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Taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, revela IBGE Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A taxa de desemprego das pessoas pretas fechou o primeiro trimestre de 2026 em 7,6%. Esse indicador fica acima da média nacional (6,1%) e 55% maior que o dos brancos, que sequer chegou a 5% (4,9%).

Esse patamar de diferença é superior ao registrado no último trimestre de 2025 (52,5% maior) e nos três primeiros meses do ano passado (50%). A maior diferença já apurada é de 69,8%, no segundo trimestre de 2020, ano de eclosão da pandemia de covid-19.

A revelação faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quando a série histórica da pesquisa foi iniciada, em 2012, o desemprego de pessoas pretas era 44,8% maior que o dos brancos. A menor diferença já verificada pertence ao segundo trimestre de 2021, 43,6% superior. As informações são da Agência Brasil.

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Brasil proíbe apostas em sites de previsão sobre eleições, reality shows e resultados de jogos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A partir do dia 4 de maio, o cenário para quem utiliza plataformas de mercado de previsões no Brasil sofrerá uma mudança drástica. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 5.298, que proíbe a negociação de contratos baseados em eventos de entretenimento, política e esportes. Na prática, a medida encerra a possibilidade de investidores apostarem em resultados de eleições, vencedores de reality shows ou placares de partidas de futebol por meio desses mecanismos, que funcionam como uma “bolsa de apostas” onde os usuários negociam entre si.

A decisão, divulgada na sexta-feira (24), estabelece que apenas temas estritamente econômicos e financeiros continuarão permitidos. Dessa forma, contratos ligados à variação da inflação, taxas de juros, câmbio ou o preço de commodities — como petróleo e minério de ferro — seguem liberados sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O objetivo do governo é fechar uma brecha regulatória que permitia a essas plataformas operar sem as exigências impostas às chamadas “bets”.

De acordo com o entendimento do governo, os mercados preditivos que tratam de eventos não financeiros atuam, na realidade, como jogos de azar e não como investimento de risco tradicional. Ao classificar esses contratos como derivativos, o CMN busca evitar que empresas ofereçam palpites sobre eventos sociais ou culturais sem possuir a licença do Ministério da Fazenda, o pagamento de taxas específicas e a adoção de regras de proteção ao jogador, itens obrigatórios para as casas de apostas esportivas regulamentadas.

A nova norma atinge em cheio plataformas estrangeiras que oferecem serviços a brasileiros, reduzindo significativamente o leque de atuação desse setor no país. Ao restringir o objeto dos contratos, a equipe econômica tenta mitigar riscos para os investidores, reduzir a especulação excessiva em temas sensíveis — como o processo eleitoral — e organizar um mercado que vinha crescendo de forma acelerada à margem de regras claras.

A fiscalização do cumprimento das novas normas ficará a cargo da CVM, que deve publicar regulamentações complementares em breve. A medida faz parte de um pacote mais amplo do Governo Federal para estruturar o mercado de apostas e produtos financeiros, garantindo que atividades com características de jogo sejam tributadas e fiscalizadas com o mesmo rigor, independentemente da tecnologia ou do modelo de negócio utilizado. As informações são da Agência Brasil.

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Prepare o bolso: Aneel anuncia bandeira amarela e conta de luz fica mais cara em maio Foto: Getty Images

Os consumidores brasileiros terão que preparar o bolso para um aumento na conta de energia no próximo mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), que a bandeira tarifária para maio será amarela, interrompendo uma sequência de meses sem cobranças adicionais. Com a mudança, todas as contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) passarão a ter um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo o aumento no custo da produção de eletricidade no país.

A decisão de elevar o patamar da bandeira deve-se ao início do período de transição entre as estações chuvosa e seca. Com a redução do volume de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas tende a baixar, forçando o acionamento das usinas termelétricas. Como essas usinas operam a partir da queima de combustíveis, o custo de geração é significativamente mais alto, o que acaba sendo repassado ao consumidor final para manter o equilíbrio financeiro do sistema elétrico nacional.

Até então, o cenário era de alívio para os brasileiros, já que a bandeira verde — que não prevê custos extras — vinha sendo aplicada desde janeiro devido aos níveis satisfatórios dos reservatórios após um verão de chuvas volumosas. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, funciona como um sinalizador para o consumidor: as cores verde, amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam as condições de geração e permitem que o usuário adapte seu consumo para evitar sustos na fatura ao final do mês.

A reavaliação é feita mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que analisa a previsão de demanda e a melhor estratégia de geração para atender o país. Enquanto a bandeira amarela adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh, situações mais críticas podem levar ao acionamento da bandeira vermelha, que possui taxas bem mais salgadas, variando entre R$ 4,46 no patamar 1 e R$ 7,87 no patamar 2. Com a entrada da fase amarela em maio, o alerta é para o uso consciente de aparelhos de alto consumo, como ar-condicionado e chuveiro elétrico, para mitigar o impacto do novo custo tarifário.

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Mercado eleva projeção da Selic para 13% no fim de 2026 Foto: Divulgação

A pouco mais de uma semana da próxima da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos próximos dias 28 e 29 de abril, o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que os agentes do mercado financeiro estão cada vez mais pessimistas com a trajetória da inflação e dos juros para 2026. A mediana das projeções, segundo o relatório, passou de 12,5% da semana anterior, para 13% ao ano (a.a.) no documento publicado.

Além disso, o mercado também elevou as expectativas para a Selic em 2027, de 10,5% para 11%, e manteve a projeção para o ano seguinte em 10% a.a., quando ainda deve permanecer na casa dos dois dígitos. No limite do horizonte do relatório, os agentes também aumentaram a estimativa. No campo da inflação, o relatório também mostra um novo aumento da projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,71% para 4,8% em 2026. Há um mês, essa estimativa estava em 4,17%, bem abaixo do patamar atual e também inferior ao teto da meta prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. Para 2027, a previsão para os juros passou de 3,91% para 3,99%.

Também houve um ligeiro aumento na projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, de 1,85% para 1,86% – ainda distante dos 2%. Com a economia mais fraca e a projeção de juros elevados por um tempo ainda maior, economistas alertam para riscos a longo prazo para o crescimento do país.

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Brasil fecha 2025 com mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos Foto: Pixabay

O trabalho doméstico com vínculo formal registrou 1.302.792 vínculos ativos, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com número ligeiramente inferior ao de 2024, quando foram feitos 1.343.792 registros formais, o setor permanece estável, mas registrou aumento na remuneração média real, que saiu de R$1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.

Os dados fazem parte do eSocial e estão disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico. Segundo o estudo, as mulheres permanecem com forte presença na categoria, representando 88,64% do total de trabalhadores (1.154.128 vínculos), enquanto os homens correspondem a 11,36%.


Os números mostram ainda que, em relação à raça e cor, a maioria se autodeclara branca (44,54%) ou parda (41,56%), o que segundo o MTE evidencia a diversidade da força de trabalho no setor.

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Bahia deve ter a quarta maior safra de café do país em 2026, aponta IBGE Foto: Shutterstock

O Brasil deve manter, em 2026, a posição de maior produtor mundial de café, com estimativa de safra de 3,848 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Bahia, a produção prevista é de 227,9 mil toneladas, o que coloca o estado como o quarto maior produtor do país, com participação de 5,9% no total nacional.

Nesta terça-feira (14), quando se celebra o Dia Mundial do Café, ganham destaque os dados sobre a produção da bebida, presente no cotidiano dos brasileiros. O consumo disseminado no país acompanha a relevância econômica do produto, que mantém peso na produção agrícola e no orçamento das famílias.

Apesar da posição de destaque no ranking nacional, a produção baiana deve recuar 12,9% em relação a 2025, quando o estado colheu 261,6 mil toneladas. Mesmo com a queda, o volume projetado mantém a Bahia atrás apenas de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, principais produtores do país.

A produção baiana segue concentrada em dois tipos principais de grão, com predominância do café canephora, responsável por 58,4% da safra estimada para 2026, o equivalente a 133.055 toneladas. O café arábica deve representar 41,6% do total, com produção prevista de 94.800 toneladas.

Os dados mais recentes da Produção Agrícola Municipal indicam concentração da atividade em municípios do sul e sudoeste do estado. Em 2024, Itamaraju liderou a produção, com 26,1 mil toneladas, seguido por Prado, Barra da Estiva, Porto Seguro e Barra do Choça.

Além do volume produzido, o café mantém relevância econômica na agricultura baiana. Em 2024, a cultura gerou R$ 4,023 bilhões, o equivalente a 8,5% do valor total da produção agrícola do estado, ocupando a quarta posição entre os produtos pesquisados pelo IBGE.

O valor gerado pela cafeicultura apresentou crescimento de 47,7% entre 2023 e 2024, registrando a quinta alta anual consecutiva e o maior resultado desde o início da série histórica em 1994. O desempenho foi influenciado, entre outros fatores, pela valorização do produto no mercado.

O aumento de preços também impactou o consumidor, especialmente na Região Metropolitana de Salvador. O café moído teve alta de 42,68% em 2024, a maior entre os itens pesquisados para o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e voltou a subir em 2025, com variação de 42,91%, a segunda maior do período.

No início de 2026, o movimento apresentou mudança, com recuo de 1,03% no preço do produto no primeiro trimestre, segundo o IPCA-15. A variação interrompe a sequência de altas registradas nos dois anos anteriores, como explica o instituto.

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Governo zera impostos sobre querosene de aviação para conter alta de passagens Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta do querosene de aviação em meio à escalada do preço do produto.

O combustível é um insumo sensível para aviação, visto que, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), passou a representar cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas após o aumento anunciado pela Petrobras na última semana.

O reajuste ocorreu em meio à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.

As medidas são: zerar Pis/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível; prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho; abrir duas linhas de crédito.

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Agências bancárias estarão fechadas nesta Sexta-Feira Santa Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

As agências bancárias de todo o país estarão fechadas para atendimento presencial nesta sexta-feira (3), feriado nacional de celebração da Paixão de Cristo. As compensações bancárias, incluindo as TEDs, não serão efetivadas na data, mas o Pix, que funciona 24 horas todos os dias, poderá ser feito normalmente.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os boletos de cobrança e contas como água, energia e telefone com vencimento no feriado podem ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil.

Já o pagamento de tributos e impostos que vencem nesta sexta deve ser antecipado, para evitar a cobrança de juros e multas. Nesta quinta-feira (2), os bancos tiveram expediente normal.

Sites e aplicativos de bancos e caixas eletrônicos também podem ser usados para pagamento de contas e transferências, entre outros serviços. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento.

A Febraban já lembra que o próximo dia 21 de abril, uma terça-feira, também é feriado, de Tiradentes. Da mesma forma, as agências estarão fechada para atendimento ao público neste dia.

Na segunda-feira, dia 20, o expediente bancário segue normalmente nas localidades onde não há feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

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Petrobras estuda fazer Brasil autossuficiente em diesel em até 5 anos Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a empresa estuda a possibilidade de fazer o país ser autossuficiente na produção de óleo diesel dentro de cinco anos. As informações são da Agência Brasil.

O combustível enfrenta uma escalada recente de preço global por causa da guerra no Irã. Atualmente o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, um derivado do petróleo utilizado por caminhões, ônibus e tratores.

Chambriard explicou que o plano de negócios da companhia tinha como objetivo o “ideal” de chegar a 80% da demanda, com expansão de cerca de 300 mil barris de diesel por dia em cinco anos.

“Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos”, afirmou ela, durante um evento sobre energia promovido pela rede de TV CNN Brasil, em São Paulo.

“Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou.

O plano de negócios da companhia começará a ser discutido em maio, segundo adiantou a presidente da estatal. A divulgação costuma ser em novembro.

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Preço do gás sobe mais de 15%; botijão pode ficar até R$ 10 mais caro Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O valor do gás de cozinha teve um reajuste de mais de 15%, nesta quarta-feira (1°), segundo o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha (SindRevGás).

De acordo com a entidade, o aumento foi aplicado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com isso, o valor do botijão de gás pode ficar, em média, entre R$ 8 e R$ 10 mais caro para o consumidor final.

Antes do reajuste, o botijão custava R$ 130 para retirada no local. Com a mudança, o preço subiu para R$ 140. Já no caso da entrega, o valor passou de R$ 145 para R$ 155.

Em nota, a Acelen confirmou o reajuste e informou que o aumento aplicado às distribuidoras foi de 15,3% no preço do GLP.

A empresa destacou que os preços seguem critérios de mercado e levam em conta variáveis como o custo do petróleo, adquirido a valores internacionais, além da cotação do dólar e despesas com frete.

Ainda segundo a companhia, a política de preços adotada é transparente e baseada em critérios técnicos, alinhados às práticas do mercado internacional, podendo resultar em variações tanto para cima quanto para baixo.

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Aneel mantém bandeira verde e conta de luz não terá acréscimo em abril Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (27), a manutenção da bandeira tarifária verde durante todo o mês de abril. Com a decisão, os consumidores brasileiros permanecem isentos de custos adicionais na conta de luz, mantendo o cenário observado desde o início de janeiro.

A manutenção da bandeira é resultado do volume de chuvas registrado em março, que garantiu níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Esse panorama permite uma geração de energia eficiente, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado.

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Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre Foto: Agência O Globo

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2%.

Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. No mesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%.

No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025 eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas.

Os dados foram divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre terminado em novembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde. “Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade”.

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Governo Federal bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026 Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio de R$ 1,6 bilhão de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O relatório não traz previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.

Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano está em R$ 3,5 bilhões, motivada principalmente pela alta de R$ 16,7 bilhões nas previsões com receitas de royalties em 2026, com a disparada dos preços do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio.

Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 3,5 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.

O bloqueio do R$ 1,6 bilhão será detalhado no próximo dia 31, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais. As informações são da Agência Brasil.

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Governo Federal pede adiamento de reajustes na conta de luz Foto: Getty Images

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Aneel o adiamento dos reajustes nas tarifas de energia previstos para março de 2026. A medida foi proposta enquanto o governo federal conduz análises e tratativas institucionais para encontrar alternativas que reduzam o impacto das contas de luz sobre os consumidores.

Segundo ofício enviado pelo secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o objetivo é mitigar os efeitos dos reajustes sem comprometer o equilíbrio regulatório. O documento sugere que o adiamento permita concluir estudos e até viabilizar medidas que possam levar a reajustes próximos de zero em alguns casos, dependendo das diretrizes em análise.

A Aneel encaminhou o pedido para avaliação interna, sem confirmar se irá acatá-lo. O tema é sensível, já que março concentra revisões tarifárias importantes e o adiamento pode afetar a previsibilidade do setor. A iniciativa ocorre em meio à expectativa de aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026, percentual acima da inflação projetada de 4,1%.

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Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda Foto: Divulgação/Receita Federal

O contribuinte terá de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como “bets”, que deverão ser declarados no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Além dos prêmios recebidos, os contribuintes também precisarão informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.

De acordo com o Fisco, a obrigação vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em prêmios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.

Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, José Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informações na declaração anual.

“Essas pessoas apuram e pagam o imposto conforme está na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declaração. Trata-se de um ganho tributável”, explicou.

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80% dos lares brasileiros estão com dívidas Foto: Joédson Alves/Tribuna da Bahia

Enquanto as contas chegam, o brasileiro se afunda cada vez mais nas dívidas que parecem virar uma bola de neve. Este cenário ficou mais frequente nos lares do país em um cenário de juros altos e menor poder aquisitivo, como atesta o levantamento mais recente da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgado ontem. De acordo com o estudo, quatro em cada cinco famílias tinham alguma dívida no último mês de fevereiro, o que representa o maior nível desde o início da série histórica, em 2010.

O levantamento realizado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que em fevereiro de 2026, 80,2% desses grupos possuíam alguma dívida, o que indica um aumento de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados divulgados ontem ainda revelam que a inadimplência voltou a subir em fevereiro, após três meses de queda. Nesse período, a taxa subiu para 29,6%, o que, na visão do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, é um impacto direto do nível elevado da taxa de juros no país. Desde junho de 2025, a Selic permanece no maior nível em quase 20 anos, a 15% ao ano (a.a.).

“Embora o crédito seja um motor essencial para o consumo, o custo do dinheiro permanece proibitivo, criando um ciclo perigoso em que o aumento das dívidas é potencializado por juros altos que dificultam a amortização. Sem alívio consistente nos juros, a capacidade das famílias de limpar seus cadastros fica seriamente comprometida, o que acaba por frear o dinamismo do nosso comércio e serviços”, destaca Tadros.

Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, embora o endividamento recorde assuste, o que preocupa mais a entidade é o nível elevado da inadimplência, que representa a parcela da população endividada que não consegue honrar com esses compromissos financeiros e ficam com o nome “sujo”.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio de atraso dos pagamentos subiu para 65,1 meses, o que representa o nível mais alto desde o fim de 2024. Além disso, a parcela de consumidores inadimplentes por mais de 90 dias avançou para 49,5%, evidenciando que os atrasos estão cada vez mais longos. “O aumento do endividamento preocupa, não costumamos ver este nível, mas o crescimento da inadimplência preocupa ainda mais porque é mais um sintoma do estrago que este longo período de aperto monetário com a alta Selic provoca no orçamento das famílias brasileiras”, analisa Bentes.

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Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo Foto: Reprodução/RBS TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

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Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). As informações são da Agência Brasil.

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

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Tesouro paga R$ 257,7 mi em dívidas de estados e municípios em janeiro Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A União pagou R$ 257,73 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios em janeiro deste ano, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Tesouro Nacional. Em 2025, o valor chegou a R$ 11,08 bilhões de dívidas de entes federados honradas pela União.

Do total pago no mês passado, R$ 84,32 milhões são débitos não quitados pelo estado do Rio Grande do Norte; R$ 82,34 milhões do Rio de Janeiro; R$ 70,55 milhões do Rio Grande do Sul; R$ 19,55 milhões do Amapá; R$ 783,64 mil do município de Guanambi (BA); R$ 112,07 mil de Paranã (TO); e R$ 72,02 mil de Santanópolis (BA).

Desde 2016, a União pagou R$ 86,78 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidora das operações, a União é comunicada pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

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Mercado reduz previsão da inflação para 3,95% este ano Foto: Freepik

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

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Custo médio de vida do brasileiro é de R$ 3.520 por mês, revela Serasa Foto: Reprodução/Jornal O Globo

Manter o equilíbrio financeiro tem sido um desafio constante para os brasileiros. De acordo com a pesquisa “Custo de Vida no Brasil” realizada pela Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, o custo de vida médio mensal do brasileiro chega a R$3.520, considerando gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços e cuidados pessoais.

No estado da Bahia, esse custo médio mensal é de R$ 3.210, considerando gastos com moradia, contas recorrentes, supermercado, transporte, saúde, educação, lazer, alimentação, compras em geral e serviços e cuidados pessoais.

Com cada vez mais despesas fixas, como supermercado, moradia e outros compromissos do dia a dia, o custo de vida segue pressionando o orçamento das famílias e exigindo cada vez mais atenção e planejamento financeiro. Apesar desse cenário, apenas 19% dos entrevistados afirmam considerar fácil gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia.

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Com quase 80 bilhões de transações, Pix bate recorde em 2025 Foto: Reprodução/G1

O Banco Central (BC) registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via Pix em 2025. Um recorde. As informações são do G1.

O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.

A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências.

O Banco Central também prevê novidades no principal meio de pagamento dos brasileiros para 2026.Em novembro de 2025, quando o Pix fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta.

“É essencialmente quase todo adulto no país”, disse o diretor do BC, na ocasião.

Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do Pix pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro.

“Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do Pix, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado.

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Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai Foto: Agência Brasil

O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto já registrado, igualando recorde de outubro passado.

O dado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Por outro lado, a quantidade de famílias que não conseguiu pagar essas dívidas no prazo caiu pelo terceiro mês seguido.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%, enquanto, em janeiro no ano passado, abrangia 76,1% das famílias.

Ao analisar os dados de janeiro de 2026, percebe-se que o endividamento é mais presente em famílias que ganham até três salários mínimos, chegando a 82,5% delas.

Já nas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo é fixado em R$ 1.621.

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Portabilidade de crédito já pode ser feita de forma digital

A partir desta semana, os correntistas podem pedir a portabilidade de crédito via open finance, com a transferência de empréstimos entre instituições financeiras de forma totalmente digital, diretamente pelos aplicativos dos bancos. Lançada dias após o open finance completar cinco anos, a novidade marca um novo passo na ampliação da concorrência no mercado de crédito.

Fora do ambiente do open finance, a portabilidade de crédito costuma levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha mais agilidade, transparência e poder de escolha na hora de renegociar seus empréstimos.

Nesta fase inicial, o serviço está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa é que, gradualmente, outras modalidades sejam incorporadas ao sistema, ampliando o alcance da funcionalidade.

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Banco Central confirma corte da Selic em março, mas manterá juros restritivos Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central (BC) confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (3). Na ocasião, o colegiado manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano, pela quinta vez seguida.

“Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária [impacto da Selic para queda da inflação] mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.

“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, afirmou o BC.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para este ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país – está em 3,99%, ou seja, dentro da meta.

A taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.

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