Na última terça-feira (29), um garimpeiro morreu após ser soterrado em um deslizamento de terra ocorrido em um garimpo na zona rural de Caetité, na região sudoeste da Bahia. Comandante da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa), em Lençóis na região da Chapada Diamantina, o Major George Porto disse que as atividades de garimpo estão, corriqueiramente, vinculadas a uma série de problemas, como desmoronamentos, danos ambientais, condições de trabalho precárias e ausência da infraestrutura necessária para garantir a segurança dos trabalhadores. Ao site Achei Sudoeste, Porto destacou que não há órgãos de controle da atividade, tampouco fiscalização do licenciamento, e os riscos são elevadíssimos em diversas áreas de garimpo. “A prática de garimpo a gente tem que extirpar e tentar extingui-la do nosso seio social porque ela não traz benefícios. As consequências podem ser a perda de uma vida humana, como aconteceu aí”, alertou.