Uma operação entre a 34ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) combateu a venda ilegal de fertilizantes no município de Barra da Estiva, a 123 km de Brumado. Segundo apurou o site Achei Sudoeste, a ação foi deflagrada na última quarta-feira (19), nas Fazenda Rio do Morro e São José de Noé, zona rural da cidade. Após a Seagri receber denúncias sobre o comércio ilegal de fertilizantes químicos e agrotóxicos na região, a operação de fiscalização confirmou a veracidade dos fatos. Na região, a Seagri e a PM encontraram diversos insumos agrícolas. Na residência que era utilizada para o comércio ilegal dos produtos, uma mulher de 26 anos apresentou notas fiscais e confirmou que realizava as compras através da internet. Segundo a mulher, a comercialização dos produtos era realizada para os vizinhos. A mulher poderá responder pela prática de crimes de comércio ilegal de defensivos agrícolas e contra as relações de consumo.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio dos promotores de Justiça Jürgen Fleischer Jr. e Caroline Vianna Longhi, em conjunto com a Vigilância Sanitária e a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), realizaram nesta quarta-feira (29), uma visita nos estabelecimentos que comercializam carne animal no Município de Santa Maria da Vitória. Na ocasião, foram constatadas irregularidades como alimentos perecíveis acondicionados fora das câmeras frias, carne sem selo de inspeção sanitária e acondicionamento de alimentos não higienizados junto às carnes. A promotora de Justiça Caroline Vianna Longhi informou que o MP aguarda a conclusão do relatório da ADAB e da Vigilância Sanitária para adoção das medidas cabíveis. Também será realizada uma audiência pública no mês de abril que contará com a participação dos comerciantes locais e representantes dos órgãos de fiscalização para discutir acerca da importância do cumprimento das normas sanitárias. As visitas fizeram parte da primeira fase de uma ação de regularização da cadeia de distribuição e comercialização de carne animal na região da Bacia do Rio Corrente. “A ação de hoje teve finalidade orientativa, oportunizando aos proprietários que sanassem dúvidas para corrigirem as irregularidades encontradas”, destacou a promotora de Justiça Caroline Vianna Longhi. O promotor de justiça Jürgen complementou que as visitas foram realizadas em razão de denúncias de venda de carne clandestina na região, o que “colocaria em risco a saúde da população, uma vez que as zoonoses sem adequada inspeção são vetores de uma série de doenças, tais como cisticercose, botulismo e febre aftosa”.
Eleito para presidir o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Brumado durante o próximo biênio, Flávio Meira considera que o maior desafio de sua gestão à frente do órgão será sensibilizar o prefeito quanto à importância das demandas da zona rural. Ao site Achei Sudoeste, Meira garantiu que irá cobrar da atual gestão os investimentos necessários na área. “Vamos dialogar. Não estamos aqui simplesmente para criticar a gestão. Vamos cobrar aquilo que for de direito do agricultor. Onde for dever nosso vamos colaborar também”, declarou.
Prevista para ser retomada na última terça-feira (07), em Brumado, a Operação Pipa esbarrou na falta de repasse do Ministério da Integração. Ao site Achei Sudoeste, o agrônomo Djalma Neto, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semar), explicou que o Exército está aguardando apenas o empenho da verba para dar início as atividades no município. “O Município paga a Embasa pela água tratada, mas quem paga o pipeiro e a logística de pegar a água no manancial e entregar na residência do controlador é a União (Governo Federal)”, esclareceu. O repasse está atrasado, segundo Neto, há 41 dias. Hoje, 16 pipeiros atuam na operação, que atende mais de 300 comunidades rurais. A previsão é de que as atividades possam ser retomadas nesta segunda-feira (13).
A Operação Carro Pipa será retomada no município de Brumado no dia 7 de fevereiro, na próxima semana. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, Djalma Neto, que faz parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, disse que a retomada da operação foi viabilizada pelo Município junto ao Exército Brasileiro após atendimento de todos os trâmites legais. Diferente do ano passado, neste ano, a prefeitura não emitiu um decreto de calamidade em razão das chuvas e isso facilitou o retorno da operação para abastecimento na zona rural. Neto informou que a logística da ação será mantida no município, com o atendimento de mais de 300 comunidades mais afetadas pela seca. Todos os caminhões envolvidos na operação já estão devidamente credenciados para o início das atividades.
Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável de Brumado, Márcio Aguiar, lamentou o encerramento da Feira da Agricultura Familiar no município. Aguiar disse que a feira era o principal ponto de comercialização dos produtos da agricultura familiar, além de ser um organismo representativo da categoria. Nesse sentido, o presidente culpou a falta de incentivo e fomento da prefeitura para manter o projeto. “Começamos com 38 agricultores e uma renda, por feira, em torno de R$ 15 mil. Ali tinha geração de renda, mas, infelizmente, nesse ano, houve um retrocesso grande. Não teve suporte, não teve apoio da Secretaria Municipal de Agricultura”, afirmou. Em tempo de crise, Márcio declarou ficar entristecido com o desestímulo aos agricultores e com a perda de uma estrutura tão importante para o produtor rural. Por fim, também criticou a prefeitura por ter deixado de comprar os produtos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA. “É outro organismo forte e já tem dois anos que nossos agricultores não vendem um produto sequer para o programa. O Município, além de desvalorizar, não cria medidas para que a gente possa ofertar esse serviço para agricultura familiar”, concluiu.
O prefeito de Brumado, Eduardo Lima Vasconcelos (Sem Partido), cortou em mais de R$ 4 milhões os recursos destinados para a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Recursos Hídricos no orçamento de 2023. Ao site Achei Sudoeste, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável de Brumado, Márcio Aguiar, criticou a decisão do gestor. “O prefeito precisa entender que o desenvolvimento rural tem de acontecer. As famílias e comunidades rurais precisam ser atendidas”, destacou. Questionado se o corte do prefeito no orçamento da agricultura seria uma espécie de vingança eleitoral pelos candidatos do PT terem tido uma votação expressiva na cidade, Aguiar preferiu sair pela tangente afirmando que “na política, busca caminhar para frente”. “Acho que a palavra vingança é muito forte. Acredito que a gestão municipal é inteligente e sabe que as comunidades rurais precisam ser atendidas. A população está de olho nesse corte”, declarou.
Para o Orçamento de 2023, a prefeitura de Brumado cortou mais de R$ 4 milhões dos recursos para a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Recursos Hídricos. O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), Márcio Aguiar, vê o corte com muita tristeza. Ao site Achei Sudoeste, ele disse que o valor estabelecido pela administração não atende as necessidades da pasta, que inclui três importantes eixos, de forma satisfatória. “O que gera sustentabilidade, economia e riqueza no município é a agricultura familiar. É quem coloca o alimento na mesa da sociedade. Se o campo não planta, a cidade não janta”, afirmou. Para Aguiar, o Município precisa pensar em uma política estruturante para o meio rural, a qual atenderia a construção de cisternas, açudes, barreiros e barragens, bem como a implantação de um programa municipal de assistência técnica e extensão rural para orientar os pequenos produtores. Diante da redução significativa de recursos para a pasta, Márcio acredita em uma reviravolta na Câmara de Vereadores no que se refere ao projeto.
Nesta quarta-feira (16), a Prefeitura de Brumado publicou o Decreto nº 5.814, que declara situação de emergência nas áreas do município afetadas pela estiagem. Segundo o documento, fica declarada a existência de situação anormal caracterizada como situação de emergência decorrente de período de estiagem na cidade. A situação de anormalidade é válida apenas para as áreas que, comprovadamente, foram afetadas. As secretarias estão encarregadas de agir conjunta e articuladamente, adotando ações imediatas para solucionar os impactos decorrentes do baixo índice pluviométrico e prejuízos sofridos pela população. O decreto é válido por 180 dias, contados a partir da data de sua publicação.
Passando pela cidade de Brumado, Weber Aguiar, fiscal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), alertou à população acerca da campanha de recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos, que acontece no dia 19 de outubro, no Parque de Exposições. Ao site Achei Sudoeste, Aguiar disse que o recolhimento é feito anualmente na região, que inclui, além de Brumado, os municípios de Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio, Rio de Contas, Jussiape e Piatã. Em parceria com a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a campanha também se estende para alguns pontos nas comunidades rurais. O fiscal destacou a importância da iniciativa, visto que as embalagens de agrotóxicos são consideradas lixo tóxico e não podem ser descartadas na natureza. “Se o agricultor não devolver essa embalagem da forma correta pode ser penalizado com uma multa que começa em R$ 4 mil”, enfatizou. Após recolhidas, as embalagens serão levadas para uma central em Vitória da Conquista.
Nesta quarta-feira (14), foi realizada a reunião mensal do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) em Brumado. Vice-presidente do órgão, Flávio Meira falou ao site Achei Sudoeste sobre as principais demandas debatidas na oportunidade. Segundo ele, a limpeza de aguadas e a manutenção das estradas vicinais são os maiores anseios das comunidades rurais. Meira pontuou que a prefeitura tem feito apenas um paliativo nas estradas, sem a efetiva recuperação das mesmas. Quando à limpeza das aguadas, não houve nenhum empenho da Administração nesse sentido. Conforme frisou, em algumas localidades, há mais de vinte anos que o poder público não atua para fazer a limpeza dessas aguadas. Para o vice-presidente, a pasta de meio ambiente, agricultura e recursos hídricos foi esquecida pelo prefeito em suas gestões. “Um ou outro secretário que conhece as demandas do município e as dificuldades da zona rural, mas a maioria não é aquela pessoa adequada para o cargo. Não conhece as comunidades. É um engenheiro, arquiteto, funções que não são apropriadas para a gestão do homem do campo”, criticou. O secretário de agricultura, meio ambiente e recursos hídricos de Brumado, Thiago Amaral, participou da reunião. Amaral disse que ouviu muitas demandas dos presidentes das associações rurais e selecionará o que for emergencial para atendimento da população. Na oportunidade, o secretário também informou que a prefeitura possui um cronograma para manutenção das estradas vicinais e limpeza de aguadas, duas das queixas mais ouvidas durante a reunião. Houve discussões acaloradas na ocasião, tendo em vista que os representantes das comunidades rurais mostraram insatisfação com a posição da Administração diante das necessidades do homem do campo.
Fruta saborosa e rica em água, com diversos benefícios para o organismo humano, a melancia produzida por agricultores e agricultoras familiares de Palmas de Monte Alto, a 177 km de Brumado, tem feito sucesso no território Sertão Produtivo. Após a chegada dos kits produtivos, contendo sementes, mangueiras, fitas de gotejamento e telas, a Associação dos Moradores da Fazenda Caraíbas avançou na produção de frutas e verduras, especialmente na produção de melancias, que têm abastecido feiras pela região. “Estamos satisfeitos com a produção, porque agora nós não compramos mais verduras. As sementes que recebemos de alface, melancia e todos os outros tipos, são de qualidade e já melhorou em 50% a nossa renda, porque alguns feirantes passaram a vir até à roça do agricultor buscar as melancias, porque são melancias de qualidade e estão tendo muita saída”, comentou a presidente da Associação, Deliana Guedes. As 35 famílias agricultoras da Associação receberam os investimentos via Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.
Agricultores e agricultoras familiares da comunidade de Serra Escura, no município Presidente Jânio Quadros, a 94 km de Brumado, reativaram, no domingo (4), a Feira Verde da Agricultura familiar do local, após o avanço na produção de hortaliças e frutas nos estabelecimentos rurais. A feira, realizada na praça do povoado, estava parada há 30 anos e o retorno das atividades sempre foi um firme propósito da Associação dos Agricultores Familiares do Povoado de Serra Escura. “Através do Bahia Produtiva, nasceu o grupo produtivo Renascer, porque nós queríamos renascer essa feira. Os produtos que comercializamos são todos livres de agrotóxicos, produzidos nos canteiros e sistemas. São itens que nós mesmos produzimos e trazemos para a feira e revendemos”, comentou o presidente da Associação, Gilvane Rocha. Por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial, 20 famílias da comunidade receberam sistemas de hortaliças para fortalecer a plantação no local, o que gerou a possibilidade de retorno desse espaço de comercialização. Os investimentos somam, no total, R$ 54,3 mil. “Os agricultores já tinham os seus canteirinhos e seus pés de fruta, mas com o Bahia Produtiva, aumentou mais a produção. Agora, vamos estar todo domingo aqui na comunidade, comercializando nessa feira alface, beterraba, cenoura, coentro, abóbora, laranja, couve, cebolinha, entre outros”, analisa Gilvane.
A Operação Pipa é uma ação emergencial para abastecimento de água na zona rural. No entanto, embora seja uma ação de emergência, o município de Brumado depende da mesma há vários anos. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o diretor municipal de recursos hídricos de Brumado, Djalma Neto, defendeu a ampliação da Barragem de Cristalândia para solução definitiva do problema. Ele ainda salientou que, diariamente, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Recursos Hídricos recebe reclamações de pessoas que moram a poucos metros de distância de localidades onde a água é fornecida regularmente pela Embasa. Para Neto, falta capacidade operacional e resolutividade para implementação de ações de convivência com a seca.
Nesta segunda-feira (05), a Operação Pipa foi retomada na cidade de Brumado após meses de sofrimento com a seca. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o diretor de recursos hídricos de Brumado, Djalma Neto, disse que a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Recursos Hídricos tem feito o possível para diminuir os impactos da seca na zona rural. “Recebemos diariamente várias demandas da necessidade de água potável e nosso objetivo é diminuir os impactos provocados pelos períodos de desabastecimento e fazer com que a operação tenha a maior agilidade possível”, pontuou. No momento, 13 caminhões pipa atuam para distribuição de água na zona rural. Segundo Neto, 3 veículos tiveram problemas no credenciamento e só integrarão a operação na próxima semana, quando a frota completa - 16 caminhões, estarão trabalhando na ação.
Em Brumado, Thiago Amaral foi nomeado novo secretário municipal de agricultura, meio ambiente e recursos hídricos. Formado em Arquitetura e Urbanismo, o secretário disse ao site Achei Sudoeste que ainda está tomando conhecimento de todas as demandas da pasta. “Estou aqui para ajudar”, afirmou. Em um momento delicado de seca e desabastecimento de água na zona rural, Amaral adiantou que irá focar no retorno da Operação Pipa a fim de amenizar o sofrimento do homem do campo. A previsão é de que operação seja retomada no dia 1º de setembro nas comunidades rurais. No total, segundo o secretário, são 33 comunidades cadastradas e a previsão é de que a Operação Pipa seja retomada nas áreas de maior calamidade. “Esperamos que o prazo seja cumprido”, pontuou.
Em Brumado, inúmeras comunidades rurais estão passando por grandes dificuldades em razão da falta de água após a suspensão da Operação Pipa, do Exército Brasileiro. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, a dona de casa Rita Rosa, da comunidade Caraibeiras, na região do Distrito de Itaquaraí, disse que os moradores não possuem alternativas de onde possam tirar o líquido. “Não temos açudes ou tanques ou qualquer lugar de onde tirar. Não temos mais nenhuma gota de água potável”, contou. A situação já dura três meses. O mais difícil, segundo Rosa, é conseguir água para beber nessas condições. A comunidade das Caraibeiras possui hoje cerca de 18 famílias. “Tá tudo muito difícil. Precisamos comprar água mineral pra preparar os alimentos e pra beber”, enfatizou. A moradora cobrou o encanamento da água até a comunidade rural, visto que o sofrimento de todos tem sido grande. “Temos prefeito pra isso, pra nos socorrer na hora da necessidade”, completou.
No próximo final de semana, a IV Feira da Agricultura Familiar será realizada na Lagoa das Cacimbas, comunidade rural de Malhada de Pedras. O tema será “Agricultura familiar e suas potencialidades”. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o secretário municipal de agricultura, Fernando Ataíde, disse que o momento é de empolgação diante do retorno da feira, após dois anos de suspensão em virtude da pandemia. O evento, segundo frisou, é uma grande oportunidade de fomento para os agricultores familiares do município. “É a vitrine da agricultura familiar, onde os agricultores podem expressar e mostrar o potencial do segmento pra todos os visitantes e público presente”, pontuou. Assessora de comunicação da Associação da Lagoa das Cacimbas, Fernanda Santos, explicou que a quarta edição da feira visa evidenciar as potencialidades dos agricultores familiares, através da comercialização e troca de experiências. “É um momento para fortalecer a economia solidária local”, destacou. O evento terá início no sábado (04) à noite com um leilão e atrações musicais. No domingo (05), a feira será realizada ao longo do dia com muito forró e moda de viola. Até o momento, 25 expositores estão confirmados. Nos estandes haverá exposição de plantas ornamentais, comidas típicas, animais de pequeno porte, hortaliças, entre outros.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semar) tem trabalhado para reativar a Operação Pipa em Brumado. No mês passado, a Agência Nacional de Águas emitiu um parecer técnico atestando que a região obteve alto índice pluviométrico. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o engenheiro agrônomo Djalma da Silva Leite Neto, que faz parte da equipe da Semar, explicou que, como choveu mais do que o esperado para o período, o Exército Brasileiro suspendeu a operação no município. Para voltar a incluir Brumado na lista, Neto informou que a secretaria está fazendo um levantamento das condições das cisternas, aguadas, rios e riachos nas comunidades rurais que eram assistidas pelo Município através da operação. “Verificamos nesses locais que todas as reservas naturais de abastecimento de água comportam um volume muito útil de água. No entanto, essa água não é potável. Nosso laudo vai de encontro à utilização dessa água, uma vez que ela se encontra imprópria para o consumo”, destacou. A Semar vai coletar as amostras e aguardará os resultados dos laudos para saber se há alto índice de coliformes fecais nas águas armazenadas nos reservatórios nessas comunidades. O líquido é indicado apenas para afazeres domésticos, plantações e animais. Hoje, mais de 16 mil pessoas sofrem com a falta d’água na zona rural.
Forno e fogão industrial, câmara de controle de fermentação, pingadeira para biscoito, batedeira planetária, amassadeira e uma estrutura renovada de agroindústria de mandioca. Imagina a alegria dos agricultores familiares da comunidade de Apóstema e Tingui, no município de Caculé, a 100 km de Brumado, com a chegada desses equipamentos na comunidade? Pois foi isso que aconteceu no local, graças aos investimentos de R$ 465 mil do projeto Bahia Produtiva que, além da obra e equipamentos, garantiu também a assistência técnica e extensão rural (Ater) para os cooperados. A agricultora Sueli Cardoso comemorou os novos recursos na comunidade. “O Bahia Produtiva é de extrema importância, porque nos levou a um conhecimento gigante sobre os alimentos saudáveis que podemos produzir na nossa região. Com a agroindústria, já estamos tendo bons resultados e vamos ampliar os mercados pelas comunidades vizinhas”. O presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Apóstema e Tingui, José Marques, ressaltou a importância dos instrumentos para alavancar a produção de bolos, biscoitos, pães caseiros, chiringa e chimangos. “Atualmente, temos a capacidade de produzir cerca de três mil quilos de bolos e biscoitos, mensalmente. Entretanto, com as novas instalações, esperamos atingir o dobro da produção. Com a chegada da agroindústria, esperamos uma melhor padronização dos produtos e o desenvolvimento de novos produtos que atendam ao mercado estadual, chegando à capital Salvador”, ressaltou Marques.
Na última quarta-feira (02), o Município de Malhada de Pedras, a 39 km de Brumado, através da Secretaria de Agricultura, realizou uma capacitação para os produtores rurais. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, o secretário Fernando Ataíde explicou que o curso teve por objetivo ensinar os produtores a armazenarem o milho e o capim para produção da silagem. “Choveu muito na nossa região, porém a praga da cigarrinha devastou o capim buffel, que é muito resistente. Pensando na seca que virá, nós chamamos os nossos agricultores para uma capacitação para trazer conhecimento e ajudar a eles”, destacou. Ataíde também salientou que a ideia é fortalecer a cadeia produtiva do município e fomentar o crescimento do pequeno produtor rural por meio de inúmeros incentivos, a exemplo da disponibilização da máquina forrageira. Em três semanas, o município já armazenou mais de 300 mil kg de silo, gerando uma grande economia para os produtores rurais.