O médico Richard Batista, morador de Long Island, nos Estados Unidos, protagonizou um caso inusitado ao exigir de volta um rim que doou à esposa, Dominic Barbara, após o fim do casamento. A doação aconteceu em 2001, quando a mulher enfrentava graves problemas renais, mas, anos depois, ela pediu o divórcio. Batista afirmou que as dificuldades conjugais começaram com a doença da esposa. “Minha prioridade era salvar sua vida. A segunda era melhorar nosso casamento”, declarou ele na época. Após a recuperação, Dominic decidiu se separar e iniciou um relacionamento com seu fisioterapeuta, o que levou Batista a entrar com uma ação judicial em 2005. Ele exigia a devolução do órgão ou uma compensação de US$ 1,5 milhão. A ex-esposa, no entanto, negou qualquer traição e o fisioterapeuta chegou a prestar depoimento, afirmando: “Somos apenas amigos, nunca tivemos um relacionamento. O marido dela é um verdadeiro monstro”. A Suprema Corte do Condado de Nassau rejeitou o pedido do médico, determinando que um órgão doado não pode ser considerado um bem divisível no processo de divórcio. Em sua defesa, Batista alegou que a separação o devastou emocionalmente. “A infidelidade da minha esposa deixou um buraco no meu coração que ainda dói. Sou um homem orgulhoso”. Robert Veatch, especialista em ética médica da Universidade de Georgetown, explicou que a lei proíbe qualquer troca de órgãos por valor monetário. “Agora o rim pertence a ela… Removê-lo significaria que ela precisaria de diálise ou poderia morrer”.
O número de nascimentos na Bahia chegou ao menor patamar em 26 anos, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, foram 173.686 nascimentos, o que representa uma redução de 5,8% em comparação com os registros do ano anterior. Foram 10,7 mil a menos - a redução mais expressiva entre todos os estados. As informações das Estatísticas do Registro Civil são relativas a 2022 e também revelam que o número de divórcios cresceu na Bahia. Foram registrados 23.712 divórcios judiciais ou por escrituras em 2022, número 23,2% superior ao de 2021 (19.244). Por outro lado, o número de casamentos voltou a cair, depois de ter registrado recorde em 2021. Foram realizados 60.534 casamentos formais, 0,9% a menos do que em 2021, o que representou menos 563 uniões em um ano. Embora tenha sido relativamente pequeno, o recuo distanciou ainda mais o número de casamento por ano, no estado, do patamar pré-pandemia - em 2019, haviam sido formalizadas 66.557 uniões na Bahia. Em relação ao número de mortes, o IBGE aponta que houve diminuição de 6,8% dos óbitos no estado. Foram registradas 102.585 mortes na Bahia em 2022, contra 110.145 do ano anterior. O balanço foi elaborado pelo IBGE a partir dos dados dos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais (nascimentos, casamentos e mortes) e das Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis ou Tabelionatos de Notas (divórcios).