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Violência
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SPM chega a Guanambi para dar suporte a mulheres vítimas de violência doméstica Foto: Aluizio Sales/SPM

A Unidade Móvel da Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) estará na cidade de Guanambi, nesta quinta-feira (20), para prestar atendimento a mulheres em situação de violência doméstica. Ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, Neia Bastos, Chefe de Gabinete da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, destacou que a unidade é uma estratégia da SPM para fazer a escuta social e a mobilização dos municípios e, principalmente, atender mulheres em rodas de conversas e espaços integrativos. A ideia da iniciativa é garantir às mulheres a oportunidade de perceber que elas não estão sozinhas. A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, assistentes sociais e advogados. Segundo Bastos, o Governo do Estado também convida os municípios por onde a unidade passa a participar da iniciativa com a sua própria equipe de profissionais para atendimento e atenção especial das vítimas. “No mês de março, essas ações têm se intensificado para chamar a atenção para os direitos das mulheres, sobretudo, para que elas tenham uma vida sem violência e com o máximo de respeito”, afirmou. A ação, segundo Bastos, se adapta à realidade de cada município, adotando as estratégias necessárias para atender a demanda local. Em Guanambi, o atendimento acontece na Praça Henrique Pereira Donato, de 9h às 17h. Na sexta-feira (21), de 9h às 17h, a unidade estará na sala 1, do Polo UAB/Ufba, para uma capacitação com a rede de atendimento à mulher.

Presidente do STF diz que país vive 'epidemia de violência doméstica' Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, disse nesta quarta-feira (12) que o Brasil vive uma “epidemia de violência doméstica”. A declaração de Barroso foi feita na abertura da sessão do Supremo. Em discurso em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último sábado (8), o ministro citou os números da violência contra a mulher no país e disse que eles precisam ser enfrentados. “Ainda temos uma epidemia de violência doméstica e de violência sexual contra as mulheres e precisamos enfrentar”, afirmou o ministro. Barroso também criticou o “machismo estrutural” na sociedade brasileira. “O machismo estrutural impõe às mulheres duas grandes dificuldades. Uma divisão sexual do trabalho e um teto de vidro. Uma sociedade em que as mulheres gastam por dia quase três horas a mais que os homens, porque a elas cabem as tarefas de cuidado da família, dos filhos e dos idosos, geralmente, um trabalho não remunerado. O teto de vidro se manifesta nas restrições invisíveis que se impõem às mulheres”, completou. Na terça-feira (11), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que o número de casos de feminicídio julgados em quatro anos aumentou 225%. Conforme o levantamento, o crescimento apresentou a seguinte evolução de processos julgados: 2020 (3.375); 2021 (5.351); 2022 (6.989); 2023 (8.863) e 2024 (10.991). As informações são da Agência Brasil.

Brasil teve 38 mil assassinatos em 2024, aponta Ministério da Justiça Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em 2024, o Brasil registrou 38.075 pessoas assassinadas, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgados nesta sexta-feira (17). Por dia, 104 pessoas foram vítimas, uma redução de cerca de 7% em relação ao ano passado, quando 40.768 casos foram registrados. Os números são do Sistema Nacional de Segurança Pública (Sinesp), que recebe as ocorrências das secretarias estaduais de segurança de cada estado. A pasta ressalva que o Rio de Janeiro não enviou os dados e Alagoas, Roraima e São Paulo não divulgou os números completos. O levantamento feito pela CNN considera os casos de feminicídio, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte no ano passado. A grande maioria das vítimas são homens, que correspondem a mais de 33 mil das mortes. Entre os estados com dados disponíveis, Bahia lidera com o maior número de assassinatos, com 4.480. Na sequência, estão Pernambuco (3.402), Ceará (3.272), Rio de Janeiro (3.128) e Minas Gerais (3.042). O mês de março foi o com maior número de mortes: 3.483. No ano passado, a taxa de assassinatos e cada 100 mil habitantes foi de 17,91. Apenas nos casos de feminicídio, foram 1.400 casos no ano — cerca de 4 mortes por dia. O estado de São Paulo liderou o número de casos com 229 vítimas.

ONU: 140 mulheres são vítimas de feminicídio por dia no mundo Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em 2023, 85 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em todo o mundo, sendo que 60% desses homicídios foram cometidos por um parceiro íntimo ou outro membro da família. O índice equivale a 140 mulheres e meninas mortas todos os dias ou uma a cada dez minutos. As informações são da Agência Brasil. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25), Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, pela ONU Mulheres e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). De acordo com o relatório Feminicídios em 2023: Estimativas Globais de Feminicídios por Parceiro Íntimo ou Membro da Família, o continente africano registrou as maiores taxas de feminicídios relacionados a parceiros íntimos e familiares, seguido pelas Américas e pela Oceania. Na Europa e nas Américas, a maioria das mulheres assassinadas em ambiente doméstico (64% e 58%, respectivamente) foram vítimas de parceiros íntimos, enquanto, em outras regiões, os principais agressores foram membros da família. “Mulheres e meninas em todo o mundo continuam a ser afetadas por essa forma extrema de violência baseada no gênero e nenhuma região está excluída”, destacou o relatório. “Além do assassinato de mulheres e meninas por parceiros íntimos ou outros membros da família, existem outras formas de feminicídio”, alertou a publicação, ao citar que essas demais formas representaram mais 5% de todos os homicídios cometidos contra mulheres em 2023. “Apesar dos esforços feitos por diversos países para prevenir os feminicídios, eles continuam a registar níveis alarmantemente elevados. São, frequentemente, o culminar de episódios repetidos de violência baseada no gênero, o que significa que são evitáveis por meio de intervenções oportunas e eficazes”, concluiu o documento.

Agosto Lilás: Creas aponta índice elevado de violência contra a mulher em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Criado por meio da Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é uma campanha que objetiva instruir a população sobre como identificar e reagir a casos de violência contra a mulher. Em Brumado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) tem feito diversas ações como parte da programação da campanha. Ao site Achei Sudoeste, o coordenador do Creas, Rodrigo Caires, destacou que o órgão e as demais autoridades de proteção aos direitos das mulheres estão se mobilizando através de palestras, eventos educativos e distribuição de materiais informativos com o intuito de empoderar as mulheres e sensibilizar à sociedade acerca da importância do respeito e da igualdade. A psicóloga Flávia Meira apontou que em Brumado há um grande número de mulheres que sofrem com violência doméstica e o Creas busca, por meio da escuta, fortalecer essas mulheres e incentivá-las a denunciar. “Nosso papel é fortalecer as vítimas para que elas denunciem e acabem com esse ciclo. A violência não é só a física, temos a violência psicológica, moral, patrimonial... As sequelas são muitas e podem se perpetuar pela vida toda da mulher”, alertou. Segundo Meira, as mulheres devem estar atentas aos sinais da violência doméstica para evitar consequências mais graves. Estes incluem xingamentos, agressões verbais, ameaças e a violência física.

Capacitação para o enfrentamento à violência de gênero em Poções Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Nesta segunda-feira (26), a 79ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em parceria com o Centro de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência (CAMVI), promoveu uma capacitação voltada para o enfrentamento das ocorrências de violência de gênero em Poções. Durante o encontro, os policiais tiveram a oportunidade de se aprofundar em temas como sensibilização de gênero, acolhimento adequado às vítimas e a importância de uma abordagem empática e respeitosa. Também foram discutidas estratégias de intervenção e resolução pacífica de conflitos, essenciais para minimizar riscos e prevenir a reincidência da violência. A capacitação contou com a presença da Coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres (SUPEV), Ana Clara Auto, acompanhada de Ana Carine, Coordenadora do CAMVI, da vereadora Larissa Laranjeira e da assistente social Cristiane Carvalho. Segundo a comandante da 79ª CIPM, Major Paula Fagundes, capacitar continuamente os policiais é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais humanizado e eficaz

Lei Maria da Penha faz 18 anos, mas violência contra mulher cresce

A Lei Maria da Penha, considerada um marco na defesa dos direitos das mulheres, completa 18 anos nesta quarta-feira (7). Apesar dos avanços na legislação, reconhecidos por especialistas, a opressão às mulheres ainda é um dos principais problemas sociais do país. A violência contra a mulher — na contramão de outros tipos de violência na sociedade — só vem aumentando. A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, tem como objetivo combater a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Ela é nomeada em homenagem à farmacêutica Maria da Penha, que sofreu tentativa de homicídio por parte de seu marido. A lei estabelece medidas para proteger as vítimas, como a criação de juizados especiais de violência doméstica, a concessão de medidas protetivas de urgência e a garantia de assistência às vítimas. Na maioridade da Lei Maria da Penha, o G1 ouviu técnicos do governo e especialistas para buscar entender as razões pelas quais o país trata tão mal suas mulheres. Para começar a entender o cenário, estatísticas oficiais mostram que o Ligue 180, serviço do governo federal para captar denúncias de violência contra a mulher, vem registrando aumento de ocorrências ano após ano. Em 2021, foram 82.872 denúncias, em 2022, foram 87.794 denúncias, em 2023, foram 114.848 denúncias. No primeiro semestre de 2024, também já pode ser verificado um crescimento nos números em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério das Mulheres. Os números ainda serão consolidados. Além disso, dados divulgados em julho no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostraram números preocupantes em relação à violência contra a mulher. Em 2023, o número de estupros no país cresceu 6,5% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram 83.988 casos registrados, o que representa um estupro a cada 6 minutos no Brasil. O número representa o maior número da série histórica, que começou em 2011, e as maiores vítimas do crime no país são meninas negras de até 13 anos. Os dados crescem na contramão de outros índices de violência, como o de mortes violentas intencionais, que caiu em 2023.

46ª CIPM apresenta redução significativa nos índices criminais do 1º semestre do ano Foto: Kauê Souza/Achei Sudoeste

A 46ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), com sede em Livramento de Nossa Senhora, apresentou uma significativa redução nos índices criminais em sua área de atuação no primeiro semestre de 2024, comparando ao mesmo período de 2023. De acordo com a 46ªCIPM, houve uma redução de 75% nos casos de homicídios, 62,5% nas tentativas de homicídio, 100% nos crimes de estupro e de 25,7% nos crimes de Maria da Penha. O Major Wagner Rocha destacou o compromisso e trabalho árduo dos policiais da unidade. “As ações preventivas de segurança em Livramento de Nossa Senhora e região mostraram resultados impressionantes, refletindo diretamente na segurança e bem-estar da nossa população. Continuaremos firmes em nossa missão de servir e proteger, sempre buscando melhorias para garantir a tranquilidade de todos”, afirmou.

Bahia tem a maior taxa de homicídios de jovens do país Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia é o estado mais violento para os jovens, segundo o Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira (18). Somente em 2022, foram registrados 4.030 homicídios de jovens entre 15 e 29 anos. O estado tem a maior taxa de homicídios do país, com 117,7 mortes para cada 100 mil habitantes. Comparando o período entre 2017 e 2022, houve uma redução de 10,9% de homicídios nesta faixa etária. Atrás da Bahia aparecem os estados do Amapá (90,2) e Amazonas (86,9). No Brasil, na comparação de 2022 com o ano anterior, a taxa de homicídios registrados a cada 100 mil jovens passou de 49,0 para 46,6, indicando redução de 4,9%. Segundo o Atlas, há uma diferença de 1.000% entre o estado mais violento e o menos violento. São Paulo tem taxa de 10,8 homicídios entre jovens. Depois, aparecem Santa Catarina (13,3) e Distrito Federal (19,3).

Pesquisa mostra aumento da violência contra idosos no país Foto: Divulgação

As ocorrências de agressões contra idosos tiveram aumento de quase 50 mil casos em 2023 na comparação com o ano anterior. As informações são da Agência Brasil. De 2020 a 2023, as denúncias notificadas chegaram a 408.395 mil, das quais 21,6% ocorreram em 2020, 19,8% em 2021, 23,5% em 2022 e 35,1% no ano seguinte. Os números fazem parte da pesquisa Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética. A pesquisa resultou em artigo publicado em parceria pelas professoras Alessandra Camacho, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Programa Acadêmico em Ciências do Cuidado da UFF, e Célia Caldas, da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Para traçar o perfil dos idosos, foram analisadas diversas variáveis além da faixa etária, como região do país, raça e cor, sexo, grau de instrução, relação entre suspeito e vítima, e o contexto em que a violação ocorreu. O estudo analisou informações disponíveis no Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, com base em denúncias de violência registradas de 2020 a 2023, de casos suspeitos ou confirmados contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram excluídas duplicatas de notificações referentes à mesma ocorrência.

Brumado é a segunda cidade com a menor taxa de crimes violentos no sudoeste baiano Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) publicados no último sábado (09), a Bahia registrou no segundo semestre de 2023 uma diminuição nos índices dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). O levantamento mostra que, entre as dez Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp), o sudoeste baiano se destacou como a região mais segura, com a menor taxa de CVLIs: apenas 8,8 crimes por 100 mil habitantes. Na região sudoeste, Brumado aparece em segundo lugar como a cidade mais segura, com a segunda menor taxa de CVLIs. Ao todo, são 5,5 crimes por 100 mil habitantes. Apesar de ter registrado um aumento de 66,67% no número de CVLIs em comparação com o mesmo período de 2022, passando de 12 para 20 crimes, Brumado ainda possui o índice mais baixo da região.

Bahia já registrou mais de 3 mil casos de violência contra a mulher em 2024 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a Bahia registrou em 2024 o total de 3.635 casos de violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher. Desse total, apenas 566 denúncias foram efetivadas. qualquer cidadão pode fazer denúncias através da Central de Atendimento à Mulher, pelo número telefônico 180. Na Bahia, há 15 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) e sete Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher (Neams). Há também a Deam Online, com funcionamento 24 horas para o registro de ocorrências e atendimento.

Brumado: Guerra do tráfico eleva índice de homicídios e delegado aponta efeito do presídio Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O ano de 2024 começou violento em Brumado. Só neste mês de janeiro dois homicídios foram registrados na cidade. Ao site Achei Sudoeste, Leonardo Soares, delegado titular na Delegacia Territorial de Brumado, informou que os respectivos inquéritos policiais já foram instaurados para punir os autores e mandantes desses crimes. A Polícia Civil entende que não se tratam de casos isolados. O delegado apontou que os homicídios estão relacionados à guerra do tráfico. “Não são casos isolados, é a mesma disputa de facção que a gente já vem vendo na cidade desde o ano passado. Esses homicídios estão diretamente relacionados ao tráfico de drogas, infelizmente”, afirmou. A maior parte das vítimas já tinha passagens na polícia por tráfico de drogas ou associação ao tráfico. Em comparação ao ano anterior, a disputa por territórios aumentou bastante e a violência tem crescido de forma considerável. Para o delegado, o Conjunto Penal de Brumado é a principal causa do aumento da violência no município. “Isso traz reflexos negativos para a cidade. Tem os pontos positivos também, mas o negativo é uma realidade”, confirmou.

Neam busca união de forças para combater a violência contra a mulher em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O Núcleo de Atendimento à Violência contra a Mulher (Neam) em Brumado aderiu à campanha 21 Dias de Ativismo no Combate à Violência Contra Mulher. Ao site Achei Sudoeste, a delegada coordenadora da unidade, delegada Ellen Mara Lages Neiva Pierote, explicou que a campanha é um trabalho de conscientização da comunidade e de insistência com o Poder Público e o Poder Judiciário para diminuir os números de mulheres vítimas de violência doméstica. Para Pierote, a união de forças e a atuação da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Tutelar são muito importantes para o atendimento das demandas dessas mulheres, sejam físicas e emocionais. Segundo a delegada, a cultura da violência doméstica é uma construção social que precisa ser desconstruída com educação por meio de palestras nas escolas e do processo de reeducação dos adultos que não enxergam que são agentes violentos. Por fim, Pierote convocou toda comunidade a abraçar a causa. “Conclamo toda sociedade brumadense a abraçar essa campanha porque juntos seremos sempre mais fortes”, destacou

16 dias de ativismo de combate e prevenção a violência contra a mulher em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Em Brumado, o Centro de Referência de Assistência Social  (Creas) Chico Xavier iniciou nesta terça-feira (21) a campanha 16 dias de ativismo de prevenção e combate à violência contra a mulher. Coordenador do Creas Chico Xavier, Rodrigo Caires destacou que o tema possui importância global, porém, muitas vezes, é esquecido e até banalizado. Há muita subnotificação e o tema precisa ser muito debatido para conscientizar a todos. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, Caires informou que, nos anos de 2020 e 2021, foi registrada uma queda nos números da violência contra a mulher no Creas. Neste ano, até o mês de novembro, foram registrados 28 casos na unidade. “São 28 mulheres que estão sofrendo violência. Vamos comemorar quando tiver no número 0. Precisamos falar mais e esclarecer sobre o tema”, frisou. A psicóloga Vitória Nunes explicou que a violência não é só física, mas moral, patrimonial, sexual e psicológica. A violência contra a mulher, conforme pontuou, reverbera por vários âmbitos da vida e o ciclo da violência prende a vítima e a impede de denunciar. A advogada Keila Pereira esclareceu que a Lei Maria da Penha ampara as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Entre os seus instrumentos, estão as medidas protetivas que buscam dar segurança às vítimas no processo de se desvencilhar dessas relações abusivas.  

Equipes que reduziram mortes violentas receberão PDP com 35% de acréscimo na Bahia Foto: Kelly Hosana/SSP-BA

Policiais civis e militares e agentes do Departamento de Polícia Técnica que atuaram na redução das mortes violentas no primeiro semestre de 2023 receberão o Prêmio por Desempenho Policial (PDP) com 35% de acréscimo. O aumento fez parte de um pacote de reestruturação da Segurança Pública que foi votado e aprovado. O Governo do Estado publicou na edição do Diário Oficial, desta quinta-feira (7), as regras para a concessão do prêmio. O PDP é uma forma de estimular, reconhecer e valorizar o desempenho dos servidores no combate ao crime. A Bahia apresentou nos seis primeiros meses deste ano uma diminuição de 4% dos assassinatos, na comparação com o mesmo período de 2022. As unidades policiais que nas suas áreas de atuação alcançaram redução de 6% (meta estipulada) receberão o maior valor. Ganharão prêmios menores os efetivos lotados em unidades da PM, PC e DPT que conseguiram reduções equivalentes a 50% e 20% da meta estipulada. Criado em 2011, o Governo do Estado já pagou através do PDP cerca de R$ 322 milhões para 256 mil policiais que diminuíram as mortes violentas nas suas respectivas áreas. Entre 2016 e 2022, os assassinatos recuaram 22,5% na Bahia.

Mata de São João onde nove foram encontrados mortos é destino turístico na Bahia Foto: Camila Marinho/TV Bahia

Com praias paradisíacas, a cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, é um destino turístico na Bahia. Apesar de ser bastante conhecido pelos distritos de Praia do Forte e Imbassaí, o município também tem uma vasta área rural, longe das praias e da badalação. De acordo com o G1, foi nesta região que nove pessoas foram encontradas mortas nesta segunda-feira (28). A cidade tem quase 47 mil habitantes, mas o local onde as vítimas foram achadas, a seis quilômetros da sede de Mata de São João, ainda é pouco habitado. Conhecida como Portal do Lunda, a área fica na Colônia Juscelino Kubitschek, uma região que foi povoada por japoneses que vieram para o Brasil alguns anos após a Segunda Guerra Mundial. Ao longo dos anos, os japoneses saíram da colônia em direção à sede do município e à capital do estado, Salvador. Segundo a assessoria de Mata de São João, os matenses, pessoas que nascem no município, estão em sua maioria na zona rural. No crime desta segunda-feira, duas vítimas foram mortas a tiros, e as outras sete tiveram os corpos carbonizados — entre elas, crianças. Um adolescente de 12 anos foi o único sobrevivente e está internado com mais de 50% do corpo queimado. Ele estava consciente quando foi socorrido e prestou depoimento à polícia. O conteúdo do depoimento não foi divulgado. Ainda não há informações sobre quem são as vítimas, nem sobre a autoria e motivação do crime. De acordo com a assessoria da prefeitura, a cidade costumava ser pacata, especialmente a zona rural. Em 2011, houve uma onda de violência na região e, na época, os corpos de três adolescentes foram encontrados com marcas de tiros em uma localidade conhecida como Vinte Mil. Nos anos seguintes, o local voltou a ter a tranquilidade de antes, até que em 2023 fazendeiros com propriedades na zona rural perceberam movimentações estranhas na região. De acordo com a prefeitura, eles relataram que pessoas desconhecidas estavam circulando armadas pela localidade.

Bahia tem o segundo maior índice de mortes violentas Foto: Victor Silveira/TV Bahia

O assassinato de Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, está longe de ser um fato isolado, como denunciam os dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o levantamento, divulgado em julho, a Bahia tem o segundo índice de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes (com 47,1), atrás somente do Amapá (que tem 50,6). Além disso, Salvador é a segunda capital mais violenta do país, com 66 mortes violentas intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes, atrás apenas de Macapá (AP), com 70. Outros números também confirmam o quadro de descontrole no enfrentamento à criminalidade no estado. Os quatro municípios com a maior taxa de MVI são da Bahia — um deles é Simões Filho, onde fica o quilombo que era liderado por Mãe Bernadete.

Assassinatos no Brasil caem 3,4% no semestre Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O número geral de assassinatos continua em queda no Brasil em 2023, segundo o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Foram 19,7 mil assassinatos nos seis primeiros meses deste ano, o que representa uma queda de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O estado que registrou a maior baixa foi Roraima, com 22,5%. Na contramão da tendência do país, dez estados tiveram altas nas mortes violentas: AC, AL, AP, ES, MA, MG, RJ, RS, SC e TO. O Amapá é, disparado, o estado com maior aumento: 65,1%. Os dados não incluem as mortes decorrentes de violência policial. São contabilizadas no levantamento as vítimas dos seguintes crimes: homicídios dolosos (incluindo os feminicídios); latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte. Em 2022, o Brasil teve uma queda de 1% no número de assassinatos, como apontou o levantamento exclusivo do Monitor da Violência. Foram 40,8 mil mortes violentas intencionais no país no ano passado, o menor número de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública pelo segundo ano seguido.

Em mês de aniversário da Lei Maria da Penha, Creas registra aumento de casos em Brumado Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Neste mês de agosto é aniversário da Lei Maria da Penha, criada com o objetivo de estipular punição adequada e coibir atos de violência doméstica contra a mulher. São 17 anos de história. Em Brumado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Chico Xavier registrou um aumento no número de atendimentos. Ao site Achei Sudoeste, a advogada Queila Pereira explicou que o Creas trabalha com a violência doméstica, física, moral, sexual, familiar, patrimonial e psicológica. As denúncias, em sua maior parte, são anônimas, visto que as mulheres têm medo de procurar o órgão diretamente. Hoje, o centro conta com uma equipe multiprofissional, composta por duas assistentes sociais, uma psicóloga, uma advogada, uma coordenadora e uma secretária. A psicóloga Maria Gracilane salientou que o atendimento é feito de forma psicossocial através de acolhimento e escuta. “Todo acompanhamento é feito de forma integral e todos os encaminhamentos necessários são feitos”, disse. Segundo a assistente social Maria do Alívio, o Creas apresenta um número alto de mulheres em situação de violência doméstica e os desafios no enfrentamento a esse cenário são muitos e diários. Apesar dos avanços, conforme pontuou, há ainda um número muito grande de reincidência e subnotificação. Diante desse contexto, a assistente considera que a Lei Maria da Penha é um instrumento representa um marco para maior proteção das vítimas. “Mesmo com todos os desafios, a Lei Maria da Penha é um marco histórico”, avaliou.

Deputado Felipe Duarte propõe audiência pública para debater escalada da violência nas escolas Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Felipe Duarte (PP) protocolou um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública para discutir a escalada da violência nas escolas. Segundo o parlamentar, o objetivo é debater o assunto, especialmente com relação ao acesso dos jovens aos diversos tipos de armas, à facilidade para acessar as unidades de ensino e à falta de monitoramento para evitar as ocorrências. “O que nós queremos é encontrar uma forma de entender, socialmente, o que tem acontecido com nossos jovens e o motivo de as escolas terem se tornado alvos tão fáceis. Após esse entendimento, traçaremos ações para coibir a violência, tratando o problema pela raiz”, explicou. Seriam convidados para a audiência secretários de estado e de municípios, representantes da Operação Ronda Escolar da Polícia Militar, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), além de membros da sociedade civil.

Relatório aponta mais de 400 baleados em tiroteios, de julho a outubro na Bahia Foto: Reprodução/G1

O relatório “100 Dias de Fogo Cruzado na Bahia”, do Instituto Fogo Cruzado, em parceria com a Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas, contabilizou 443 tiroteios, que resultaram em 401 baleados – uma média de quatro por dia, entre 1° de julho e 8 de outubro deste ano. Destas vítimas, 304 morreram. De acordo com o G1, os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10), no auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador. Nestes 100 primeiros dias de acompanhamento, a capital baiana concentrou três em cada quatro tiroteios registrados em toda a região metropolitana, e 72% dos baleados. Mas, apesar de menos registros, é importante ter um olhar atento para outras cidades. Cinco municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) tiveram mais vítimas do que tiroteios, o que aponta para um alto risco de letalidade. Foram eles: Simões Filho, Vera Cruz, Mata de São João e Candeias. Os homicídios são o mais grave problema da violência armada em Salvador e RMS, sendo quase metade dos casos (47%) identificados como homicídios ou tentativa de homicídio. A sensação de insegurança da população é justificada pelos números: dois em cada três tiroteios terminam com alguma pessoa baleada, e mais da metade dos casos (55%) terminou em mortos; em quase 10% das vezes os tiros deixaram dois ou mais vítimas fatais.

Bahia está entre os 10 estados que mais reduziram mortes violentas em 2022 Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Bahia está entre os 10 estados brasileiros com as maiores reduções de mortes violentas em 2022. No primeiro semestre deste ano, as forças de segurança baianas alcançaram a diminuição de 11,5% dos homicídios, latrocínios e lesões dolosas seguidas de morte. Além da Bahia, também apresentaram reduções os estados de Roraima (34%), Distrito Federal (21%), Rio Grande do Norte (18%), Amapá (17%), Maranhão (17%), Espírito Santo (16,5%), Rio de Janeiro (16%), Acre (15%) e Goiás (14%). “Policiais militares, civis e técnicos, além dos bombeiros provam diariamente a competência no combate à criminalidade. Os baianos sentem orgulho de vocês. Parabéns a todos os profissionais baianos”, declarou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino.

Feminicídios na Bahia caíram aproximadamente 18% em 2021 Foto: Adriana Pimentel/Tribuna da Bahia

Crimes contra mulheres são praticados com frequência em todo o Brasil. 457 mulheres foram vítimas de feminicídios na Bahia, de 2017 a 2021. Ou seja, uma mulher foi morta por questões de gênero a cada 4 dias na Bahia. Apesar desse fenômeno ser crescente a uma taxa média anual de 4,7%, houve redução do número de vítimas no último ano. Em 2020 foram 113 vítimas e já em 2021 foram 93 mulheres vítimas de feminicídio na Bahia, representando uma redução de aproximadamente 18%. Ou seja, 1,2 mulheres foram vítimas de femincídios a cada 100 mil baianas em 2021. Os dados divulgados nesta quarta-feira (1/06) são da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O trabalho foi construído a partir dos Boletins de Ocorrência (BO), registrados pela Polícia Civil e identificados com o crime de feminicídio, entre os anos de 2017 e 2021, em todo o estado da Bahia. A divulgação segue em dois formatos: um Dashboard com um compêndio de dados e uma análise pormenorizada que é apresentada em um Texto para Discussão. O objetivo é apresentar para a sociedade as especificidades sobre esse tipo de crime na Bahia, que é definido legalmente como a morte de uma mulher por questões de gênero. Esse é um tipo de crime que apresenta um padrão de ocorrência: mulheres negras, em idade adulta são assassinadas pelo parceiro íntimo dentro do domicílio por meio de uma arma branca. Tal padrão é diferente do observado entre os homicídios mulheres, cujo perfil se assemelha aos homicídios do gênero masculino: homicídio de uma vítima jovem, ocorrido em via pública por meio de uma armada de fogo, tendo motivação e autoria desconhecidas.

Trio encapuzado assalta homem e rouba alta quantia em dinheiro na cidade de Caetité Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Na última sexta-feira (26), um assalto foi registrado na Rua Professor Jaime da Costa, no Bairro São Vicente, na cidade de Caetité, a 100 km de Brumado. Um homem chegava em sua residência quando foi surpreendido por três indivíduos encapuzados. Segundo informou a 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ao site Achei Sudoeste, a vítima deu todo dinheiro que tinha e ainda teve o carro roubado. Posteriormente, após diligências, a guarnição da 94ª CIPM encontrou o veículo abandonado e queimado na localidade de Periperi, zona rural do município. No carro, foram encontradas duas camisas, duas tocas ninjas e dois aparelhos celulares pertencentes às vítimas.

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