influenza A continuam aumentando nos três estados da Região Sul, e ainda em Roraima e Tocantins, na Região Norte e em São Paulo e Espírito Santo, no Sudeste. Esse tipo do vírus da gripe foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo das última quatro semanas, ocorridas principalmente em idosos.

Esses dois cenários colocam todos as unidades federativas do Brasil em situação de alerta, sendo que em dez delas a situação é de alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

Além disso, em 14 Unidades da Federação a tendência é de aumento de casos nas próximas semanas: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No final do mês passado, a Organização Panamericana de Saúde alertou para o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com destaque para Influenza A H3N2 e VSR.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (11) o registro de dois medicamentos: um para tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, e outro para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave.

O primeiro medicamento indicado é Yesintek (Ustequinumabe), apresentado como solução injetável pronta para administração subcutânea e para infusão intravenosa.

O remédio é indicado para tratar psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. Segundo ao Anvisa, o produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade, tendo sido comparado ao medicamento Stelara.

“Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa”, disse a agência reguladora.

A agência disse ainda que o medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave.

“O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.”

Ainda de acordo com a agência reguladora, no caso de pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, o medicamento pode ser usado, de forma isolada ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada. O Yesintek é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, o remédio é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave, que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta a outros tratamentos, além de pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa (medicamentos imunobiológicos que bloqueiam uma proteína específica, reduzindo inflamações crônicas) ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026 Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavírus no estado este ano. O caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não tem relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico.

Em nota, a pasta informou que o paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa. “Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”.

No comunicado, a secretaria destacou ainda que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Surto de Hantavírus no navio não representa risco para o Brasil Foto: CDC/Cynthia Goldsmith

O Ministério da Saúde informa que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde. O surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação na América do Sul está sendo investigado sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Brasil bate recorde de transplantes em 2025 Foto: Divulgação/GOVRJ

O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. De acordo com a Agência Brasil, o resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.

Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Crianças e adolescentes representam mais de 60% dos casos de leucemia na Bahia

A leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes. Na Bahia, a situação não é diferente: a população entre 0 e 19 anos representou 61,9% das internações por leucemia no estado nos dois primeiros meses deste ano, aponta a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A maioria dos pacientes está na faixa etária de 0 a nove anos, 90 só entre janeiro e fevereiro. Os dados de 2026 seguem uma tendência histórica. No ano passado, 1.222 dos 2.329 pacientes internados por leucemia eram jovens de até 19 anos, o equivalente a 52,4%. Desses, 759 tinham até nove anos de idade.

Não existe uma única causa para a maior incidência da leucemia em pessoas mais jovens, mas alguns fatores ajudam a explicar. O principal são as alterações genéticas espontâneas durante a formação das células sanguíneas nessa faixa etária. Outros fatores importantes são o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e, em alguns casos, associação com síndromes genéticas, como síndrome de Down, exposição à radiação ou substâncias químicas.

As leucemias podem ser classificadas em agudas e crônicas. Nas leucemias agudas, a mutação ocorre numa fase inicial do desenvolvimento da célula, de forma que existe uma proliferação de uma célula imatura. As leucemias crônicas, por sua vez, consistem na proliferação de uma célula mutada, já madura.Entre as internações registradas pela Sesab este ano, a maioria aconteceu em decorrência da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) – ou Leucemia Linfoide Aguda –, responsável por 57 internações de pessoas entre 0 e nove anos e 36 de pessoas entre 10 e 19 anos. É esse o tipo mais comum nos casos pediátricos e também o que tem melhor prognóstico, com taxas de cura que chegam a 85%, afirma Schriefer. Já as leucemias mieloides têm na infância a característica de um prognóstico inferior.

Quando olhamos para os óbitos causados por leucemia, as crianças e adolescentes não são os casos mais expressivos. Em 2026, das 117 mortes registradas até fevereiro, oito foram de pessoas entre 0 e 19 anos – o equivalente a 6,8%. Isso se deve, sobretudo, à já mencionada alta taxa de cura da LLA.

Saúde
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)
Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Mais de 60% das mortes por câncer de testículo no Brasil atingem homens jovens

Levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), com base no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, mostra que 527 pessoas morreram por câncer de testículo no Brasil em 2024. Desse total, 61,67% eram homens de 20 a 39 anos e 76,66% tinham até 49 anos, o que indica maior impacto da doença em faixas etárias mais jovens.

Os dados apontam maior concentração de mortes entre 20 e 29 anos, com 190 registros, seguida da faixa de 30 a 39 anos, com 135. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, foram contabilizadas 21 mortes, enquanto homens com mais de 50 anos somaram 100 óbitos, o equivalente a 18,98% do total, aponta a entidade.

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam entre 1.700 e 2.000 novos casos por ano no Brasil no triênio de 2026 a 2028.

Compartilhe
com nosso
Whatsapp

77 99968-1705

Mais Recentes

Mais Clicadas

Comentários

Arquivo

2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013