No Rio de Janeiro, cerca de 150 delegados de polícia juntaram recursos próprios e compraram uma cadeira de rodas para Thayane Tavares Monteiro, de 18 anos, sobrevivente da chacina na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo. A jovem foi atingida por três tiros e ficou paraplégica no massacre que resultou na morte de doze estudantes. A tragédia aconteceu há quase cinco anos. Em entrevista ao jornal Extra, Thayane contou que em 2016 pretende começar a faculdade de Direito para realizar o sonho de se tornar delegada. O desejo da jovem sensibilizou os agentes da Polícia Civil. Participaram da boa ação delegados do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Departamento Geral de Polícia da Capital. Cada um contribuiu com cerca R$ 100. No total, foram arrecadados R$ 15.878, dinheiro suficiente para arcar com os custos da cadeira de rodas e todos os acessórios necessários. A jovem, que desde a tragédia fazia fisioterapia no Rio de Janeiro, mudou-se sozinha para São Paulo, no fim de novembro, para fazer o tratamento neuromotor na clínica Acreditando.