O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, desmontou a Assessoria Estratégica de Evidências da pasta, que era responsável pela avaliação do programa de educação em tempo integral implantado pelo governo federal. O programa faz parte da reforma do ensino médio, sancionada em fevereiro de 2017. Todos os servidores que compunham essa assessoria foram exonerados de suas funções, sem que houvesse qualquer transição das ações em andamento para uma eventual nova equipe, o que coloca em xeque os projetos desenvolvidos. Procurado pelo jornal o Globo, o MEC não deu previsão de quando será formado um novo grupo para cuidar da área. As exonerações abrirão espaço para Vélez alocar seus indicados mais próximos, uma vez que a Assessoria Estratégia de Evidências é diretamente ligada ao gabinete. A equipe exonerada agora foi montada em meados do ano passado para, entre outras coisas, avaliar se o programa de ensino médio de tempo integral está dando resultados. Até o momento, o MEC repassou a estados mais de R$ 1,5 bilhão para desenvolver esse projeto, segundo dados disponíveis no portal da pasta.
O sucesso garantido no primeiro ano das matrículas informatizadas proporcionou aos municípios a continuidade do trabalho em 2019. O Sistema de Gestão Escolar da WSouza tem garantido sucesso e eficiência, gerando benefícios à toda comunidade escolar. Atualmente, a WSouza atende a 18 municípios da região oferecendo suporte a informatização da gestão escolar. Durante todo ano letivo, os técnicos responsáveis pelo sistema dão todo suporte às escolas, tornando ainda mais fácil os trabalhos desenvolvidos. Em Brumado, a WSouza sistema oferece suporte as 27 escolas da rede municipal, com seus mais de 9.500 alunos. Anualmente, o sistema é acessado mais de 40.000 vezes no município.
Com um reajuste de 4,17%, o piso salarial do magistério foi para R$ 2.557,74. A mudança, anunciada pelo Ministério da Educação na quarta-feira (9), entrou em vigor no último dia 1º. O valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio, modalidade normal, jornada de 40 horas semanais. Segundo informações da pasta, no caso desses profissionais, o piso salarial é atualizado anualmente no mês de janeiro, desde 2009.
O Ministério da Educação (MEC) recuou nesta quarta-feira (9) da decisão que abria brecha para que livros didáticos deixassem de abordar temas como violência à mulher e cultura quilombola. A decisão foi tomada após forte reação de educadores e editoras e inclui também a volta de proibição expressa de publicidade em material escolar. O recuo foi antecipado pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. "O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, decidiu tornar sem efeito o 5º Aviso de Retificação do edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)", informou, em nota, o MEC. O documento ainda destaca que a retificação do edital foi realizada pela gestão anterior da pasta e enviada ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE,responsável pela compra dos livros didáticos) em 28 de dezembro de 2018, período em que a equipe do presidente Jair Bolsonaro já trabalhava na transição de governo. A publicação da mudança no edital dos livros didáticos no "Diário Oficial da União" havia ocorrido no dia 2 de janeiro, mesma data em que Vélez tomou posse oficialmente. O documento era assinado por Rogério Fernando Lot, presidente-substituto do FNDE. O novo chefe do FNDE, nomeado por Vélez, é Carlos Alberto Decotelli da Silva.
O Brasil tem mais de 2 mil instituições de ensino superior, mas só 35 (1,6%) delas conseguiram atingir o conceito máximo do Índice Geral de Cursos (IGC), segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (18). Por outro lado, 278 faculdades ficaram com conceitos abaixo do limite de qualidade estabelecido pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes). O IGC, assim como os demais indicadores do Sinaes, classifica as instituições, cursos e estudantes universitários em uma escala de 1 a 5, sendo que a nota máxima é 5 e as notas 1 e 2 são consideradas “insuficientes”. O índice é divulgado anualmente, mas é composto pela média de outros indicadores aplicados nos três anos anteriores. Comparando com o último ciclo trienal, aumentou o número de instituições com notas 4 e 5 e caiu o número delas que têm conceito 2 e 3.
Universidades públicas na Bahia divulgaram o quadro de vagas dos cursos disponíveis no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2019.1. Os candidatos devem fazer a inscrição no período de 22 a 25 de janeiro de 2019, no site do Sisu. O resultado será divulgado no dia 28 de janeiro. As matrículas da chamada regular estão marcadas pelo Sistema entre os dias 30 de janeiro a 4 de fevereiro. É importante que cada participante observe os dias, horários e locais de atendimento definidos por cada instituição em edital próprio. O prazo para manifestar interesse na lista de espera vai de 28 de janeiro a 4 de fevereiro.
Já pensou não precisar sair do sofá da sala para ligar a mangueira e medir o fluxo de água ideal para molhar o jardim? No que depender de um grupo de alunos da Escola SESI Ignez Pitta de Almeida, em Barreiras, isso já é realidade. Orientados pela professora Kelly Rahna Barbosa, de 29 anos, os estudantes criaram um projeto de irrigação via bluetooth. Um aplicativo baixado no celular, apenas em um toque e o sistema é acionado do lado de fora da casa. O projeto foi um dos destaques do 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que reuniu representantes dos Departamentos Regionais de todo o país, nos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília. Ao todo, 20 experiências exitosas de diferentes cidades brasileiras foram destacadas durante o evento. A professora Kelly Rahna foi homenageada ao lado de outros 19 mestres pelos trabalhos desenvolvidos com os alunos. ++O sistema de irrigação via bluetooth foi um dos 11 projetos eleitos para participar da mostra científica da escola Ignez Pitta de Almeida; e o primeiro classificado entre os três melhores, após sete meses de empenho dos alunos.
O governo federal divulgou, na tarde desta quinta-feira (13), uma proposta de reformulação dos cursos de licenciatura que inclui a exigência de uma prova nacional para que professores possam dar aulas nas escolas básicas e a reformulação do curso de pedagogia. Batizado de Base Nacional Comum de Formação de Professores da Educação Básica (BNC Formação de Professores), o documento ainda não é final: a versão elaborada pelo Ministério da Educação será entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que será responsável pela discussão do texto e elaboração e aprovação da versão final.
Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na terça-feira (11) por estupro de vulnerável de uma menina de 12 anos em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense. Segundo a Polícia Civil, ele é professor de Matemática dela, em uma escola em Itajaí, e foi visto beijando a menor de idade na praia. De acordo com a delegada Inara Drapalski, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Balneário Camboriú, a Guarda Municipal foi acionada por volta das 15h30 por banhistas na Barra Norte. “As pessoas na praia se assustaram ao ver os dois aos beijos. Uma menina muito jovem, ainda franzina. Quando a Guarda chegou eles estavam de mãos dadas”, disse a delegada ao G1. Segundo ela, os dois disseram que já conversavam há bastante tempo, trocando fotos, mas que na terça-feira teria ocorrido o primeiro encontro. A menina saiu de casa sem avisar a família e foi com o homem até a praia da cidade vizinha. Na delegacia, a mãe da jovem foi chamada. Ela disse estar desconfiada que a menina estava mentindo para ela sobre sair com amigos ultimamente. O pai dela está preso. A delegada pediu a quebra de sigilo do celular do professor, que não tem antecedentes criminais, para dar andamento às investigações. Ele trabalha na rede municipal de Itajaí, com contratos temporários, desde 2015 e dá aulas para a menor de idade desde maio deste ano. A prefeitura disse que não tinha recebido reclamações contra o educador até agora. Ele deve responder por estupro de vulnerável e pode pegar até 15 anos de prisão.
Foi publicado o gabarito do vestibular 2019 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), cujas provas foram realizadas no domingo (2) e na segunda-feira (3). Após acessar a página, o candidato deve clicar no banner “Consulte o gabarito da sua prova”. Ele então será transferido para a ferramenta na qual, ao inserir os dados solicitados, terá acesso ao gabarito. Os candidatos do curso de medicina devem, na seção “Consultas”, digitar o número de identificação localizado na capa do caderno de provas. O Sistema disponibiliza o acesso individualizado aos gabaritos das provas aplicadas em 2 e 3 de dezembro. Os candidatos dos demais cursos devem, na seção “Consultas”, digitar os dados cadastrais de acordo com o que é solicitado pelo sistema, e então verificar o gabarito observando o código constante das Instruções do caderno de provas. O Sistema disponibiliza o link dos quatro modelos de gabaritos de provas aplicadas em 2 e 3 de dezembro de 2018. O candidato deve utiliza a “barra de rolagem” para visualizar o gabarito do respectivo caderno de provas. O resultado final do vestibular 2019 da Uneb está previsto para ser divulgado em 18 de janeiro de 2019, no site da instituição.
As inscrições para o vestibular 2019 da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que terminariam no último domingo (2), foram prorrogadas para até o dia 9 de dezembro, informou a instituição de ensino. Os candidatos interessados poderão se inscrever, exclusivamente, pela internet e optar por uma das 47 opções de cursos de graduação, disponíveis nos campi de Itapetinga, Jequié ou Vitória da Conquista. Ao todo, o processo seletivo disponibiliza 1.186 vagas, sendo 727 para o primeiro período letivo de 2019 e 459 para o segundo período. As provas serão aplicadas nos dias 20 e 21 de janeiro, nas três cidades onde a Uesb possui campus: Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista. Os candidatos irão fazer provas objetivas e uma redação. As provas objetivas serão divididas em Português (Língua Portuguesa e Literatura Brasileira), Língua Estrangeira, Matemática, Ciências Humanas (História, Geografia e Conhecimentos Contemporâneos) e Ciências da Natureza (Física, Química e Biologia). No ato de inscrição, o candidato deve escolher a opção de língua estrangeira: Inglês, Francês ou Espanhol.
O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) identificou pagamentos duplicados a 6,9 mil alunos de mestrado e doutorado que recebem bolsas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação, num período de três anos – 2015, 2016 e 2017. Os acúmulos são entre as bolsas da Capes e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), considerados irregulares, com um prejuízo potencial de R$ 28,7 milhões, conforme a auditoria finalizada em setembro deste ano. A Capes concede bolsas a alunos da pós-graduação por meio de dois programas. Um atende alunos de mestrado e doutorado de universidades públicas. Outro, de universidades particulares.
Quem se dispuser a sair à caça de livros doutrinários nas escolas públicas brasileiras terá um empecilho crucial, mas não exatamente uma surpresa: em 18,9% das unidades das redes estaduais de ensino fundamental e em 61,1% das municipais não há biblioteca (ou mesmo uma simples sala de leitura). De acordo com a Veja, tais números, recentemente divulgados pelo Ministério da Educação, são espantosos — ou deveriam ser, em qualquer discussão sobre a qualidade da educação oferecida pelo governo. Quem se lembra, porém, de ter ouvido discursos inflamados ou visto posts nas redes sociais de parlamentares a respeito da escola sem livro, sem aula, sem instalações adequadas, sem quase nada? Tomem-se apenas as instituições de ensino fundamental comandadas pelos municípios, que em geral apresentam as maiores deficiências. Somente 28,6% delas possuem quadras de esportes, e o número de parquinhos chega a escassos 14,3%. Pouco mais da metade (52,6%) têm internet. Os colégios voltados ao ensino médio apresentam índices melhores, mas ainda assim desoladores para alunos que deveriam estar se preparando para o Enem e o vestibular. Laboratórios de ciências são realidade em 28,2% das escolas municipais e em 39,2% das estaduais. No plano geral, contudo, a deficiência é a regra atávica. Um caso recente, símbolo de todo o restante, é o da escola estadual paraibana Antônio Pessoa, em João Pessoa. A reforma do prédio seria uma boa notícia, mas as aulas estão paralisadas há mais de dois meses devido às obras. Na semana que vem as atividades serão retomadas, mas em outro endereço. Até lá, não há professor presente para ensinar — quanto mais para ser filmado.
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira, 5, ser favorável à gravação de professores por alunos dentro de sala da aula. “Só o mau professor se preocupa com isso daí”, disse, em entrevista à Band, após criticar o ensino de questões relacionadas a minorias e defender o projeto Escola sem Partido, movimento que visa a combater uma suposta “doutrinação ideológica” nas instituições de ensino — e já foi contestado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Ministério Público Federal (MPF). A gravação ou filmagem de professores chegou a ser estimulada após o segundo turno por uma deputada estadual de seu partido eleita em Santa Catarina, que tentava coibir manifestações contrárias à eleição de Bolsonaro. Denunciada pelo Ministério Público, Ana Caroline Campagnolo foi impedida pela Justiça de seguir com sua campanha. Segundo a decisão, a prática fere a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e as concepções pedagógicas. Entretanto, para Bolsonaro, os professores deveriam se orgulhar caso suas aulas fossem gravadas por alunos. “Quando eu dava aula de educação física no quartel, se tivesse alguém me filmando — naquela época não tinha telefone celular —, não teria problema nenhum”. O presidente eleito também criticou a prova do Exame Nacional do Ensino Médio, que no domingo, 4, incluiu uma pergunta de linguagem que citava o “pajubá”, descrito na prova como o “dialeto secreto” usado por gays e travestis. “Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de gays e travestis, não tem nada a ver. Não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse na entrevista.
Se você é portador de diploma de curso de nível superior na área de Filosofia, Sociologia, Antropologia, Arqueologia, História, Geografia, Psicologia, Educação, Ciências Políticas, Letras, Artes ou Comunicação Social, poderá ingressar no Curso de Licenciatura em Pedagogia, ofertado pelo Campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Brumado, através de Matrícula Especial. Para isso, basta participar da seleção regida pelo Edital nº 111/2018, através da qual estão sendo disponibilizadas 04 vagas. A documentação exigida para a inscrição é a seguinte: cópias do Histórico Escolar, do diploma do curso de graduação e da carteira de identidade. As inscrições serão realizadas até a próxima sexta-feira (26), na na sede da instituição, localizada na Rua Exupério Pinheiro Canguçu, 300. O telefone para obter maiores informações é o (77) 3441-3278.
Quase um terço dos brasileiros que ingressaram em cursos de graduação em 2017 optaram pelo via do ensino a distância. É o que mostram os resultados do último Censo da Educação Superior, divulgados hoje pelo Ministério da Educação. Segundo os dados, só neste último ano, o acesso à formação superior não-presencial subiu 27% – o maior aumento já registrado na série histórica, que começou há uma década – nos cursos convencionais, só para comparar, o acréscimo foi de 0,5%. O Brasil tem hoje quase 1,8 milhão de alunos matriculados em cursos de graduação a distância, um quinto do total. A flexibilidade de horário e o preço mais baixo são apontados como os principais motores do crescimento vertiginoso do Ensino a Distância (EAD) no Brasil. “Cursos online são a solução para quem precisa conciliar trabalho e estudo”, diz o especialista Cláudio de Moura Castro, articulista da Revista Veja, que destaca também a regularização da modalidade como catalisador do aumento. Em maio do ano passado, o MEC publicou uma portaria possibilitando o credenciamento de instituições de ensino superior para cursos de EAD sem a exigência de aulas presenciais, o que ampliou substancialmente a oferta de vagas nesta alternativa de graduação. A educação tecnológica, mais voltada para a inserção no mercado de trabalho, foi especialmente beneficiada pela decisão: mais de 46% das matrículas na área já são a distância.
Uma menina de 3 anos morreu após ser esquecida durante oito horas em um ônibus de transporte escolar na Tailândia, anunciou a polícia local. “A criança morreu pela falta de oxigênio e pelo calor no veículo”, afirmou uma fonte da força de segurança local. O motorista de 23 anos foi detido. Segundo o comandante da polícia do distrito de Sai Buri, Montri Kongwatmai, ele admitiu que não verificou se todas as crianças haviam abandonado o ônibus antes de deixar o veículo. Entre 2012 e 2016, 13 crianças foram esquecidas em veículos na Tailândia e 6 morreram, segundo as autoridades. Em junho, uma menina de 5 anos morreu na Província de Khon Kaen também depois de ter sido esquecida por várias horas em um ônibus escolar.
Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no país (29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas) são considerados analfabetos funcionais. Esse grupo tem muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como identificar as principais informações em um cartaz de vacinação ou fazer contas de uma pequena compra. Há dez anos, a taxa de brasileiros nessa situação está estagnada, como mostram os dados de 2018 do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf). O estudo, feito pelo Ibope Inteligência, é uma parceria entre a ONG Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro. Dos 29% de brasileiros classificados nos níveis mais baixos de proficiência em leitura e escrita, 8% são analfabetos absolutos (quem não consegue ler palavras e frases). Os outros 21% estão no nível considerado rudimentar (não localizam informações em um calendário, por exemplo).
A maioria dos professores de escolas públicas brasileiras está descontente com a atuação das secretarias estaduais de Educação. Para 59% dos docentes, os governos estaduais simplesmente não estão preocupados com a melhoria na aprendizagem dos alunos. O número é apontado pela pesquisa “Profissão Docente”, encomendada pelo Movimento Todos Pela Educação e o Itaú Social ao Ibope Inteligência, divulgada nesta segunda-feira, 30. O levantamento ouviu por telefone 1.773 professores de escolas públicas de todos os estados, do Ensino Infantil ao Ensino Médio. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. A pesquisa mostra que, para 66% dos professores, o principal problema na gestão pública é o descompasso entre os programas educacionais e a realidade das escolas. Para 65%, as secretarias estaduais não ajustam seus programas quando eles não funcionam bem. Ainda sobre a satisfação dos professores com as secretarias de Educação, 63% entendem que a pasta não dá continuidade a bons programas e 64% consideram que não há um canal de comunicação satisfatório entre a classe e os responsáveis pela administração da rede pública. A principal queixa dos docentes públicos em relação às secretarias recai sobre a falta de apoio em questões de saúde e psicológicas. Entre os entrevistados, 84% apontaram esta como a maior falha, seguida pela política salarial, lembrada por 73%. De acordo com a Veja, a pesquisa aponta que 68% estão descontentes com processos burocráticos para aposentadoria e 66% não estão bem atendidos em relação a critérios de progressão na carreira.
A Universidade Estadual da Bahia (Uneb) terá sistema de cotas para transexuais, travestis, transgêneros, quilombolas, ciganos e portadores de deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades. De acordo com as informações divulgadas pela instituição na segunda-feira (23), a decisão foi tomada pelo Conselho Universitário (Consu) e começa a valer a partir de 2019, em todos os processos de graduação e de pós-graduação da universidade. Segundo a Uneb, serão oferecidos 5% de vagas adicionais para cada um dos grupos, além das que já são ofertadas para os demais. Dessa forma, as novas cotas não devem alterar o percentual ofertado aos não cotistas. Atualmente, a instituição oferece 40% das oportunidades para negros e 5% para indígenas, além das vagas de ampla concorrência, para quem não integra o sistema de cotas, que, segundo a instituição, corresponde a 60%. Ainda conforme a Uneb, para concorrer às cotas, assim como nos demais grupos, os candidatos das novas cotas devem ter cursado todo o segundo ciclo do ensino fundamental e o ensino médio exclusivamente em escola pública, além de terem renda familiar mensal de até quatro salários mínimos.
As inscrições para o Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2018 foram prorrogadas até as 23h59 desta terça-feira (24). Para se inscrever, é preciso acessar a página do Fies na internet. A data da divulgação do resultado também mudou e vai ocorrer no dia 30 de julho. Nesta edição são 155 mil vagas ofertadas, sendo 50 mil com juro zero. Segundo o Ministério da Educação, a prorrogação foi feita porque o sistema apresentou falhas e estava ofertando vagas que não existiam. O ministério, então, entrou em contato com os estudantes que haviam feito inscrição em cursos sem vagas ofertadas para que refizessem o processo.
O professor de artes Bruno Rafael Paiva foi surpreendido pelos alunos da escola em que dá aula na cidade de Brejo Santo, no Ceará, com um gesto que ele vai levar para a vida toda. Vai fazer dois meses e meio que Bruno, que é formado em música, não recebia o primeiro salário na Escola Estadual de Educação Profissional Balbina Viana Arrais. Ser professor, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma vocação, mas uma profissão como todas as outras. Nem por isso os professores são remunerados adequadamente e, quando são, recebem o contracheque com meses de atraso, enquanto as contas não param de chegar. “Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas barreiras da vida”, escreveu Bruno no Facebook. Sabendo da situação financeira do professor e da dificuldade para continuar na escola, uma turma de alunos resolveu ajudá-lo – afinal, quando o Estado é ausente, os professores e alunos tem apenas uns aos outros. Bruno não é de Brejo Santo, estava dormindo em um local emprestado. Sem contar nada, os estudantes compraram uma cesta de chocolate e fizeram uma rifa. Os estudantes correram que “nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar”.
No dia da surpresa, os alunos fizeram uma espécie de gincana com o professor. Em duplas, eles escreverem numa folha de caderno pedidos de desculpas para Bruno, por serem bagunceiros, muitas vezes, e coisas assim. Bruno andou a sala toda para ler os pedidos e em voz alta. Até que ele leu um bilhete que estava dentro de uma caixinha sobre a sua mesa. Desta vez, não se tratava de um pedido de desculpas, mas da surpresa que os estudantes tinham planejado: os 400 reais arrecadados com a venda das rifas estavam lá. A emoção tomou conta de Bruno, que agradeceu e depois foi abraçado pela turma. “Eu fiquei paralisado quando abri a caixa. Eu nunca me senti daquele jeito na minha vida, algo por mim. Foi muito lindo!”, disse Bruno ao Razões para Acreditar. O professor disse ainda que vai receber um dos salários atrasados no próximo mês.
Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, 14,5% da população de 25 anos ou mais de idade na Bahia (1,358 milhão de pessoas, em números absolutos) não tinham instrução, ou seja, não haviam cursado sequer um ano do ensino formal. Era o segundo maior percentual de pessoas sem instrução no país, empatado com o Ceará e abaixo apenas de Maranhão e Alagoas, ambos com 17,8%. No Brasil, em 2017, o percentual de pessoas sem instrução era a metade do baiano (7,2% frente a 7,8% em 2016). O contingente dos sem instrução no estado praticamente não se alterou em relação a 2016, quando representava 14,6% da população de 25 anos ou mais, se reduzindo em apenas 471 pessoas de um ano para o outro. A pesquisa mostra que o percentual de adultos sem instrução na Bahia é maior entre os homens (15,0%, frente a 14,1% das mulheres) e entre os pretos ou pardos (14,8% frente a 13,6% dos brancos), e que um em cada dez baianos (9,8% ou 918,5 mil pessoas) tinha nível superior – quarto menor percentual do país. Ambos os percentuais tiveram aumentos bem discretos em relação a 2016, quando eram 38,1% (mais 60.719 pessoas em um ano) e 9,2% (mais 61.844 pessoas em um ano), respectivamente. Continuavam, entretanto, distantes da média nacional. No Brasil, 46,1% das pessoas de 25 anos ou mais de idade tinham ao menos o ensino médio concluído e 15,7% tinham nível superior completo em 2017.
Em 2017, o Brasil tinha 48,5 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, mas 11,1 milhões delas não trabalhavam e também não estavam matriculadas em uma escola, faculdade, curso técnico de nível médio ou de qualificação profissional. Segundo o G1, conhecido como “nem-nem”, esse grupo representava 23% do total de jovens brasileiros no ano passado, e aumentou em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgados na manhã desta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os números, a variação entre 2016 e 2017 foi de 619 mil jovens de 15 a 29 anos a mais nessa condição – em 2016, 21,8% das pessoas nessa faixa etária estavam no grupo “nem-nem”.