Pacientes da Clínica de Hemodiálise de Brumado enfrentaram uma situação crítica nesta quarta-feira (29), devido à paralisação dos serviços de higienização da unidade. De acordo com os pacientes, os profissionais do setor estão há dois meses sem receber salário, o que resultou na suspensão dos atendimentos. Um dos pacientes afetados, relatou ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar que os funcionários da limpeza paralisaram suas atividades por falta de pagamento e que até o momento não receberam nenhuma previsão de quando a situação será normalizada. “A médica nos informou que, se continuar assim, todos ficarão sem tratamento”, alertou Marcos André. O problema levou os próprios pacientes a considerarem custear do próprio bolso os salários dos profissionais para garantir o atendimento. “Não podemos ficar sem tratamento. É uma questão de vida ou morte”, destacou o paciente, explicando que os procedimentos de hemodiálise são vitais e devem ser realizados regularmente, três vezes por semana, com duração de quatro horas cada sessão. A diretoria da unidade não se pronunciou sobre o caso. A Clínica de Hemodiálise, que gerida pela Fundação Terra Mãe, atende 21 municípios do Sudoeste Baiano, Sertão Produtivo, Bacia do Paramirim e Chapada Diamantina.
Participando da live do prefeito Eduardo Lima Vasconcelos (Sem Partido), a diretora da Clínica de Hemodiálise de Brumado (Clinefro), Ana Maria, disse que a Fundação Gonçalves e Sampaio, que faz a gestão da unidade, tem a missão de ampliar os serviços de nefrologia no município e proporcionar uma assistência de qualidade ao doente renal crônico, que é um problema de saúde grave devido à alta taxa de mortalidade. Maria falou que a fundação recebeu a clínica bastante defasada e hoje, com novas aquisições de equipamentos e insumos, tem conseguido mudar esse cenário. “Também contamos com um item crucial, que é a engenharia clínica. Para uma boa diálise, além de equipamentos bons, tem que ter um tratamento de água qualificado”, afirmou. A diretora rebateu que as acusações feitas por alguns pacientes são infundadas e sem argumentos plausíveis (veja aqui). Ela garantiu que nenhum paciente ficou sem dialisar ou sem assistência médica especializada. “Em nenhum momento, ficamos sem médico nefrologista. Dr. Thiago era nosso responsável técnico. Ele estava na clínica todos os dias. Por motivos pessoais, ele pediu desligamento e, a partir desse momento, Dra. Roberta, que é nefrologista, assumiu a clínica. Ela comparece na unidade de dois a três dias por semana. Nos demais dias, temos médicos capacitados. São clínicos, mas com experiência em diálise”, afirmou. Na live, o prefeito falou que, antes, quando não havia a disponibilização do serviço de hemodiálise na cidade, os pacientes tinham de se deslocar três vezes por semana para Vitória da Conquista para dialisar em péssimas condições de saúde. Hoje, mesmo com o serviço, segundo ele, as pessoas continuam reclamando. “Querem sempre mais e uma performance melhor do serviço. É natural e até compreensível. A gente só espera que reflitam porque a saúde em Brumado é uma referência regional e, às vezes, as pessoas só valorizam quando perdem”, argumentou.