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Prefeito de Urandi ressalta importância dos aterros consorciados Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

O prefeito da cidade de Urandi e presidente do Consórcio Alto Sertão, Warlei Oliveira (PSD), defendeu a implantação de aterros sanitários consorciados para destinação final dos resíduos sólidos. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, Oliveira afirmou que essa destinação é um dos principais gargalos enfrentados pelos municípios atualmente e os aterros são uma solução sustentável para gestão dos resíduos sólidos. Nesse sentido, ele ressaltou que os consórcios se tornaram primordiais para os municípios pequenos, que não teriam condições de realizar um projeto dessa natureza, ou seja, de alto custo, individualmente. “É o caminho acessível e mais prático”, pontuou. O presidente também frisou a importância de, paralelamente a implantação dos aterros, os municípios investirem na coleta seletiva do lixo, visto que cerca de 70% dos resíduos são compostos por materiais recicláveis. “Quanto menos material for para o aterro sanitário melhor. É importante fazer parcerias com cooperativas para reciclagem do lixo e ir para o aterro apenas aquilo que não pode ser reciclado”, destacou.

1ª Feira de Inovação e Empreendedorismo do Alto Sertão é realizada em Caetité Foto: André Frutuôso/CAR

A 1ª Feira de Inovação e Empreendedorismo Rural do Sertão Baiano, a Expo Alto Sertão, que acontece até este domingo (09), no município de Caetité, teve importantes entregas durante a cerimônia de abertura realizada na noite de sexta-feira (07). Foram entregues um resfriador de leite, barracas de feira padronizadas para viabilizar a atividade leiteira e a comercialização de produtos da agricultura familiar, além de um veículo e uma motocicleta, que irão fortalecer ainda mais o serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater) para as famílias atendidas pelo consórcio. As entregas fazem parte de uma estratégia de fortalecimento do meio rural, fruto de uma parceria com os consórcios intermunicipais, que inclui a entrega de equipamentos, veículos e insumos, entre outros.

1ª Feira de Inovação e Empreendedorismo do Alto Sertão é realizada em Caetité Foto: André Frutuôso/CAR

No caso do Consórcio Alto Sertão, já foram entregues 170 mil mudas de mandioca, 31 tanques resfriadores, 22 máquinas forrageiras, 132 mil raquetes de palma, 17 motocicletas e a construção de 17 galinheiros equipados com insumos, que viabilizam sistemas produtivos como a bovinocultura de leite, avicultura e mandiocultura. Durante a abertura, também foram entregues dois certificados do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), uma ação realizada em parceria com o consórcio. Foram certificados o mel da Associação Regional de Criadores de Abelhas Lagoinha (Acrial) e as linguiças de frango da Natur Alimentos. A programação do evento também incluiu uma reunião na sede do consórcio, em Caetité, com representantes do Consórcio, prefeituras e secretarias municipais de Agricultura. O encontro abordou temas como o fortalecimento do sistema da bovinocultura de leite, incluindo melhoramento genético, pequenas unidades de beneficiamento de leite, manejo, apoio à gestão e à comercialização da produção.

Presidente do Consórcio do Alto Sertão critica governo por poucas ações no combate à seca Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O prefeito da cidade de Lagoa Real e presidente do Consórcio Público do Alto Sertão, Pedro Cardoso (MDB), esteve no mês passado em Brasília para a realização de várias reuniões com o ministro e o chefe de gabinete do Planalto discutindo ações para ajudar os municípios no combate à seca. Segundo disse o prefeito ao programa Fala Você Notícias, da 106 FM, com a jornalista Neide Lú, em Lagoa Real, o impacto da seca é grande e que o consórcio tem auxiliado o pequeno produtor rural com apoio logístico, limpeza de aguada e distribuição de itens. Apesar de ter baixado um decreto de emergência na cidade, o prefeito disse que a região de Guanambi e Lagoa Real não foi contemplada com nada. Segundo o presidente do consórcio, em relação as ações de combate à seca anunciadas pelo Governo do Estado, até o momento, não foram distribuídos milhos para a região de Guanambi. Isso porque o estoque da Conab não dá nem para Guanambi, já que só havia disponível 220 mil sacas de milho. Também relatou que para a região não chegaram máquinas para processar os alimentos para os animais e nem carro pipa para a distribuição de água. E que o seguro safra não foi disponibilizado. Para o gestor, são várias reuniões feitas, mas poucas soluções para resolver o problema da seca.

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