A Petrobras reduzirá o preço médio da gasolina em 5% e o do diesel em 3% nas refinarias a partir deste sábado (28), informou a companhia. Segundo a estatal, o preço médio da gasolina passa a ser de R$ 1,08 por litro - o menor desde 31 de outubro de 2011. A redução ocorrerá em meio a um tombo dos preços de petróleo e derivados por impactos da expansão do coronavírus e de uma guerra de preços entre grandes produtores globais da commodity. É a segunda redução no preço da gasolina esta semana, e a primeira no diesel. Na quarta-feira, o preço da primeira foi reduzido em 15% nas refinarias. Com isso, no acumulado do ano a redução do preço da gasolina é de 43,5%. Já no caso do diesel, é de 31,3%. O repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis, lembra a Reuters.
O governo trabalha na elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução em 25% dos salários e da jornada de trabalho dos servidores públicos federais de todos os Poderes, de acordo com a minuta do projeto ao qual jornal O Globo teve acesso. O dinheiro poderia ser direcionado para ações de combate ao coronavírus na área da saúde. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem cobrado do governo que a proposta de reequilíbrio fiscal diante da crise provocada pela pandemia deve ser de iniciativa do Executivo. Se a PEC que está sendo elaborada pelo Planalto para ser enviada ao Congresso for aprovada pelos parlamentares, passará a valer imediatamente e a redução dos salários permanecerá vigente até o fim de 2024. A redução dos salários não seria válida, no entanto, para os funcionários públicos com salários mais baixos. Também não valeria para estados e municípios. Mas parlamentares e juízes poderiam entrar no corte de contracheques.
A Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz) estima que o estado perderá R$ 1,5 bilhão da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por causa das medidas de fechamento dos comércios durante a pandemia do coronavírus. A previsão é referente ao período de abril a junho. Esse prejuízo deve refletir, principalmente, nos pequenos e microempresários, que são maioria no comércio baiano. De acordo com o G1, com a economia parada, não faltam preocupações aos empresários, como o pagamento de impostos, aluguel, fornecedores e, principalmente, os funcionários.
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A dívida pública federal subiu 1,22% em fevereiro sobre janeiro, a 4,281 trilhões de reais, informou nesta quarta-feira, o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 25. Em janeiro, a dívida somava 4,229 trilhões de reais. De acordo com a Veja, em apresentação divulgada à imprensa, o Tesouro destacou que, em março, os mercados internacionais operam com aversão ao risco diante de preocupações com impactos econômicos do coronavírus e crise do petróleo. “Devido às incertezas internas e externas, juros locais operaram com volatilidade, sem referência de preço”, disse o Tesouro. A partir disso, o Tesouro afirma que pode realizar leilões extraordinários de compra e venda de títulos públicos para “fornecer suporte” ao mercado.
Após sofrer críticas pelos cortes realizados no Bolsa Família, o governo prepara uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário de 3 bilhões reais para o programa social. O objetivo é conceder o benefício a mais de 1 milhão de famílias que estão em condições vulneráveis para enfrentar a crise provocada pela pandemia. A medida do governo será enviada ao Congresso após o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ter proibido ontem novos cortes no Bolsa Família. De acordo com a Veja, o magistrado atendeu ao pedido de sete governadores do Nordeste que contestaram a redução de 158 000 benefícios, sendo 61% na região. “Os dados sinalizam a tese jurídico veiculada e o dano de risco irreparável a ensejar desequilíbrio social e financeiro, especialmente considerada a pandemia que assola o país”, escreveu o ministro em decisão liminar. Os novos recursos para o Bolsa Família fazem parte de um crédito extraordinário no valor de 5 bilhões de reais que o governo destinará a cinco ministérios. Esse dinheiro deverá ser investido na aquisição de equipamentos para a unidades de terapia intensiva, no desenvolvimento de pesquisas da pandemia, na assistência aos brasileiros no exterior e no apoio das Forças Armadas em ações de combate à doença. De acordo com técnicos do ministério da Economia, a medida emergencial é necessária para conter a propagação dos casos de infecção pelo Covid-19 no Brasil.
A Petrobras anunciou que vai reduzir em 15% o preço da gasolina em suas refinarias nesta quarta-feira (25). Em relação ao óleo diesel, não haverá alteração. A decisão da estatal vem na esteira da forte desvalorização que o petróleo vem apresentando no mercado internacional. No início do ano, ele era negociado a US$ 66,36. Na última segunda, fechou a 27,59. No ano, a desvalorização da commodity é de 58,7%.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (24) suspender os cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por falta de pagamento dos consumidores. A medida vale por 90 dias, pode ser alterada e foi adotada em razão da crise na economia provocada pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com o G1, pela decisão, a suspensão vale para todas as residências urbanas e rurais e para os serviços considerados essenciais, como hospitais. A medida já vinha sendo defendida por entidades de proteção dos direitos dos consumidores como uma forma de ajudar as famílias. O relator do processo, o diretor Sandoval Feitosa, destacou que a medida não isenta os consumidores do pagamento, mas serve para garantir a continuidade do fornecimento para quem não tiver condição manter as faturas em dia. “Rogo a todos brasileiros que possam pagar no prazo a suas faturas que o façam. Isso permitirá que possamos abraçar as pessoas que não possam pagar as contas de energia”, afirmou. No voto, Feitosa afirmou ainda que o fornecimento de energia elétrica é essencial para manter os brasileiros em suas casas. O processo foi votado em reunião extraordinária.
O adiantamento do 13º salário de aposentados, pensionistas e outros segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), será pago nos meses de abril e maio. A confirmação das datas de antecipação está na medida provisória 927, que prevê uma série de dispositivos para mitigar efeitos para a economia causados pelo novo coronavírus e que autorizou a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses. De acordo com a Veja, o pagamento da primeira parcela ocorrerá entre os dias 24 de abril e 8 de maio de 2020. Nesta parcela, não há desconto de Imposto de renda. A segunda parte do abono será entre 25 de maio e 5 de junho. O pagamento aos beneficiários seguirá a mesma ordem dos depósitos mensais de aposentadorias, pensões e auxílios. Segurados que ganham salário mínimo começam a receber primeiro, já na última semana do mês. Para segurados que ganham acima do piso, os depósitos da primeira e da segunda parcelas do abono são feitos na semana seguinte. Trabalhadores que recebem auxílio-doença e salário-maternidade terão o 13º salário calculado conforme a data de cessação do benefício prevista. Cada parcela da gratificação tem o potencial de injetar cerca de 23 bilhões de reais na economia do país, distribuídos entre aproximadamente 35 milhões de beneficiários. Tradicionalmente, a primeira parcela do 13º salário do INSS é antecipada para setembro e a segunda é paga em dezembro.
As estimativas de exportações de grãos do Brasil neste ano se mantiveram inalteradas mesmo com as turbulências sofridas pelos mercados globais diante do rápido avanço do novo coronavírus, disse à Reuters nesta terça-feira (17) a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, afirmou por telefone que a entidade mantém a projeção de que o Brasil exportará de 73 milhões a 74 milhões de toneladas de soja neste ano, além de 34 milhões a 35 milhões de toneladas de milho. “Às vezes somos criticados por exportar produtos primários. Graças a deus exportamos comida”, disse Mendes.
A Petrobras informou que a partir desta quinta-feira, 19, vai reduzir preço da gasolina em 12%, depois de ter anunciado, na semana passada, queda de 9,5% para o combustível. O preço do diesel terá queda de 7,5%, acima da redução de 6,5% ocorrida na semana passada. Os preços dos combustíveis da Petrobras seguem a política da empresa de repassar para o mercado a paridade com o preço internacional. Desde o último final de semana, o petróleo acelerou o processo de perda de valor, agravado na terça pela fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prováveis medidas adicionais para conter o coronavírus, como a proibição de voos vindos do México e Canadá, depois de já ter fechado outras fronteiras. A notícia afeta ainda mais o fluxo de transporte no mundo, já bastante restrito por causa da pandemia. A gasolina, junto com o diesel e o QAV (querosene de aviação) são responsáveis por 60% do consumo global de petróleo. A Petrobras informou ainda que vai reduzir o preço do diesel marítimo em 7,7% e das térmicas em 7,6%, para o diesel S500, e em 7,8% para as unidades que utilizam S10.
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, 19, que irá suspender por 60 dias os contratos de crédito e postergar, por dois meses, o pagamento de contratos de empréstimos vigentes para pessoas físicas e empresas. A decisão também vale para financiamentos habitacionais. As medidas fazem parte de um pacote anunciado pelo banco para tentar mitigar danos a economia e a consumidores durante a propagação do novo coronavírus. De acordo com a Veja, o presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que, com o avanço acelerado do novo coronavírus, a preocupação com a continuidade da atividade econômica é grande. Logo, as medidas do banco visam dar fôlego a pessoas físicas e jurídicas por 60 dias. “Não há necessidade de nenhuma comprovação [para solicitar a suspensão dos pagamentos de empréstimos. Isso vale para todos os brasileiros. É uma crise mundial. Em acontecendo uma piora, esses 60 dias podem virar 90, 120 dias”, acrescentou Guimarães. A solicitação para a suspensão dos pagamentos pode ser feita por Internet Banking, App Caixa e terminais de autoatendimento. A orientação do banco é que os clientes evitem ao máximo ir às agências. Além da postergação dos contratos, o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS foi ampliado e as taxas reduzidas. A menor taxa dessa modalidade passa a ser de 0,99% ao mês. Na linha de empréstimo regular, a taxa é de 2,17% ao mês. Para empresas, além da postergação de créditos vigentes, haverá uma redução maior de juros em novos contratos. No caso das micro e pequenas empresas, que devem ser mais afetadas pela crise do coronavírus, a redução de juros será de até 45% para capital de giro, com taxas a partir de 0,57% ao mês.
Analistas do mercado financeiro reduziram para 1,68% a previsão de crescimento da economia em 2020, segundo dados do Boletim Focus desta segunda-feira, 16. O corte expressivo ocorre após a disseminação do novo coronavírus ter sido classificada na semana passada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde e com o grande aumento de números de casos no país, que tem 200 confirmados, segundo o Ministério da Saúde. A previsão anterior de analistas do Banco Central era de 1,99%, na semana passada. Tanto a disseminação da Covid-19 quando as medidas tomadas por governos mundiais geram tensão sobre o impacto econômico que a doença pode ter. Esta foi a quinta vez consecutiva que economistas revisaram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Na semana passada, o Ibovespa, principal indicador econômico do país, mostrou o pânico dos investidores com o avanço da pandemia. A bolsa chegou a ter os negócios interrompidos por quatro vezes na última semana, o chamado ‘circuit breaker’. No início do ano, o crescimento do PIB era estimado em 2,31%. Mesmo apesar dos sucessivos cortes, a economia este ano ainda deve crescer mais que nos últimos três anos. Em 2019, a economia avançou 1,1%, pouco abaixo que em 2018 e 2017, quando o crescimento foi de 1,3%.
O Ministério da Economia anunciou nesta segunda-feira (15) novas medidas para reduzir os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. Segundo o governo, serão empregados R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais para socorrer setores da economia e grupos de cidadãos mais vulneráveis, além de evitar a alta do desemprego. Desse valor, R$ 83,4 bilhões devem ser destinados à população mais pobre e/ou mais idosa. Ao apresentar as medidas, Guedes afirmou que o sistema econômico responde a esse tipo de pandemia de forma similar ao corpo humano. “Igualzinho esse coronavírus, afeta mais as fatias mais vulneráveis. Os mais idosos são mais vulneráveis porque a defesa imunológica é mais baixa”, disse ao G1. “A economia é igual. Uma economia resiliente, com a parte de fundamentos fiscais no lugar, estrutura firma, reformas estruturantes, ela mantém a resiliência e fura essa onda. O Brasil está começando a reaceleração econômica, aí vem uma turbulência e ele tem condições de ultrapassar isso. São três, quatro meses”. Para os idosos, a principal medida anunciada pelo Ministério da Economia é a antecipação das duas parcelas do 13º de aposentados e pensionistas. Elas são pagas em abril e maio deste ano, liberando R$ 46 bilhões na economia. Pelo cronograma tradicional, essas parcelas seriam pagas em agosto e dezembro. Já para a população mais pobre, o governo informou que vai liberar cerca de R$ 3 bilhões para o Bolsa Família. O valor corresponde à inclusão de mais 1 bilhão de famílias entre os beneficiários – o governo não detalhou se haverá mudança nos critérios de renda para essa adesão. A ideia é que os R$ 147,3 bilhões sejam injetados na economia nos próximos três meses. A lista completa inclui medidas que já foram anunciadas desde a última sexta (12), e novas iniciativas divulgadas nesta segunda.
O crescimento a que estávamos assistindo na economia brasileira poderá sofrer com o impacto do Coronavírus. Existem vários números que apontam para o potencial nocivo do Convid-19 no país e em sua economia. Os desafios da economia brasileira são bem antigos e a realidade nacional tem feito com que se sintam mudanças progressivas mas intensas na forma como os brasileiros vivem suas profissões e seus dias. As mudanças do cotidiano do povo brasileiro são motivadas pelas tecnologias digitais e também por cenários ainda bem evidentes de desemprego e de salários insuficientes face à inflação.
Procurando alternativas para conquistar vidas mais dignas, os brasileiros se tornaram verdadeiros empreendedores. A criação de empresas, ainda assim, motivou o aparecimento de outros desafios, tais como a concorrência intensa entre lojas online. Os desafios do mundo real e do mundo virtual podem, por norma, se solucionados com trabalho, criatividade e a busca pela melhor estratégia de captação de clientes. Ainda assim, essa fórmula não tem efeito quando o problema que surge é inesperado e tem impacto direto na forma como decorrem os dias de todos. O aparecimento do Coronavírus e a sua letalidade tem gerado muitas preocupações. Embora as questões de saúde sejam as mais prementes, exigindo a aplicação de medidas diversas, incluindo planos de contingência, quarentenas e trabalho remoto; a verdade é que o impacto dessas mesmas medidas é o que pode vir a criar situações complexas para a economia do nosso país. Venha saber a situação atual do Brasil e descobrir como o Convid-19 pode afetar nossa economia.
A visão do Governo sobre o impacto do Coronavírus na economia
Analisando o potencial de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, o Governo revisou a projeção, anteriormente de 2,4%, alterando-a para 2,1%. A razão dessa mudança esteve relacionada com os efeitos do Convid-19 na economia.
O Ministério da Economia, no seu Boletim Macrofiscal afirmou que a ausência de previsão sobre o tempo e a dimensão do problema geram muitas incertezas quanto à economia do país, sendo possível que esse impacto se venha a sentir a vários níveis na economia brasileira.
O próprio Governo apresentou uma lista onde constam vários problemas potenciais que podem ser derivados da situação que, atualmente, ocupa os mídia.
Essas preocupações são justamente aquelas que obrigaram à revisão da previsão sobre o PIB para 2020, criando uma visão menos positiva do potencial de crescimento da economia brasileira.
Os potenciais problemas do Coronavírus ao nível econômico
Olhando para a situação da economia atual e para a forma como o Coronavíruas poderá afetar internacionalmente as transações, o Governo brasileiro apontou, no Boletim Macrofiscal, que uma das grandes preocupações atuais é a redução das exportações dos produtos brasileiros devido ao medo do contágio via exportação.
Os termos da troca, nessas circunstâncias, podem motivar uma redução nos preços dos produtos, o que gerará menos riqueza. Além disso, a par com a desvalorização dos produtos brasileiros, a necessidade de importação fará com que os produtos adquiridos fiquem mais dispendiosos. Assim, por um lado, o Brasil perderá rendimentos de exportação e, por outro, ficando dependente de importações mais caras, despenderá montantes mais elevados.
Além disso, como já aconteceu em algumas fábricas brasileiras, a ausência de matérias primas – muitas das quais eram produzidas por fábricas atualmente paradas nos países de maior impacto, como a China – pode levar alguns setores a interromper a sua carreira produtiva. De recordar que algumas empresas tiveram a necessidade de dar férias coletivas a seus trabalhadores por incapacidade de manter seus trabalhos na ausência de peças específicas.
Também a maior dificuldade na deslocação de pessoas e de bens pode ter um impacto, não apenas por complexificar a troca comercial e as reuniões laborais mas porque terá um impacto em setores específicos, como é o caso de uma das maiores fontes de renda brasileiras: o turismo.
A quebra no turismo afetará empresas diversas, que trabalham direta ou indiretamente com o setor, fazendo com que grandes empresas – como companhias aéreas – e pequenas empresas - como aquelas que vendem produtos de viagens ou as pequenas lojas de produtos para viajantes - acabem por ver reduzida a sua atividade, o seu lucro e a sua contribuição para o geral da economia brasileira, através do pagamento de impostos.
Mercado artístico e Convid-19
Os eventos que têm sido desmarcados também colocam em risco econômico quem trabalha num regime de freelancer.
Esses profissionais estão diretamente dependentes do trabalho para poderem obter rendimentos, pelo que o trabalho remoto poderá ser impossibilitado.
Aqui falamos, particularmente, de freelancers cuja atividade implica deslocações ou espaços preenchidos de pessoas – como cantores, formadores, atores e outros.
Esse tipo de profissional encontra, nas medidas tomadas para a proteção, um impacto direto na sua economia que, mais tarde, se traduzirá também, de forma mais generalizada, na economia nacional.
Na segunda estimativa de 2020, a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas espera aumentar 6,1% em relação à safra de 2019, em que obteve 8.283.660 toneladas. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro, divulgado ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado é a oitava maior produção de grãos do país, respondendo por 3,5% do total nacional. Ainda de acordo com o levantamento, em janeiro os números chegaram a 8.569.934 toneladas. Desse modo, houve em fevereiro, uma revisão para cima na previsão da safra de grãos do estado de 2,5% ou mais, com 215.997 toneladas de um mês para o outro. Segundo o IBGE, a produção de soja foi responsável por esse maior aumento previsto na produção baiana de grãos, com 5,522 milhões de toneladas, chegando a 3.450 kg por hectare em 2020, ocupando assim, o lugar de maior safra do estado. Em terceiro lugar de rendimento que levou à revisão para cima na estimativa de produção, foi o algodão herbáceo. A safra estimada para 2020 é de 1,520 milhão de toneladas, 1,0% acima do previsto em janeiro, onde teve 1,505 milhão de toneladas e 1,7%, 26 mil toneladas acima do colhido em 2019, que colheu 1,494 milhão de toneladas. Com a melhora na estimativa de produção de soja, o feijão 1ª safra passou, em fevereiro, a ser o principal destaque negativo dentre os grãos baianos, sustentando uma previsão de safra 2020, 6% menor que a de 2019, que obteve 137,3 mil toneladas neste ano frente a 172,8 mil toneladas no ano passado. O IBGE explica que, para o Brasil como um todo, a estimativa de fevereiro para a safra de grãos 2020 alcançou mais um recorde na série histórica do órgão, chegando a 249,0 milhões de toneladas, 3,1% superior à de 2019, que foi de 241,5 milhões de toneladas e com um crescimento de 0,9%, com 2,3 milhões de toneladas em relação ao estimado em janeiro. A partir das informações da estimativa de fevereiro, Mato Grosso deverá continuar na liderança da produção nacional de grãos neste ano, respondendo por 26,9% do total, seguido, mais uma vez, por Paraná (15,9%) e Rio Grande do Sul (14,1%).
O governo Bolsonaro está preparando um pacote de medidas para tentar reduzir os efeitos da crise do coronavírus sobre as empresas e, consequentemente, sobre os empregos. O setor aéreo é uma das áreas que causam maior preocupação em Brasília. “O impacto sobre as companhias aéreas deve ser pior do que o de 11 de setembro”, afirmou um técnico do ministério de Infraestrutura, referindo-se aos atentados terroristas nos Estados Unidos em setembro 2001. De acordo com a Veja, uma das medidas propostas é a desoneração da folha de pagamentos das empresas de aviação. O objetivo é evitar que as companhias demitam funcionários, apesar da redução drástica de atividade esperada para o setor. São estudados também corte de outros tributos, como imposto de renda sobre aluguel de aeronaves, além do perdão de multas sobre cancelamento de slots (posições de aeronaves reservadas nos aeroportos). Caso sejam aprovadas, as medidas serão temporárias. O governo também vai acionar o Ministério Público, com o objetivo de avaliar a possibilidade de o Procon aprovar o adiamento do reembolso aos consumidores de voos cancelados. A medida visa conter a saída repentina de caixa das empresas do setor aéreo. A avaliação é que uma sangria de caixa pode levar as companhias à quebra. Grande parte das dívidas do setor é contraída em dólar, e a explosão da moeda americana aumenta as dívidas abruptamente. Dentro do governo, o consenso é que o setor de serviços será o mais atingido pela pandemia da Covid-19. A expectativa é que a população reduza as idas a shopping centers, a eventos, shows, e, sobretudo deixem de viajar. Praticamente todos os ministérios se reunirão ainda hoje para tentar fechar o conjunto de medidas de emergência. Parte delas deve ser enviada ao Congresso em formato de Medida Provisória. A expectativa é que o Legislativo avalie as matérias no início da próxima semana.
O Ministério da Economia anunciou nesta quinta-feira (12) a adoção de providências para minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus para a população. Entre as medidas anunciadas, está a antecipação, para abril, do pagamento de R$ 23 bilhões referentes à parcela de 50% do 13º salário aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). A pasta também anunciou a suspensão, pelo período de 120 dias, da realização de prova de vida dos beneficiários do INSS. De acordo com a Veja, essas são as primeiras decisões tomadas pelo grupo de monitoramento dos impactos econômicos da pandemia de Covid-19, que se reuniu ao longo do dia. O colegiado foi instituído pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com o objetivo de acompanhar a conjuntura e propor medidas para mitigar os efeitos econômicos do avanço da infecção no país. O grupo é constituído por representantes de todas as secretarias especiais da pasta, sob a coordenação do secretário-executivo, Marcelo Guaranys. O colegiado monitora as áreas fiscal, orçamentária, crédito, gestão pública, questões tributárias, setor produtivo, relação federativa, trabalho e previdência. “A gente tem grandes preocupações com cadeias produtivas, verificar o que está sendo desabastecido, o que precisa de auxílio, por exemplo, com produtos hospitalares, se precisa de alguma facilidade para desembaraço aduaneiro, se precisa de alguma redução de tarifa de exportação, que medida precisa ser adotada a cada momento necessário. Estamos acompanhando, obviamente, os indicadores da economia e a necessidade de remanejamento de orçamento”, afirmou Marcelo Guaranys, ao comentar sobre como o grupo deve atuar.
Na esteira da derrocada nos valores do barril de petróleo, que declinam para o patamar de 31 dólares, nesta quinta-feira, 12, a Petrobras anunciou que vai reduzir o preço da gasolina em 9,5%, ou 0,16 reais o litro, e do diesel em 6,5%, para 0,125 o litro. A redução se dará nas refinarias a partir da sexta-feira 13, e impactará todas as praças no Brasil. De acordo com a Veja, esta é a sétima vez no ano que a empresa promove reajuste em preço no litro da gasolina; e a quinta vez que altera o valor do diesel. O ajuste mais recente foi em 29 de fevereiro, quando a empresa reduziu em 4% o preço do litro da gasolina; e em 5% o valor do litro do diesel, nas refinarias. O barril do petróleo está se desvalorizando diante da guerra de preços protagonizada pela Arábia Saudita e pela Rússia. A estatal passa por um momento de desinvestimentos, com foco em ativos estratégicos, e produziu 2,32 milhões de barris por dia em janeiro, segundo dados do Painel Dinâmico da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “O primeiro semestre do ano está perdido. Neste momento, a situação é muito complicada, muito parecida com o que vimos em 2009, na crise do subprime“, diz Adriano Pires, sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
A Câmara dos Deputados pagou R$ 11,9 milhões para custear passagens aéreas, diárias e adicionais para missões oficiais de parlamentares e servidores no primeiro ano da atual legislatura, em 2019. Esse montante é 50,3% maior que as despesas do ano anterior, quando o valor registrado foi de R$ 7,9 milhões. Os dados foram obtidos pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação. O valor das despesas com missão oficial de 2019 também é 17,7% superior ao registrado no primeiro ano da legislatura anterior, em 2015. Naquele ano, foram R$ 10,1 milhões com gastos em missões oficiais. Os comparativos foram feitos com os valores já corrigidos pela inflação. As missões oficiais são viagens feitas por deputados ou servidores para participar de eventos relacionados ao trabalho do Legislativo ou a assuntos tratados na Câmara. São exemplos as viagens para participar da Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar em Nova York (EUA) ou de uma reunião da Mesa Diretora do Parlamento do Mercosul em Montevidéu (Uruguai). Essas viagens precisam ser autorizadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e as despesas não são contabilizadas dentro do valor reservado para a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que já garante um dinheiro mensal para gastos de deputados com passagem aérea, hospedagem, combustível, aluguel de escritório, contratação de consultoria e de serviços de segurança, entre outros.
Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela primeira vez, a estimativa de crescimento da economia brasileira para um patamar abaixo de 2% em 2020. A redução acontece após a divulgação do resultado do PIB do ano passado, que cresceu 1,1%, e em meio aos efeitos do surto do coronavírus na economia mundial. A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC). O dado foi levantado na semana passada com mais de 100 instituições financeiras. De acordo com o boletim, o mercado financeiro baixou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2020, de 2,17% para 1,99%. Foi a quarta queda consecutiva do indicador. O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.
O surto de coronavírus causará redução de 5% a 15% no investimento estrangeiro direto (IEE) no mundo, em comparação às previsões anteriores, diz relatório da ONU publicado neste domingo (8). Os setores automotivos, aviação e de energia serão os mais afetados. “As revisões até o momento provavelmente são conservadoras”, disse a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). “O impacto negativo do vírus provavelmente se espalhará e aumentará ainda mais”. Das 100 empresas multinacionais supervisionadas pela UNCTAD como um barômetro econômico global, muitas estão diminuindo os investimentos nas áreas afetadas e 41 emitiram advertências sobre resultados até agora, disse a agência. De acordo com a Veja, uma amostra maior de companhias, das 5.000 principais negociadas em bolsa, apresentou previsões menores de lucro para o ano fiscal de 2020, com revisão média de 9% no último mês devido ao vírus. A indústria automotiva (-44%), as companhias aéreas (-42%) e as energia e materiais básicos (-13%) têm sido as mais afetadas, de acordo com a UNCTAD.
A Bahia ultrapassou R$ 108 milhões na produção comercializada de diamantes em 2019, conforme dados do Informe de Mineração, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) na quinta-feira (5). De acordo com a SDE, o estado é o maior produtor de diamante do país e abriga a mina Braúna, primeira e única mina de diamantes da América do Sul desenvolvida a partir de kimberlito, rocha matriz do diamante. A Lipari Mineração é responsável pela operação dessa mina, que fica no município de Nordestina, a cerca de 354 km de Salvador. Ainda segundo a secretaria, a Bahia é o 4º maior produtor brasileiro de bens minerais. Somente em janeiro de 2020, toda produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) atingiu R$ 333,8 milhões. O ouro foi responsável por 40% de toda produção. De acordo com o G1, ainda em janeiro, o estado ocupou a posição de maior produtor nacional de mais sete bens minerais: bentonita, cromo, magnesita, salgema, talco, urânio e vanádio, além do diamante. A pasta detalhou que as 10 cidades que mais arrecadaram em janeiro deste ano ficarão com 79% do montante. O restante da arrecadação ainda é dividido para os municípios (15%), o estado (15%) e entes da União (10%).
A economia brasileira mostrou, pelo terceiro ano seguido, um crescimento tímido. No primeiro ano do governo Bolsonaro, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,1%. O dado, divulgado nesta quarta-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é menor do que os de 2017 e 2018, quando a economia registrou alta de 1,3%. Em valores correntes, o PIB do ano passado totalizou 7.256,9 bilhões de reais. De acordo com a Veja, o ano de 2019 começou carregado de expectativas na economia brasileira: com a eleição do presidente Jair Bolsonaro e a agenda reformista comandada por Paulo Guedes, economistas e analistas financeiros previam crescimento na casa dos 2,5%, Porém, o avanço estimado desandou com a tragédia da Vale em Brumadinho, além do atraso das reformas. A Previdência, por exemplo, foi aprovada apenas no 4º trimestre e ainda não há avanço nas mudanças tributárias e administrativas. Crises internacionais também desestimularam o resultado brasileiro em 2019. A longa batalha comercial entre Estados Unidos e China e a crise na vizinha argentina também ajudaram a contribuir com o resultado lento. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Apesar de três anos de crescimento, o Brasil ainda não reverteu a queda do ritmo da economia tida com a recessão de 2015 e 2016, quando o país caiu 3,5% e 3,3%, respectivamente. O resultado do ano foi puxado pelo crescimento dos investimentos privados, que tiveram alta de 2,2%, além do consumo das famílias, que avançou 1,8%. Pelo lado da oferta, o destaque foi o setor de serviços, que avançou 1,3%. A recuperação do mercado de trabalho, ainda que lenta, contribuiu para os resultados. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação ficou em 11%, atingindo 11,6 milhões de pessoas. Mesmo com a redução do desemprego, a informalidade atingiu patamar recorde em 2019. Com as pessoas parando de perder emprego e chegando a recuperar espaço no mercado de trabalho, houve mais liberdade para o aumento dos gastos da família. A liberação pontual de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), também causou estímulo positivo no resultado.
No ano de 2019, cinco dos maiores bancos do Brasil (Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil) tiveram um lucro de R$ 93,547 bilhões. Contudo, destes, apenas a instituição financeira espanhola abriu agências no país no ano passado: 50. Em sentido oposto, as outras quatro fecharam 807 agências no Brasil, também em 2019. As informações foram repassadas à reportagem da Tribuna da Bahia pelo Sindicato dos Bancários da Bahia. Ainda aqui no estado, conforme dados do Banco Central do Brasil (BCB), pouco mais de 43% das 417 cidades do estado possuem pelo menos uma agência bancária. A situação faz como que muitos moradores de municípios menores precisem fazer grandes deslocamentos para sacar dinheiro em localidades maiores. Assim, o dinheiro que poderia estar circulando na cidade natal, acaba sendo usado em outra região. Além disso, os prejuízos também estão refletindo entre os funcionários das instituições financeiras. “Efetivamente, nós estamos vivendo um processo de diminuição, dos postos de trabalho, redução do número de empregos e consequente precarização do atendimento à população. As diversas agências fechadas localizam-se em municípios onde só tinham uma única unidade”, afirmou Augusto Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia. De acordo com o dirigente, a situação traz um dano principalmente o comércio dessas regiões que não possuem esses pontos de atendimento. “Prejudica também a cadeia produtiva de vários ramos como serviços, indústria, agricultura, fazendo com que as pessoas precisem se deslocar longas distâncias, correndo risco de assaltos e violência. Essa redução é completamente contraditória em relação ao lucro obtido pelos bancos nos últimos anos. Nenhum setor da economia brasileira tem alcançado os números que os bancos”, criticou.