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Jovem de Caetité participa do programa Jovens Embaixadores nos Estados Unidos Foto: Reprodução/Instagram

Natural de Caetité, Thauany Silva Lisboa, de 18 anos, embarcou no dia 11/01 para os Estados Unidos para participar do programa Jovens Embaixadores 2025. Com outros 30 estudantes da rede pública de todo o Brasil, Thauany será uma das representantes do país em uma jornada diplomática de intercâmbio cultural, aprendizado e desenvolvimento de habilidades de liderança. O programa Jovens Embaixadores é uma iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, destinada a jovens brasileiros que se destacam por seu engajamento comunitário, espírito de liderança e bom desempenho acadêmico. Durante o intercâmbio, os participantes terão a oportunidade de vivenciar uma imersão no sistema educacional norte-americano, além de se envolverem em atividades que promovem o entendimento cultural e o fortalecimento de laços internacionais. Nesta edição, o intercâmbio tem como foco as mudanças climáticas, alinhando-se à 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será sediada no Brasil neste ano.

Número de jovens que não estudam nem trabalham cresce para 5,4 milhões Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Aumenta o número de jovens, entre 14 e 24 anos, que não trabalham, não estudam nem buscam trabalho. Se nos três primeiros meses do ano passado o contingente de jovens “nem-nem” somava 4 milhões de pessoas, no mesmo período deste ano alcançou 5,4 milhões. O levantamento foi feito pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados foram divulgados durante o evento Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) nessa segunda-feira (27), em São Paulo. Em entrevista à Agência Brasil, a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Ministério do Trabalho e Emprego, Paula Montagner, disse que esse crescimento se deve a vários fatores e atinge, principalmente, as mulheres, que representam 60% do total desse público. “Há muita dificuldade de as mulheres entrarem no mercado de trabalho, em especial, mulheres jovens. Por outro lado, há esse apelo para que as jovens busquem alguma outra forma de ajudar a sociedade, que é ter filhos mais jovens, além de um certo conservadorismo entre os jovens que acham que só o marido trabalhando seria suficiente”, disse. A subsecretária acrescentou que isso faz com que elas entrem mais tarde no mercado de trabalho e, com menos qualificação, tenham mais dificuldade em conseguir emprego de melhor remuneração salarial. Para tentar diminuir o universo de jovens que deixam o ensino médio, o governo federal lançou recentemente o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para jovens de baixa renda permanecerem matriculados e concluírem essa etapa do ensino. O programa prevê o pagamento de incentivos anuais de R$ 3 mil por beneficiário, chegando a até R$ 9,2 mil nos três anos do ensino médio, com o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na última série. Mas, segundo Paula Montagner, os efeitos desse programa entre os jovens só poderão ser sentidos nos próximos anos.

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