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Seca: Asamil já assistiu 17 mil famílias na região de Livramento de Nossa Senhora Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento de Livramento de Nossa Senhora (Asamil) está completando 20 de atuação com mais de 17 mil famílias assistidas com ações de convivência com a seca. Ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, Dilton Aguiar, coordenador do Programa Cisternas, destacou que o objetivo é melhorar a vida dos agricultores e agricultoras da região, especialmente no que diz respeito ao acesso à água de qualidade. As cisternas são construídas em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social e a rede Asa (Articulação Semiárido Brasileiro. Ao longo desse período, a associação construiu 12.486 cisternas para consumo humano, totalizando 200.000.000 litros de água armazenada. Ao todo, 70 mil pessoas foram beneficiadas direta e indiretamente com políticas públicas de convivência com o semiárido e de agroecologia. 

Seca: Asamil já assistiu 17 mil famílias na região de Livramento de Nossa Senhora Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

“Sei que a cisterna não resolve o problema de forma definitiva, mas ajuda a amenizar o sofrimento do povo. Foi com essa perspectiva que fomos criados”, afirmou. Segundo Aguiar, além da água potável, a Asamil criou um projeto para armazenamento da água utilizada para produção de alimentos e criação animal. Cerca de 360.000.000 litros dessa água foram armazenados nesse período pela associação, bem como implementadas 2.134 tecnologias sociais para produção de alimentos e criação animal. Nos últimos dez anos, a Asamil também passou a investir em assistência técnica: foram 4.774 famílias beneficiadas com Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e 3.694 tecnologias sociais agroecológicas e de sustentabilidade implantadas. “Não bastava ter água, mas precisávamos orientar a produzir. Era uma coisa que deixava a desejar. Nosso lema é conviver com a seca e estamos tendo sucesso”, salientou.

Asamil defende agricultura sem agrotóxicos em Livramento de Nossa Senhora Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O diretor da Associação do Semiárido (Asamil) na cidade de Livramento de Nossa Senhora, na região sudoeste da Bahia, Gildo Aguiar de Souza, defendeu o fomento da agricultura sem a utilização de agrotóxicos. Ao site Achei Sudoeste, Souza disse que é um desafio para o agricultor produzir hoje um alimento 100% saudável ou com o uso do mínimo possível de defensivos agrícolas. “É um desafio porque isso já está impregnado na cabeça do agricultor, que pra produzir precisa usar veneno, agrotóxico indiscriminadamente. E não é bem assim”, afirmou. Através da biologia, Gildo relatou que tem mostrado para esses agricultores que é possível ganhar dinheiro produzindo sem veneno. Atualmente, o Brasil é um dos países que mais consome produtos agrotóxicos no mundo e na região sudoeste da Bahia não é diferente. Segundo o diretor da Asamil, a produção de manga e maracujá em Livramento de Nossa Senhora também utiliza muito agrotóxico e isso vem causando danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. “Isso é uma preocupação nossa e a gente vem tentado conscientizar nossos agricultores para produzir cada vez mais alimentos saudáveis para as famílias”, destacou.

Unidade de Beneficiamento do Mel é inaugurada em Botuporã Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

Foi inaugurada, na quinta-feira (14), a unidade de beneficiamento do mel da Associação dos Pequenos Agricultores da Comunidade do Baixão, no município de Botuporã, a 171 km de Brumado, território de identidade Bacia do Paramirim, no sudoeste da Bahia. A unidade será utilizada por 50 famílias, que também contam com 50 kits de produção apícola, veículo utilitário para logística e assistência técnica e extensão rural (Ater), realizada por meio da Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento (Asamil).  No total, foram aplicados R$ 442 mil, recursos do projeto Bahia Produtiva, do Estado da Bahia, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial. O próximo passo da Associação é adquirir o Selo de Identificação dos Produtos da Agricultura Familiar, já previsto para agosto, para que o mel, com nome de Botumel (junção de Botuporã e mel), possa acessar os mercados. 

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