O pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600, direcionado a trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) que se cadastraram no programa, começa nesta segunda-feira. Quem tem Bolsa Família vai receber primeiro. De acordo com o jornal o Globo, quem tem conta poupança social digital aberta pela Caixa vai ter o dinheiro depositado na próxima quarta-feira, dia 20, mas só vai poder sacar o dinheiro a partir do dia 30. Os demais informais que vão receber o benefício também só poderão fazer saques a partir do dia 30. Os saques poderão ser feitos nas agências da Caixa ou em lotéricas. Não há data prevista para a terceira parcela. Segundo o governo, 58 milhões de pessoas estão aptas a receber o auxílio em todo o país. Desse total, 28 milhões não recebiam qualquer benefício social e se inscreveram pelo site da Caixa ou pelo aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.
No esforço de mitigar os danos econômicos imediatos ao país trazido pela pandemia do coronavírus, o déficit público nominal do país deve chegar a 1 trilhão de reais, estima o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida. Esse indicador inclui o rombo fiscal do setor público consolidado — estados, municípios e União — além da conta de juros da dívida. Em audiência pública online com o Congresso Nacional nesta quarta-feira, 14, o secretário enfatizou a importância da agenda reformista, pregada em todas as oportunidades possíveis pela equipe econômica. Se por um lado o governo precisa gastar em resposta a pandemia, seja por recursos para a saúde ou medidas para reforçar caixa das empresas e proteção social — a retomada necessita de compromisso no ajuste das contas. O recado é que, pós-pandemia, o Brasil mostrar que tem condições de ter controle das contas para que o investimento privado, necessário e fundamental para o crescimento, possa vir e impulsionar o avanço econômico. O 1 trilhão de reais mencionado por Mansueto corresponde a cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB). Sem contar os juros, o rombo está estimado em 700 bilhões de reais (cerca de 9% do PIB) por conta de mais gastos devido a pandemia. Com esse aumento do déficit, a dívida pública do país chegará a 90% do PIB.
A produção industrial da Bahia teve recuo de -5% entre o mês de fevereiro e março, segundo a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o G1, a queda intensifica o recuo de -0,8%, registrado entre janeiro e fevereiro deste ano. Por outro lado, em comparação com março de 2019, a produção cresceu (+5,8%). Na comparação anual, a indústria baiana teve o segundo melhor resultado entre as 15 regiões do país, abaixo apenas do Rio de Janeiro (9,4%). O desempenho do estado ficou bem acima do nacional (-3,8%). Foi ainda o melhor mês de março para a indústria da Bahia desde 2013, quando a produção havia crescido 6,1%.
O Governo Federal passou a prever oficialmente a recessão econômica no Brasil, cenário já dado e claro no dia a dia do país desde que a pandemia causada pelo coronavírus atingiu em cheio o Brasil. Segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira, 13, pelo Ministério da Economia, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil irá recuar 4,70% neste ano. A previsão anterior, feita em março, já durante a epidemia, era que o PIB ficasse estável, com variação positiva de 0,02% no ano. Porém, a escalada de casos e a extensão de medidas de distanciamento social para conter a pandemia faz com que a demanda seja menor, afundando o desenvolvimento da economia brasileira no ano e também tendo impactos ao longo prazo, algo enfatizado pela equipe econômica durante a apresentação dos dados e o principal argumento do presidente Jair Bolsonaro para o fim de medidas de distanciamento social tomadas por estados e municípios. Para 2021, a equipe econômica projeta crescimento de 3,20%, 0,10 ponto porcentual a menos que na estimativa feita em março. O patamar pré-crise seria atingido apenas em 2022. A projeção leva em conta a quarentena até o fim de maio. Caso o distanciamento social continue em boa parte do país, a queda na economia pode ser ainda maior. De acordo com o subsecretário de Política Econômica, Vladimir Teles, a cada duas semanas a mais de paralisação na maior parte do país, o efeito na queda do PIB é de 0,7%. Caso a quarentena se estenda até o fim de junho, o impacto na economia pode ser de queda de mais de 6% no Produto Interno Bruto. O corte significativo na previsão de crescimento, levando em consideração o fim da quarentena em maio, vem em linha com as estimativas que bancos e analistas de mercado. A agência de risco S&P prevê recuo de 4,61%, já Banco Mundial e FMI preveem queda das de 5% e 5,3%, respectivamente. No início da semana, o mercado financeiro brasileiro estimava recuo de 4,11%. A equipe econômica analisa que haverá queda do PIB no 1º e 2º trimestre, com volta de crescimento no 3º trimestre deste ano. Segundo o Ministério da Economia, quanto maior for o tempo da quarentena, que fecha comércios, serviços e outras atividades não essenciais, maior será o tombo no PIB e os efeitos em 2021. De acordo com a pasta, considerando o cenário de retomada cíclica até o segundo trimestre de 2021 (com fim da quarentena em maio e reabertura gradual das atividades), o PIB terá impacto semanal de 5 bilhões de reais no segundo semestre e 7,5 bilhões de reais em 2021.
Mais de 7 milhões de brasileiros já tiveram redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho. De acordo com dados do Ministério da Economia, até as 11h desta terça-feira (12), o programa criado para minimizar os impactos da pandemia de coronavírus e preservar empregos formais já reunia um total de 7,19 milhões de acordos fechados entre empresas e trabalhadores. De acordo com o G1, esse número representa 20,7% dos empregados com carteira de trabalho no setor privado. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do IBGE, o país tinha no trimestre encerrado em março 34.736 trabalhadores formais, incluindo os domésticos. Ou seja, 1 em cada 5 trabalhadores formais já teve corte de salário ou contrato suspenso no país. Em razão da pandemia, o governo autorizou redução de jornada e salário de 25%, 50% ou de 70% por um prazo máximo de 90 dias. A medida também permite a suspensão total do contrato de trabalho por até dois meses. Pelas regras do chamado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), os trabalhadores que tiveram corte na jornada e no salário vão receber do governo uma complementação financeira equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos. Já os com contrato suspenso vão receber o valor mensal do seguro-desemprego. O programa também prevê auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado. Medida Provisória 936 que criou o programa prevê também a garantia provisória no emprego por um período igual ao da suspensão do contrato ou da redução da jornada. A medida já tem força de lei e já recebeu o aval do Supremo Tribunal Federal, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar uma lei em definitivo.
O corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na noite desta quarta-feira, 6, surpreendeu boa parte dos agentes do mercado financeiro. A redução em si já era esperada, mas em uma escala menor, de até 0,50 ponto percentual. Foi a sétima vez consecutiva que o Banco Central revisou o indicador para baixo, agora a 3% ao ano, o menor nível da história. Com isso, espera-se que o Brasil consiga manter o nível de investimento para fomentar a economia em tempos de novo coronavírus. A autoridade monetária, no entanto, já deu indícios de que realizará ao menos um novo corte para o indicador em 2020. Segundo comunicado, a instituição “considera um novo ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19”. Sendo assim, o comitê deixa claro que deve, nos próximos encontros, reduzir a taxa de juros para até 2,25% ao ano. Diante deste cenário de incerteza, alguns analistas começam a fazer suas apostas: as projeções são, em alguns casos, de que a Selic possa cair para a faixa de 2% ao fim deste ano. Com a Selic ao menor patamar histórico, o país deve registrar, pela primeira vez na história, juro real negativo. Isso significa que a inflação, medida pelo IPCA, irá superar o juro nominal ou o valor real dos juros serão menores do que a inflação. Esse cenário implica ainda numa mudança de comportamento dos investidores individuais. Num momento em que a renda fixa perde a atratividade, especialistas acreditam que a hora exige um perfil mais arrojado no mercado de ações, por exemplo. Hoje, mais de 2,4 milhões de pessoas investem na bolsa de valores brasileira.
Considerada a segunda data mais importante do varejo nacional, o Dia das Mães, em 2020, deverá sofrer um forte impacto por conta da pandemia da Covid-19. De acordo com a Fecomércio-BA, as vendas do setor varejista, para o período, devem cair 36% em relação a 2019. Em valores, as perdas devem ser de cerca de R$ 500 milhões. De acordo com Guilherme Dietze, consultor econômico da entidade, as quedas mais relevantes devem ser das atividades que tiveram que manter suas portas fechadas devido ao decreto de quarentena. Segundo o especialista, as lojas de móveis e decoração devem ter uma retração de 90%. Na sequência, vem o comércio de eletroeletrônicos com expectativa de recuo de 78% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a retração esperada para o varejo de vestuário, tecidos e calçados é de 71%. Por outro lado, os setores que estão com expectativas menos pessimistas são os básicos de consumo, farmácias e supermercados, com quedas de 6% e 3%, respectivamente. Após a Páscoa ter sido também bastante atingida pela crise provocada pela Covid-19, com dados preliminares de retração de 5,9%, a expectativa negativa também se impõe sobre o Dia das Mães. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.
A pandemia do coronavírus fez a Receita Federal prorrogar até o dia 30 de junho a entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em todo o Brasil. Na Bahia, o órgão recebeu, até esta terça-feira (28), 497.577 declarações. Contudo, o número ainda está distante do esperado no estado, de 1.277.000 milhão, segundo o Governo Federal. Embora a data de entrega das declarações tenha sido prorrogada, a Receita afirma que está mantido o cronograma original dos lotes de restituições a partir de maio. O contribuinte que ainda não fez a declaração de renda na Bahia pode fazer de modo gratuito com a ajuda de algumas universidades.
Analistas do mercado financeiro reduziram, pela décima primeira vez seguida, a previsão para a economia brasileira em 2020. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 deve contrair -3,34% de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central. Esta é quinta edição seguida do Focus que economistas preveem recessão na economia brasileira. Na semana passada, a estimativa era de contração de 2,96% ao fim de 2020. O cenário para a economia brasileira se agrava devido a crise sanitária provocada pelo coronavírus, que já matou mais de 4 mil pessoas no país e pelo mal estar político gerado pelo pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro que entrou em rota de coalizão com o presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a Veja, caso a previsão do mercado financeiro para o resultado da economia brasileira se confirme, a queda do PIB de 2020 será no mesmo patamar de 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff, quando a economia caiu 3,3%. A projeção do mercado financeiro é mais otimista que a expectativa do Banco Mundial e FMI, que preveem contração na casa dos 5% para o Brasil neste ano. No início do ano, quando a pandemia do coronavírus estava concentrada na China e não se sabia ao certo quando e como chegaria ao Brasil, os especialistas estimavam crescimento econômico para este ano na casa dos 2,3%. O aprofundamento da crise política é simultâneo aos desafios provocados pela pandemia de coronavírus. Há a expectativa que sejam anunciadas nesta semana medidas de flexibilização em São Paulo, por exemplo. O estado paulista, principal centro econômico e financeiro do país tem, há mais de 30 dias, medidas de isolamento social que incluem o fechamento de comércios e serviços não essenciais. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde divulgados no domingo, 4.205 pessoas já morreram no Brasil em decorrência da Covid-19, nome da doença causada pelo novo coronavírus. Ao todo, 61.888 casos foram confirmados no país.
A investida do presidente da República, Jair Bolsonaro, contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ao mudar o comando da Polícia Federal, não é a única frente de batalha que pode sinalizar uma profunda mudança do perfil do governo. De acordo com o blog da jornalista Ana Flor, da Globo News, nos últimos dias, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também entrou na linha de tiro do presidente e seu núcleo mais próximo. Guedes foi atropelado por um anúncio de um plano de obras de infraestrutura que irá pressionar os gastos públicos, o Pró-Brasil. Guedes também tem visto cada dia mais dividido o papel de conselheiro econômico do presidente, até recentemente exclusivo seu. O presidente tem ouvido cada vez mais o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães. Bolsonaristas também têm comandado ataques ao ministro da Economia nas redes sociais e na imprensa. Segundo dois assessores próximos ao presidente da República, Bolsonaro gosta de Guedes, mas acredita que a saída para a crise causada pela pandemia do coronavírus é o investimento público, com a entrada pesada do Estado patrocinando a retomada econômica e a geração de empregos. O que a equipe liberal do Ministério da Economia não concorda. Até pouco tempo atrás, era impensável imaginar o governo Bolsonaro sem dois dos seus pilares fundamentais: os superministros Sergio Moro e o Paulo Guedes. Segundo uma importante liderança do Congresso Nacional, Bolsonaro passou o primeiro ano “aprendendo” a ser presidente. Agora, se sentiria confortável para dispensar quem acredita não estar mais de acordo com sua linha de pensamento.
Impactos na renda são uma das sequelas deixadas pela crise causada pela pandemia de coronavírus. Com as medidas de isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), imposta pelos estados e municípios, os efeitos começam a ser sentidos pelos brasileiros e afetam os padrões de consumo. Segundo um levantamento feito pelo Google na última semana de março, quando decretos para o fechamento de comércio e serviços não essenciais já estavam em vigor, 70% dos entrevistados disseram ter tido algum grau de diminuição de renda, o que afetou também no consumo. De acordo com o estudo, 30% diminuiu o consumo de um dos itens mais básicos: a comida, em detrimento a queda dos rendimentos. Segundo o levantamento feito com 1.500 internautas, a queda nos padrões de consumo aconteceu porque 70% dos entrevistados sentiu algum impacto na renda, seja de menor ou maior escala. Com isso, 45% afirmaram reduzir o consumo de supérfluos (reflexo visto nas vendas da Páscoa, por exemplo, que afundaram) e planos que exigem mais investimento financeiro também saíram do radar. 26% desistiram de comprar celular e 31% que pretendiam comprar carro abandonaram seus planos. Segundo a Veja, o levantamento destaca ainda que muitos tiveram seus rendimentos reduzidos e 39% dos entrevistados estão compartilhando sua renda de alguma maneira com uma ou mais pessoas. Entre os entrevistados das classes D e E, esse número sobe para 45%.
O governo debate um plano de reativação da economia para o período posterior à pandemia do coronavírus que tem como base um pacote de obras públicas de grande porte e de concessões, com potencial para criar milhares de empregos. Obras de infraestrutura que exigirão muito dinheiro do governo. As cifras citadas por ministros chegam a R$ 100 bilhões. De acordo com o G1, a ideia de impulsionar o crescimento do país com dinheiro público é velha ferramenta dos governos, em especial daqueles que apreciam políticas fiscais expansionistas, mas se choca com uma das principais bandeiras da equipe econômica atual: a da responsabilidade fiscal. O novo plano do governo, batizado de Pró-Brasil, será capitaneado pelos ministérios da Infraestrutura e do Desenvolvimento Regional. Mais de 50 grandes obras estão em estudo. Concessões também estão na mira do governo, mas atrair dinheiro de fora será uma difícil tarefa em um mundo que tenta se recuperar da pandemia. A equipe econômica tem lutado para manter os gastos da crise do coronavírus restritos a 2020. O Tesouro já fala em um déficit para este ano de R$ 600 bilhões. Será difícil segurar os gastos maiores nos próximos anos com um pacote de obras calcado no investimento público. Outro cálculo que o governo terá que fazer é o da manutenção do teto de gastos, a âncora fiscal que sinaliza aos investidores do Brasil e de fora que há compromisso com o equilíbrio das contas. Sem o teto, dizem economistas de dentro e fora do governo, todo os ganhos dos últimos anos, como os juros baixos, podem ser perdidos em questão de meses.
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (22), na retomada dos negócios após o feriado da véspera, após dois dias de forte aversão a risco nos mercados globais devido ao 'crash' dos preços do petróleo, enquanto os investidores voltavam as atenções para possíveis medidas de estímulo para mitigar o impacto econômico do coronavírus. De acordo com o G1, às 12h18, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,3939, em alta de 1,62%. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 5,3959 - nova cotação nominal recorde durante os negócios. O Banco Central realiza nesta quarta-feira leilões de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em setembro de 2020 e janeiro de 2021. Na segunda-feira, o dólar fechou em alta de 1,33%, a R$ 5,3078, com os preços do petróleo dos Estados Unidos desabando.
A Petrobras voltou a reduzir o preço da gasolina e do diesel nas refinarias, desta vez uma semana após a queda anterior, numa baixa 8% e 4%, respectivamente, na última terça-feira, 21. No caso do diesel, a baixa é válida para o S10 e o S500. O último reajuste havia sido no dia 14 de abril, quando a empresa derrubou em 8% o preço da gasolina e do diesel em 6%. A iniciativa está relacionada ao impacto econômico da pandemia causada pela Codiv-19, nome do novo coronavírus, que tem abalado os mercados ao redor do globo, especialmente o petróleo, e levado entidades a revisarem projeções da economia global em 2020.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (20) que a recuperação econômica, após a crise do novo coronavírus, será em “V”, com retomada tão rápida quanto a queda. “Vamos surpreender o mundo”, garantiu o ministro. Para Guedes, não se pode deixar que a economia entre em uma grande depressão. Na avaliação dele, o Brasil tem tomado medidas melhores ou iguais que a de outros países, inclusive países avançados. “Todo dia tem barulho, mas Brasil está avançando e progredindo”, disse ele em entrevista para o banco BTG Pactual. Na visão do ministro, as hipóteses do governo para os efeitos econômicos do novo coronavírus, quando ainda se pensava que o choque seria apenas no comércio exterior, se revelaram razoáveis após os primeiros dados da balança comercial. “As exportações brasileiras não caíram ainda, estão subindo. A queda das exportações para Europa, de 1%, para EUA, de 30%, e para Argentina, de 30%, foi compensada pelo aumento acelerado das exportações para China”, disse o ministro, em entrevista ao vivo no canal do BTG Pactual no Youtube. Segundo Guedes, a ficha caiu entre fim de fevereiro e início de março, de que o coronavírus seria uma pandemia que afetaria também o Brasil. “Disparamos medidas imediatamente”, disse o ministro, que afirmou que aumentou o número de beneficiários do Bolsa Família. “Havia fila no Bolsa Família, porque sempre há fraude, mas mandamos incluir todos imediatamente”, afirmou.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira que preservar o que chama de “sinais vitais” da economia não significa sair do isolamento social agora. Para ele, porém, é preciso programar a saída dessa situação, decretada por governadores e prefeitos para conter o avanço da Covid-19. “A economia vem com mais força do que está se pensando porque ela já estava começando a se mover. E se nós preservamos os sinais vitais vamos sair. Preservar os sinais vitais da economia não significa sair do isolamento agora. Não significa isso. Significa fazer a coisa programada, fazer direito, fazer no devido tempo”, disse Guedes, em transmissão ao vivo de uma instituição financeira. Em seguida, Guedes afirmou que os sinais vitais da economia, como abastecimento, estão preservados, mas a situação está “crítica”. “Os sinais vitais ainda estão preservados. A coisa está ficando crítica. Realmente está ficando crítica. Não sabemos quanto tempo segue o isolamento e não sabemos quanto tempo aguenta a economia”. Citando previsões do Ministério da Saúde que apontam que a curva de contaminação começará a cair em julho, questionou: “A economia aguenta mais dois meses com isolamento? Essa é que a pergunta”. Para o ministro, há duas dimensões: cuidar da saúde e da economia. “Esse é o ponto futuro (sair do isolamento). Está acontecendo na China, os governos lá fora estão começando a planejar a saída. Nós temos que pensar isso também. São duas dimensões. Tem que pensar as duas dimensões”, acrescentou.
O governo federal anunciou algumas medidas econômicas para ajudar o agronegócio durante a crise do coronavírus. O setor, considerado essencial, não parou. O abastecimento segue garantido, de acordo com o Ministério da Agricultura, e as exportações continuam crescendo. O agronegócio envolve diversas atividades e nem sempre o remédio adotado é o mesmo. Para grandes produtores, o governo buscou dar fôlego financeiro, como o prolongamento de dívidas. Mesma situação para as agroindústrias. Para pequenos e médios, o apoio virá com novas linhas de crédito e injeção direta de dinheiro, como o aumento das compras públicas de alimentos, o que garante que este agricultor vai ter comprador mesmo se procura dos consumidores cair. As medidas anunciadas até agora são: Prorrogação de dívidas de crédito rural; Governo comprará R$ 500 milhões da agricultura familiar; Novas linhas de crédito para pequenos e médios produtores; Financiamentos para cooperativas e cerealistas; Antecipação de benefício social para atingidos pela seca; Manutenção da merenda escolar fora do período de aulas; Incra prorroga prazo de pagamento de títulos por 60 dias.
O salário mínimo de 2021 deve ser de 1.079 reais, propôs o governo federal no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem, divulgado nesta quarta-feira, 15, pela área econômica. O valor atual é de 1.045 reais. O reajuste na casa de 3,19% é o projetado para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Assim como neste ano, o reajuste do mínimo não prevê ganho real, apenas a reposição inflacionária. De acordo com a Veja, o valor do piso nacional para 2021, entretanto, deve sofrer diversos reajustes durante esse ano e pode ser ainda menor. Isso porque, com a queda da demanda devido a crise do coronavírus, a inflação pode ficar mais baixa que os 3,19% projetados pelo governo. Por isso, o reajuste seria menor. No Projeto de Diretrizes Orçamentárias, o governo projeta o IPCA, a inflação oficial do país em 3,05%. Projeções do mercado financeiro, no entanto, estimam a inflação oficial em 2,52%. O projeto de lei apresentado leva em conta parâmetros da economia apresentados em março, porém, com o avanço da pandemia, a desaceleração deve ser maior do que o previsto. O PIB projetado no PL, por exemplo, é de 0,02%, o mercado financeiro prevê queda de 1,96% e entidades internacionais, como o FMI, projetam queda na casa dos 5%. O salário mínimo é ajustado, todos os anos, por um decreto do presidente, e o novo piso passa a valer em 1º de janeiro. A autorização é feita com base em uma projeção da inflação.
A Petrobras anunciou uma nova redução dos preços dos combustíveis nas refinarias a partir desta quarta-feira, 15. O corte ocorre num momento em que as cotações do petróleo no mercado internacional estão em queda abrúpta com o avanço do surto de coronavírus no mundo e com a desaceleração da economia global. De acordo com a companhia, o preço médio do litro da gasolina terá queda de 8%, passando a custar 0,99 centavos de real por litro, e o do diesel, de 6%, para 1,50 real. No acumulado deste ano, a gasolina já sofreu redução de 48,2% e o diesel de 35,4% nas refinarias. De acordo com a Veja, os preços do petróleo no mercado internacional já caíram mais de 50% neste ano, na medida em que o avanço do coronavírus impulsionou a queda da demanda global. Os grandes países produtores da commodity fecharam um acordo no início desta semana para um corte histórico de oferta, porém a medida ainda é vista como insuficiente para eliminar preocupações relacionadas à interrupção da demanda causada pela pandemia. E assim, os preços voltaram a cair nesta terça-feira, 14.
Analistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a previsão para a economia brasileira em 2020. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 deve contrair -1.96% de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 13, pelo Banco Central. Esta é a nona vez consecutiva que os especialistas revisam para baixo o crescimento econômico e a terceira em que há expectativa de recessão. Na semana passada, a estimativa era de contração de 1,18% ao final de 2020. De acordo com a Veja, no início do ano, quando a pandemia do coronavírus estava concentrada na China e não se sabia o certo quando e como chegaria ao Brasil, os especialistas estimavam crescimento do PIB casa dos 2,3%. A recessão do PIB brasileiro não ocorre desde 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff, quando a economia caiu 3,3%. Nos últimos três anos, o crescimento tem sido na casa de 1%, sendo 1,3% em 2017 e 2018 e 1,1% no ano passado. A projeção do mercado financeiro é menos pessimista que a expectativa do Banco Mundial, que prevê contração de 5% na economia brasileira para este ano.
A Caixa Econômica Federal anunciou que os novos contratos de financiamento imobiliário fechados a partir da próxima segunda-feira (13) terão carência de seis meses para o pagamento. Durante esse tempo, as pessoas físicas não precisarão pagar as parcelas. Em anúncio feito por meio de uma rede social, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que, para contratos imobiliários antigos de pessoas físicas, permanece o prazo de suspensão de até 3 meses para o pagamento das prestações. De acordo com ele, porém, esse prazo pode ser esticado caso a crise se agrave. “Há um compromisso nosso que, se houver uma crise mais forte, nós avaliaremos estender para quatro meses [o prazo de suspensão de pagamento]”, declarou. Para ter direito, os clientes devem procurar o banco e solicitar a suspensão.
O governo federal vai liberar uma nova rodada de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Trabalhadores poderão sacar um salário mínimo (1.045 reais) de contas ativas e inativas do FGTS. A autorização foi publicada em uma medida provisória na noite de terça-feira, 7. A movimentação extra do fundo será permitida entre os dias 15 de junho e 31 de dezembro. A medida vinha sendo estudada pelo governo para estimular a economia durante a pandemia do coronavírus. De acordo com a Veja, diferente do saque imediato, que se encerrou no fim de março, a nova rodada de liberação do FGTS tem limite por trabalhador. Ou seja, quem tem mais de uma conta no FGTS terá um limite de 1.045 reais para sacar. Para quem se encaixa nesta hipótese, a MP prevê uma ordem: primeiro a liberação de contas vinculadas de contratos extintos, ou seja, de empregos passados do trabalhador, com início pela que tiver o menor saldo. Depois, as demais contas vinculadas. Os saques serão efetuados conforme cronograma e critérios estipulados pela Caixa Econômica Federal. Segundo a MP, quem tem conta no banco terá crédito automático. Titulares de outras instituições financeiras também podem solicitar débito em conta. Como se trata de uma MP, a operação tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em 120 dias.
Depois de passar 32 dias em uma cadeia de Assunção, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis conseguiram nesta terça-feira a mudança de regime para prisão domiciliar. Eles passarão a viver em um hotel na capital do Paraguai, enquanto esperam o desenrolar do processo ao qual respondem por terem entrado no país com documentos adulterados, no início de março. A defesa dos irmãos declarou que tentarão agora a liberação definitiva de Ronaldinho e Assis. A decisão de reversão da prisão dos dois foi do juiz Gustavo Amarilla, em uma audiência realizada em Assunção. Os dois brasileiros já tinham tido três recursos negados no processo. A defesa ofereceu uma caução de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,3 milhões), que já foram depositados no Banco Nacional de Fomento. O valor foi pago em juízo, como garantia de que os dois brasileiros não deixarão o hotel. Em caso de fuga, o dinheiro será resgatado pela Justiça paraguaia.
O Ministério da Economia divulgou dados preliminares sobre os impactos do coronavírus (Covid-19) para as contas públicas, em coletiva de imprensa realizada na noite desta quinta-feira, 2. O secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, avalia que os impactos no déficit primário, quando não se consideram juros, chegará a 419 bilhões de reais ao final do ano. Segundo o governo, o impacto das medidas de estímulo à economia e de combate à doença somam 224 bilhões de reais. A meta estipulada antes da Covid-19 atingir em cheio a economia do país era de 124 bilhões de reais e o otimismo do secretário impressionava. Em entrevista ao jornal Valor Econômico em novembro, Rodrigues projetava um déficit “bem menor”, graças à redução dos juros e estimativa de receitas mais gordas, além da expectativa pela aprovação das reformas e atração de investidores. Os valores projetados pelo secretário somam o maior rombo já registrado na história. De acordo com ele, os números ainda poderão ser revisados, com novos possíveis (e prováveis) gastos do governo para conter a pandemia e manter empregos e renda. De acordo com a Veja, o auxílio de 600 reais, ainda não sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, a informais custará 98 bilhões de reais às contas públicas, segundo estimativas da Secretaria de Fazenda. Já o programa, estipulado por medida provisória, que prevê a redução de salários e de jornada dos trabalhadores da iniciativa privada custará 51,2 bilhões de reais, visto que o governo arcará com até 70% dos vencimentos para que as empresas não demitam. Já o programa de crédito para estados e municípios tem impacto previsto de 34 bilhões de reais, enquanto a recomposição dos fundos estaduais e municipais, para auxiliar nos sistemas de saúde — demanda dos governadores — custará 16 bilhões de reais. Segundo os dados detalhados do Ministério da Economia, as contas do Governo Federal terão impacto de 2,2 bilhões com a suspensão de impostos sobre equipamentos médico-hospitalares e 7,1 bilhões de reais ao abrir mão da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, para que a população e empresas obtenham crédito.
Analistas do mercado financeiro já preveem recessão econômica no Brasil devido ao avanço do novo coronavírus. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 é de -0,48%. Na semana passada, a estimativa era de crescimento na casa do 1,48%. Os desafios provocados pela pandemia e as medidas necessárias para evitar sua propagação, como o distanciamento social e fechamento de setores não essenciais — seguindo recomendação de autoridades de saúde, como a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) –, já impactam a economia global, o que o mercado financeiro também prevê que ocorrerá no Brasil. De acordo com a Veja, os dados estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 30, pelo Banco Central. Esta foi a sétima vez consecutiva que economistas revisaram o PIB. No início do ano, os especialistas estimavam crescimento na casa dos 2,3%. Na semana passada, o Banco Central revisou a estimativa, com um PIB estagnado em 2020. A previsão atual do Ministério da Economia também é de economia parada, de 0,02% neste ano. A recessão do PIB brasileiro não ocorre desde 2016, ano do impeachment de Dilma Rousseff, quando o PIB caiu 3,3%. Nos últimos três anos, o crescimento tem sido na casa de 1%, sendo 1,3% em 2017 e 2018 e 1,1% no ano passado. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde divulgados no domingo, 136 pessoas já morreram no Brasil em decorrência da Covid-19, nome da doença causada pelo novo coronavírus. Ao todo, 4.256 casos foram confirmados no país.