A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proibiu, nesta terça-feira (21), o corte de energia elétrica de famílias de baixa renda, por falta de pagamento, até o fim do ano. A regra já tinha sido definida mas, por enquanto, só tinha validade até o fim de julho. A diretoria da agência reguladora decidiu estender essa norma até o fim do estado de calamidade pública pela pandemia do coronavírus, decretado pelo Congresso Nacional e válido até 31 de dezembro. Essa prorrogação só vale para os consumidores enquadrados como "baixa renda", beneficiados pela Tarifa Social de Energia Elétrica. Para as demais residências e para imóveis comerciais, o prazo de 31 de julho está mantido.
A Bahia sofreu um rombo bilionário nos seus cofres públicos por causa do coronavírus. Só nos últimos três meses, o Estado teve uma perda de R$ 1,5 bilhão em receitas brutas, em comparação com o mesmo período em 2019. O levantamento foi feito pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), considerando o total arrecadado com os impostos e taxas estaduais e as transferências obrigatórias do Fundo de Participação dos Estados (FPE). De acordo com o secretário da pasta, Manoel Vitória, levando em conta que as perdas tomam por base os números do ano passado e não refletem a crise econômica de 2020, já que o Estado foi obrigado a desembolsar altas quantias no enfrentamento à pandemia, a tendência é que o impacto nas contas públicas seja ainda maior. “O pacote de ajuda federal foi desidratado nas discussões entre o congresso e a equipe econômica, o que na prática reduziu seu alcance, prolongando a situação de dificuldade que os Estados já vinham enfrentando antes da pandemia”, afirma Vitório. Ainda de acordo com a Sefaz, só com o ICMS, o principal tributo do Estado, a perda foi de R$ 1,02 bilhão. A segunda perda mais relevante foi no FPE, que teve queda de R$ 395,8 milhões. As demais perdas são relativas a IPVA, ITD e taxas. A pasta pontua ainda que tratam-se de valores brutos, ou seja, ainda sem considerar os repasses obrigatórios de 25% da receita com ICMS para os municípios e, no caso do FPE, de 20% para o Fundeb e de 1% para o Pasep.
O presidente Jair Bolsonaro autorizou a ampliação do prazo para redução de até 70% na jornada e salário e suspensão de contratos de trabalho, medidas que fazem parte do BEM, programa do governo federal para mitigar o fechamento de postos de trabalho com carteira assinada durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com decreto publicado nesta terça-feira, 14, fica autorizado que empresas possam reduzir por mais 30 dias a jornada e o salário, completando quatro meses (120 dias) desde que a medida foi anunciada. Para a suspensão dos contratos, o prazo foi ampliado em 60 dias, e também passa a completar quatro meses (120 dias). Até o momento, 12,9 milhões de acordos para alteração de contratos foram assinados, segundo o Ministério da Economia. A permissão para mudança dos contratos e o pagamento de benefício emergencial para trabalhadores que sofreram com a mudança está vigente desde abril, com a publicação da medida provisória 936. O aumento do prazo do BEM, como é chamado o programa, era considerado fundamental para dar mais fôlego às empresas durante a retomada gradual em meio à pandemia. A permissão para ampliação do programa foi dada pelo Legislativo, quando aprovou a MP. Com isso, Bolsonaro pode dilatar o BEM via decreto, conforme feito nesta terça-feira. Na avaliação do Ministério da Economia, o programa é um sucesso e ajudou a segurar demissões durante a fase mais aguda da crise. A ampliação do prazo é tida como uma ferramenta para preservar empregos durante a retomada. Tendo ferramentas para não demitir, os empresários ganham fôlego para estudar qual o tamanho necessário da mão de obra, enquanto o governo tem mais tempo para traçar planos de retomada do emprego, fundamentais para o momento pós-crise.
O sexto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de junho, projetou a produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas, para este ano, em torno de 9,3 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 13,% em comparação ao ano passado. Em maio, o levantamento apontava uma safra de nove milhões de toneladas. Em relação à área, o IBGE projeta uma ligeira retração de 0,8% na plantada e de 1,4% na colhida na comparação anual, registrando, em ambos os casos, uma extensão aproximada de 3,1 milhões de hectares. As informações, divulgadas nesta quinta-feira (9), foram sistematizadas e analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). “Esta expansão da safra baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas, mesmo neste ano de enfrentamento da pandemia, comprova a eficiência das políticas públicas do Governo da Bahia de estímulo à produção agrícola. Como vinha ocorrendo nos meses anteriores, os principais destaques são a soja, milho, feijão, cana-de-açúcar, cacau e café, além do crescimento da safra de cebola”, disse o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro. A lavoura de soja, cuja colheita está finalizada, ficou estimada em 6,0 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica do levantamento – inferior apenas à de 2018 (6,2 milhões de toneladas). Com isso, houve expansão de 13,5% em relação ao volume produzido em 2019. A área colhida de 1,6 milhão de hectares superou em 1,3% à da safra anterior.
Após dois meses seguidos de deflação impactados diretamente pela queda da demanda do consumo devido a crise do coronavírus, os preços no país voltaram a subir e registraram alta de 0,26% em junho, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo IBGE. O dado, entretanto, é menor que o esperado pelo mercado, que previa crescimento de 0,30% no período. A taxa foi influenciada pelo aumento nos preços dos combustíveis, que nos últimos meses vinham em quedas seguidas devido o choque do petróleo e a queda da demanda, e também aumento no valor dos alimentos. Com o resultado de junho, a inflação acumula alta de 0,10% em 2020. Nos últimos 12 meses, a alta é de 2,13%, bem abaixo da meta para o ano, que é de 4%. De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos pesquisados, sete tiveram alta no mês, o que pode ser mais um indicativo do aumento da demanda após meses de consumo deprimido. No caso dos transportes, que subiu 0,30%, o resultado foi puxado pela alta da gasolina (3,24%) e do etanol (5,74%). Passagens aéreas amargaram mais um mês de queda nos preços (-26,01%), devido a queda no número de passageiros por causa da crise do novo coronavírus. O grupo com maior impacto do resultado do IPCA de junho foi Alimentação e bebidas (0,38%), que aumentou em relação ao resultado de maio (0,24%). Este conjunto de itens, no entanto, já vinha de uma sequência de alta, que está em parte ligada à demanda elevada durante a pandemia do Covid-19.
O número de pedidos de seguro-desemprego chegou a 653.160 em junho, uma queda de 32% em relação a maio, quando foram registrados 960.309 requerimentos. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia, os pedidos do benefício feitos no mês passado representam um aumento de 28,4%, quando comparados com julho de 2019. De acordo com os dados, os três Estados com maior quantidade de requerimentos foram São Paulo (199.066), Minas Gerais (70.333) e Rio de Janeiro (52.163). Por setor, os pedidos se distribuíram entre serviços (41,7%), comércio (25,4%), indústria (18,7%), construção (10,1%) e agropecuária (4,1%). Do total de pedidos de junho, 39,6% foram feitos por mulheres e 60,4%, por homens. A faixa etária que concentrou a maior proporção de requerentes foi de 30 a 39 anos, com 32,1% do total Sobre a escolaridade, 59,9% dos solicitantes têm ensino médio completo. A pasta da Economia mostra ainda que, no acumulado do ano, de janeiro a junho, foram contabilizados 3.950.606 pedidos de seguro-desemprego, o que equivale a uma alta de 14,8% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019 (3.442.780).
Sete em cada dez. Esse foi o número de brasileiros que fazem parte da chamada população economicamente ativa e tiveram a vida afetada pela pandemia de Covid-19. Foi que apontou uma pesquisa realizada pelo Serasa após as medidas de restrição econômica e isolamento social provocadas pelo novo coronavírus. Ao todo, foram ouvidas 358 pessoas entre 18 e 74 anos (55% homens e 45% mulheres), de todas as regiões do Brasil, pela internet. Conforme os dados, o desemprego aumentou 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 41% dos entrevistados no levantamento apontaram a pandemia de Covid-19 como causa. Além disso, a maior parte dos que perdeu o emprego (54%), ganhava menos que dois salários mínimos e trabalhava em pequenas e médias empresas. A pesquisa do Serasa também revelou que o aumento do desemprego ou a redução dos postos de trabalho empurrou um grande contingente de trabalhadores para a informalidade ou para trabalhos autônomos: pouco mais de 30% da população está inserida neste cenário. E a situação não afeta somente as pessoas de forma isolada. Na questão familiar, 89% dos entrevistados dizem já haver queda dentro de casa e 53% afirmaram que todos da família perderam renda por causa da crise. Desta forma, o panorama retratado pelo levantamento apontou para, conforme o órgão, um cenário de dificuldades em curso e que tende a causar problemas de curto, médio e longo prazos para uma parcela significativa da população, justamente a de menor poder aquisitivo. Para tentar se equilibrar neste período conturbado, uma parte já está à procura de uma renda extra ou outro emprego, mas há outras pessoas que pensam em pegar dinheiro para pagar as despesas - 91% afirmaram que farão empréstimo pessoal. Contudo, especialistas da área econômica alertam que a decisão pode complicar ainda mais a vida financeira. Segundo eles, sem um vínculo ou comprovação de renda, a única opção para conseguir dinheiro é realizando empréstimos em modalidades que cobram juros maiores. Neste caso, se não houver a recuperação da capacidade de gerar renda no curto prazo, o cidadão também terá problemas para pagar os empréstimos.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou neste domingo (5), em entrevista à CNN Brasil , que serão feitas "três ou quatro grandes privatizações" nos próximos "30, 60, 90 dias". Guedes não deu a lista das estatais, mas indicou algumas empresas que podem entrar nos processos de privatização. Guedes diz que a equipe econômica se concentra em atacar "frontalmente" o desemprego no Brasil e garante que as privatizações podem diminuir a queda de arrecadação do governo neste ano e minimizar os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). O ministro voltou a defender ainda a criação de um imposto sobre transações digitais, uma espécie de 'nova CPMF'. Questionado sobre as empresas que estariam na lista de privatizações, o ministro desconversou. "Vamos esperar um pouquinho. Vocês vão saber já, já", disse. Guedes, indicou, porém, que os Correios "seguramente" estariam na lista, e defendeu que as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF) façam uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com valor entre R$ 20 bilhões e R$ 50 bilhões, "bem maior até" que o valor total da privatização da Eletrobras, segundo ele. O ministro reconheceu que as privatizações não vêm tendo resultado "satisfatório", mas disse que, nos próximos meses, esse cenário vai mudar e a economia vai iniciar a retomada. Guedes se mostrou tranquilo em relação ao cenário fiscal e previu recuperação gradual ainda neste ano, com o fim da primeira onda da contaminação pelo novo coronavírus. Segundo ele, a reforma tributária também deve ser enviada ao Congresso ainda em 2020.
O número de pessoas ocupadas que estavam temporariamente afastadas do trabalho devido ao isolamento social, medida de combate ao novo coronavírus, caiu de 13,5 milhões na primeira semana de junho para 12,4 milhões na segunda semana do mês. Como a população desocupada ficou estável nesse período, os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3, indicam que 1,1 milhão de pessoas voltaram ao trabalho com a flexibilização do distanciamento social adotada em algumas cidades do país. Segundo a Pnad Covid, pesquisa desenvolvida pelo instituto em parceria com o Ministério da Saúde, na primeira semana de maio 16,6 milhões estavam afastadas. A retomada da atividade econômica está no radar do Ministério da Economia. O ministro Paulo Guedes sustenta que o fundo do poço foi atingido em abril, e de maio para frente, já há sinais de reaquecimento. Como mostra a Revista Veja desta semana, dados de emissões de notas fiscais em junho — melhores até que no ano anterior — e índices de confianças de empresários, corroboram a visão de que o fundo do poço, ao menos na economia, ficou para trás. No caso do mercado de trabalho, ainda há o fechamento de vagas, mas a retomada gradual das atividades, somada a medidas que podem ajudar a conter a demissão no mercado formal, têm dado indicadores positivos sobre a atividade brasileira. Apesar disso, ainda há muita gente sem emprego, e é justamente a reativação da mão de obra a medida que vem sendo gestada pela equipe econômica. Na segunda semana de junho, o IBGE estima que 170 milhões pessoas estavam em idade para trabalhar, mas somente 83,5 milhões estavam ocupadas. Esse número permaneceu estável desde a primeira semana de maio, e mostra que menos da metade (49,0%) das pessoas estavam trabalhando na segunda semana de junho.
Após um forte recuo em abril, quando a atividade industrial caiu para o menor nível em mais de 18 anos, a produção da indústria reagiu e cresceu 7% em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é o primeiro positivo em três meses. A volta de atividades não essenciais em alguns estados no mês anterior, bem como a baixa margem de comparação devido a queda brusca de abril – mês que marcou a aceleração dos casos de coronavírus e endurecimento das medidas de distanciamento social, além da concessão de férias coletivas para diversos trabalhadores – ajudaram na reação. O sinal é positivo e mostra que a fase mais aguda de paralisia econômica ficou para trás. No entanto, vale lembrar que o saldo do ano continua negativo: o setor acumula queda de 11,2% nos cinco primeiros meses do ano e de 5,4%, levando em consideração os últimos 12 meses. “A partir do último terço de março, várias plantas industriais foram fechadas, sendo que, em abril, algumas ficaram o mês inteiro praticamente sem produção, culminando no pior resultado da indústria na série histórica da pesquisa. O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7,0%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa”, analisa André Macedo, gerente da Pesquisa Mensal da Indústria. A queda da produção de 2020 como efeito no novo coronavírus fica evidente na comparação com o mesmo período do ano anterior. A queda chegou a 21,9%, sétimo resultado negativo subsequente na comparação interanual.
Após ter interrompido a sequência de 18 revisões para baixo do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, o mercado financeiro voltou a projetar para baixo a estimativa do resultado da economia brasileira para 2020. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 29, pelo Banco Central, o país deve ter uma recessão na casa de 6,54% este ano. Na semana passa, a estimativa era de 6,50%. A instabilidade quanto a evolução do coronavírus no país, além do ambiente político tumultuado, ajudam a empurrar as projeções do país para baixo. A média das previsões do mercado, contidas no Focus, são menos pessimistas de que agentes internacionais. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou queda do PIB brasileiro em 9,1% neste ano, enquanto o Banco Mundial projeta tombo de 8%. O Banco Central tem visão um pouco menos pessimista que os outros agentes e vê retração de 6,4% na economia este ano. Segundo o presidente do BC, Roberto Campos Mello, a autoridade monetária enxerga uma melhora na condição com a efetividade de programas de crédito e transferência de renda, como o auxílio emergencial. De toda forma, a queda significativa do PIB atinge o país no ano em que se esperava uma retomada econômica de mais fôlego. No início do ano, quando a pandemia do coronavírus estava concentrada na China e não se sabia ao certo quando e como chegaria ao Brasil, os especialistas estimavam crescimento econômico para este ano na casa de 2,3%. Porém, com o avanço da doença e a piora no cenário político, a previsão para a economia tem piorado. Vale lembrar, entretanto, que as revisões na estimativa do PIB têm sido mínimas há quatro semanas, variando cerca de 0,05 ponto porcentual para cima ou para baixo. Esse movimento coincide com a reabertura de atividades não essenciais em grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo.
A crise do coronavírus resultou no fechamento de 1.487.425 vagas formais de trabalho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Economia. De acordo com o jornal o Globo, só em maio, a perda de postos de emprego com carteira assinada chegou a 331.901. O saldo negativo, no entanto, ficou abaixo do registrado em abril, quando as demissões superaram contratações em 902.841. Os dados correspondem ao saldo entre admissões e demissões e fazem parte do chamado Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), baseado nas informações enviadas pelos empregadores ao governo.
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou nesta segunda-feira (29) que o programa do governo que permite a redução de jornada e salário será prorrogado. De acordo com o secretário, a prorrogação será feita por meio de decreto presidencial. Segundo Bianco, a proposta é que a suspensão do contrato seja prorrogada por mais dois meses e a redução da jornada por mais um mês. Ele afirmou, no entanto, que os termos da prorrogação ainda estão em estudo. “O benefício de redução de salário e jornada vai ser prorrogado e vai vir por meio de decreto presidencial”, disse Bianco durante entrevista coletiva de anúncio dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Para tentar evitar uma perda maior de empregos, o governo federal publicou em abril uma medida provisória que autorizou a redução da jornada de trabalho com corte de salário de até 70% em um período de até três meses. A MP também permitiu a suspensão do contrato de trabalho por dois meses. O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda prevê que o trabalhador permanecerá empregado durante o tempo de vigência dos acordos e pelo mesmo período depois que o acordo acabar. Os números do Ministério da Economia mostram que, até a última sexta-feira (26), mais de 11,6 milhões de trabalhadores estavam no programa. O secretário afirmou que as empresas que optaram pela suspensão do contrato de trabalho e estão com o prazo prestes a se encerrar podem fazer um novo acordo com os trabalhadores para usar mais um mês de redução de contrato, até que o programa seja prorrogado.
As contas públicas brasileiras registraram déficit de R$ 126,6 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O número é o pior da série histórica, iniciada em 1997, considerando todos os meses. O resultado foi impactado principalmente pela queda na arrecadação causada pelas ações de combate à crise do coronavírus. Apesar de recorde, o número veio melhor que as expectativas de analistas, que projetavam que as contas ficariam em R$ 140 bilhões no vermelho, segundo relatório Prisma Fiscal. Em maio de 2019, o rombo havia sido de R$ 14,7 bilhões. Ou seja, o dado deste ano é oito vezes o do ano passado. No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 222,5 bilhões, também o pior da série. Em 2019, o déficit no mesmo período foi de R$ 17,5 bilhões. Os números correspondem à diferença entre arrecadação e despesas no chamado governo central, que não inclui estados e municípios. De acordo com o jornal o Globo, a conta, que não abrange os gastos para pagar a dívida pública, engloba Tesouro, Banco Central e Previdência Social.
A Bahia registrou a maior queda percentual no Brasil no número de estabelecimentos comerciais e de trabalhadores empregados no setor no ano de 2018, na comparação com 2017. A informação faz parte de estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (26). Segundo o IBGE, em 2018, a Bahia contabilizava 88.851 estabelecimentos comerciais ativos. Esse número representou uma redução de 7,9% em relação a 2017, quando o estado tinha 96.479 empreendimentos do ramo. Isso significou um saldo de menos 7.628 unidades comerciais, o que deixou o estado com a maior queda percentual e a segunda maior redução, em números absolutos, dentre todas as unidades da federação - São Paulo teve redução de 14.119 estabelecimentos comerciais em um ano. O estudo revela que os 88.851 estabelecimentos comerciais ativos na Bahia em 2018 integram o menor número registrado pelo estado em seis anos, desde 2012, quando contabilizou 87.939. Contudo, o IBGE informou que, apesar do recuo, a Bahia se manteve, em 2018, como o sexto estado do país em número de estabelecimentos comerciais e o líder do Norte-Nordeste nesse indicador.
A partir de agosto os brasileiros vão começar a abastecer seus veículos com uma gasolina diferente da que é comercializada atualmente. A Petrobras irá mudar a fórmula do combustível. Segundo a companhia, a decisão visa parametrizar o combustível com o que é comercializado em outros mercados mundiais. A mudança será feita na massa da gasolina, segundo uma especificação proposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que passa a exigir uma massa específica mínima de 715 kg/m³. Além disso, a agência estabelece a necessidade de uma octanagem mínima de 92 pela metodologia de RON, especificações semelhantes às adotadas no mercado internacional e que vão garantir uma maior durabilidade dos novos motores fabricados no Brasil. A mudança, porém, não deve afetar o rendimento do combustível, já que a quantidade de etanol na composição – 27,5% – ficará a mesma. Para se ter uma ideia, em alguns países o nível de etanol presente na gasolina é de apenas 2%. O peso maior será no bolso do consumidor, já que a eficiência do combustível permanecerá a mesma. “Nós já estamos prontos para produzir essa nova gasolina. A nova especificação é bem-vinda e vai aproximar o combustível comercializado no Brasil ao do mercado americano e europeu”, disse Anelise Lara, diretora de refino e gás natural da companhia. “Como a gente pratica o preço de paridade importação, ela será mais cara porque será comparada com gasolinas de melhor qualidade do exterior”, explicou a diretora.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a sua política monetária de trajetória descendente dos juros e reduziu pela oitava vez consecutiva a Selic, a taxa básica da economia brasileira. O corte anunciado nesta quarta-feira, 17, foi de 0,75 ponto percentual, em linha com o esperado pelo mercado financeiro. A Selic está agora no nível de 2,25% ao ano, a nova mínima histórica. Mesmo com a retomada, em partes, da economia mundial no último mês, paralisada diante da pandemia de coronavírus, ainda há indícios de que a recuperação possa ser muito lenta. Com o nível de inflação baixo, o Banco Central tenta, por meio dos cortes na Selic, estimular a economia brasileira. Em comunicado, membros do colegiado indicam que a fase de grandes cortes – iniciada em julho do ano passado – se encerra nesta decisão, mas não descarta outros pequenos ajustes. “Neste momento, o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual”, afirma o comunicado da decisão. A decisão do Copom foi baseada no impacto recessivo da Covid-19 sobre a economia, o que tem reduzido os índices de inflação neste momento. Em abril e maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, apresentou deflação, em grande parte pela queda da demanda. Economistas já preveem a alta dos preços este ano a menos de 2%, número aquém do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4%.
O fechamento de comércio e serviços não essenciais, que refletiu também na indústria fez com que o número de atividade econômica do Brasil caísse em março. Segundo o IBC-Br, medido pelo Banco Central, a retração foi de 9,73%, recorde da série histórica, iniciada em 2003. Conhecido como a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br avalia a evolução da economia com informações sobre o nível de atividade dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. A queda brusca pode indicar o grau de recessão que o país caminha em 2020, que deve ficar na casa dos 6,5%, segundo estimativas do mercado financeiro, apesar de algumas instituições preverem quedas ainda mais bruscas. O Banco Mundial, por exemplo, estima recuo de 8% no PIB brasileiro neste ano. Em março, primeiro mês de impacto da Covid-19 na economia, o IBC-Br já havia registrado retração de 6,16% na comparação com fevereiro. Antes disso, o maior recuo havia sido de 3,96% em maio de 2018, refletindo os impactos da greve dos caminhoneiros. Os dados da atividade econômica de maio devem seguir a mesma tendência dos últimos meses, já que a reabertura gradual de atividades na maioria do país foi iniciada em junho. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, de acordo com a instituição, o índice de atividade econômica registrou uma redução de 4,15%. Em 12 meses até abril de 2020, os números do BC indicam uma queda de 0,52% na prévia do PIB – sem ajuste sazonal. Divulgado mensalmente, o IBC-Br é considerado um termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado trimestralmente pelo IBGE. A divulgação oficial do sobre o desenvolvimento da economia no primeiro trimestre será divulgado no dia 29 de maio. Por ter formas diferentes de calcular a evolução da economia, nem sempre o IBC-Br e o PIB vêm com resultados semelhantes. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O IBC-Br usa estimativa das áreas e também dos impostos.
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra que 69% dos brasileiros entraram em junho com contas vencidas de maio. A crise provocada pelo coronavírus, que já matou mais de 30.000 brasileiros, atingiu em cheio o orçamento das famílias, provocando inadimplência em todo o país. De acordo com a Veja, pelo levantamento, apenas 28,8% dos entrevistados disseram que sairiam de maio com todas as contas pagas. Já 27% disseram que pagariam a “maior parte” das contas, 31% pagariam a “menor parte” e 10,8% não pagariam nenhuma conta. O Nordeste, com 71,4%, e o Sul, com 70%, concentram a maior parcela de entrevistados que não conseguiram pagar todas as contas do mês. O Paraná Pesquisas ouviu 2.242 entrevistados em todo o país, entre os dias 22 a 25 de maio.
Empresários do setor de transportes organizam mobilização contra o reajuste das tarifas de pedágios, em discussão no governo. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transportes, Luís Baldez, que teve acesso a um parecer da Advocacia-Geral da União que abre caminho para reajustar as tarifas de pedágio. O setor já foi a Paulo Guedes pedir apoio para evitar o reajuste em plena calamidade pública provocada pela pandemia. Segundo a Veja, o tema será debatido nesta quarta em reunião virtual do Fórum Nacional da Indústria coordenado pela Confederação Nacional da Indústria.
Um estudo inédito revelou as três maiores aspirações do brasileiro na hora de se aposentar. Segundo a Pesquisa de Preparo para a Aposentadoria, em primeiro lugar está “viajar” (71%). Já o segundo e o terceiro desejos são “passar mais tempo com amigos e família” (63%) e “praticar novos hobbies” (60%). “As pessoas já estão prevendo a aposentadoria como uma fase ativa da vida. Desta forma, conciliar trabalho, mesmo que voluntário, com o tempo para atividades pessoais não são mutuamente exclusivos”, explica Leandro Palmeira, diretor de Pesquisa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, responsável pelo estudo. De acordo com a Revista Veja, a Pesquisa de Preparo para a Aposentadoria abrangeu 15 países. Foram ouvidas pessoas de Holanda, Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Polônia, Hungria, EUA, Canadá, China, Japão, Índia, Brasil, Turquia e Austrália.
Com o passar das semanas, o agravamento da crise provocada pelo coronavírus e a instabilidade política fazem com que analistas do mercado financeiro revejam para baixo a previsão para a economia neste ano. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 1º, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve apresentar uma contração de 6,25% – na última semana, a estimativa era de queda de 5,89%. Essa é a 16ª revisão seguida que os economistas fazem para o PIB. De acordo com a Veja, o brutal recuo no desenvolvimento da economia brasileira neste ano já deu as primeiras mostras no resultado do primeiro trimestre do PIB, divulgado na última sexta-feira pelo IBGE. A queda de 1,5% de janeiro a março mostra o impacto da pandemia em uma economia em recuperação. Isso porque o primeiro caso de coronavírus no país foi registrado no fim de fevereiro e as medidas de distanciamento social, com o fechamento de comércios e serviços aconteceram na segunda quinzena de março. Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, já são mais de 524 mil casos e 29 mil mortes confirmadas. A crise do coronavírus atingiu o país no ano em que se esperava uma reação da economia, que dava sinais de recuperação da crise vivida entre 2015 e 2016. No início do ano, quando a pandemia do coronavírus estava concentrada na China e não se sabia ao certo quando e como chegaria ao Brasil, os especialistas estimavam crescimento econômico para este ano na casa de 2,3%. Com o pior resultado dos últimos dez anos estimado para 2020, no contexto da crise anterior, esta década caminha para ser a pior década perdida da economia brasileira.
A lentidão na economia e o aumento dos gastos públicos do coronavírus fez com que o governo registrasse déficit mensal recorde nas contas públicas – de 92,902 bilhões de reais no mês de abril, informou nesta quinta-feira, 28, o Tesouro Nacional. Esse foi o pior resultado mensal da série histórica da instituição, iniciada em 1997. O rombo fiscal quase atingiu o valor registrado em todo o ano passado – que foi de 95 bilhões de reais. Se somados os quatro primeiros meses do ano, o déficit já é maior que em 2019: 95,7 bilhões de reais. De acordo com a Veja, o governo registra déficit primário quando as despesas superaram as receitas, mas não inclui os gastos com juros da dívida pública. Segundo o Tesouro, o déficit recorde de abril foi motivado por perda de arrecadação de 43 bilhões de reais diretamente relacionadas à pandemia do coronavírus, como redução do nível de atividade e adiamento no pagamento de tributos, além da redução de alguns impostos sobre produtos médicos. A pandemia também aumentou em 60 bilhões de reais os gastos públicos devido o pagamento de despesas com auxílio emergencial e linha de crédito para financiar a folha de salários das empresas, que começaram a ser pagas em abril.
A equipe econômica do governo já nota os efeitos da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho formal. Há aumento do desemprego já a partir de abril. Com a desaceleração da economia, as contratações com carteira assinada diminuíram, o que traz queda no ritmo de recolocações e aumenta a desocupação dos brasileiros. Segundo fontes do Ministério da Economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve voltar a ser divulgado, depois de quase cinco meses, até o fim desta semana. As informações não são animadoras. O ritmo de demissões aumentou e as admissões arrefeceram. Na lógica de um mercado de trabalho dinâmico, no qual desligamentos e contratações acontecem aos milhares diariamente, é exatamente este movimento que anuncia um ciclo de alta do desemprego.
De acordo com a Veja, a volta da publicação do Caged também acenda uma luz que foi apagada desde o fim do ano passado. Tradicionalmente divulgado todos os meses, o indicador havia sumido das publicações do governo desde dezembro. E, no fim do ano passado, o último dado disponível do Caged, o Brasil tinha um estoque de 39 milhões empregos com carteira assinada. Este volume, o maior da série histórica, foi resultado de uma estabilidade da curva de demissões durante todo 2019 e da aceleração da de admissões. Enquanto que a média de desligamentos permaneceu próxima de cerca de 1,3 milhão de pessoas por mês, a de contratações oscilou mais, mas chegou a alcançar 1,5 milhão de novos empregos com carteira por mês. Isso mudou em 2020 após o início da crise, causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
A queda nas contratações em 2020, resulta em fechamento de postos de trabalho e, consequentemente, no aumento da fila do desemprego. A tendência é que a prevista depressão econômica — estimada em um tombo de 5,9% do PIB de acordo com o Boletim Focus desta segunda-feira, 25 — deteriore ainda mais o mercado de trabalho formal. A preocupação maior está no fato de que é uma característica do emprego no Brasil ser um dos últimos fatores a serem afetados por crises econômicas. A explicação está na burocracia e custo para demitir — muito mais alto do que em outros países. O problema é que a dificuldade para demitir se transforma na postergação da decisão de contratar quando a economia retoma, deixando mais lento o processo de geração de empregos.
Mesmo sem os dados oficiais do desemprego — que não são divulgados desde janeiro pela área econômica — o Ministério tem medido as demissões pelos pedidos de seguro-desemprego. Segundo o último balanço de pedidos de seguro-desemprego, houve um aumento de 9,6% nas solicitações entre janeiro e a primeira quinzena de maio, entre o mesmo período do ano passado. Isso significa cerca de 250 mil pedidos a mais de seguro-desemprego. Na avaliação da equipe econômica, apesar de o salto no número de pedidos não ser tão grande — como acontece em outros países, como os Estados Unidos — será o volume de admissões que definirá o ritmo de aumento do desemprego. Será exatamente isto o que o Caged mostrará nos próximos dias.
Na avaliação da equipe econômica, a trajetória só não será pior porque as medidas engendradas para combater a perda de postos formais têm se mostrado eficazes. O programa de redução de jornada ou suspensão de contratos, chamado de Bem, já foi pactuado para 8,1 milhões de trabalhadores até esta segunda-feira, 25. Esses funcionários da iniciativa privada, além de manterem os postos de trabalho durante a vigência das medidas — que variam de dois a três meses —, conquistam estabilidade e impedem que a curva mostra uma ascensão rápida do desemprego.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, o projeto que amplia a abrangência do auxílio emergencial. De acordo com a lei, publicada nesta sexta-feira, 15, no Diário Oficial da União, pessoas que foram obrigadas a declarar Imposto de Renda em 2018, podem pedir os 600 reais. A isenção da declaração há dois anos era uma das exigências do projeto original. Mães menores de 18 anos também podem pedir o auxílio. Com isso, pelo menos 7,5 milhões de pessoas a mais terão direito a receber o benefício assistencial e, possivelmente, o governo precisará abrir mais o cofre. De acordo com a Veja, o impacto calculado pelo Ministério da Economia é de 13,5 bilhões de reais em três meses. A conta leva em consideração apenas as pessoas que não podiam receber o auxílio porque tinham tido renda superior a 2.300 reais por mês (28,5 mil reais por ano) e, por isso, foram obrigadas a declarar Imposto de Renda. Na conta, não entra o cálculo da ampliação para as mães adolescentes. Para ter direito ao auxílio é necessário que a pessoa não trabalhe com carteira assinada ou receba benefícios do governo (com exceção ao Bolsa Família) e tenha tido renda em março de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar de até três salários mínimos (3.135 reais). Atualmente, o orçamento para o pagamento das três parcelas do programa está em 123,92 bilhões de reais.