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Conta de energia poderá ter aumento de até 20% em julho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá aprovar um reajuste de bandeiras tarifárias na próxima semana. Um valor adicional que deixa as contas mais caras sempre que o custo de geração sofre alta. Segundo técnicos, a tendência é que o conselho diretor da agência aprove aumento que varia entre 40% e 60% das bandeiras, o que representa aumento entre 15% e 20% na conta de luz. Os números devem vigorar a partir de julho e a tendência é que permaneçam até o final do ano. O sistema de bandeiras é reflexo do sistema elétrico que é dependente das hidrelétricas, que hoje enfrentam a pior seca dos últimos 91 anos. Diante da crise, a Aneel implementou a bandeira vermelha 2 no mês de junho.

Com inflação, Banco Central eleva juros ao nível de antes da pandemia Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Em meio à pressão inflacionária mais recente no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16), elevar a Selic (a taxa básica da economia) em 0,75 ponto porcentual, de 3,50% para 4,25% ao ano. Este foi o terceiro aumento consecutivo dos juros, na esteira da alta recente da inflação. Com a decisão de hoje, a Selic retorna ao patamar verificado em fevereiro de 2020 – antes da pandemia de covid-19. Com a pandemia, o BC fez um primeiro movimento no sentido de acelerar os cortes da taxa, que se manteve no mínimo histórico de 2% ao ano de agosto do ano passado a março deste ano. Em um segundo movimento, iniciado em março, o BC recomeçou a elevar a Selic, numa tentativa de controlar a inflação. O aumento do juro básico da economia reflete em taxas bancárias mais elevadas, embora haja uma defasagem entre a decisão do BC e o encarecimento do crédito (entre seis meses e nove meses). A elevação da taxa de juros também influencia negativamente o consumo da população e os investimentos produtivos. A decisão era largamente aguardada pelo mercado financeiro. De um total de 54 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 53 esperavam pelo aumento da Selic em 0,75 ponto, para 4,25% ao ano. Apenas uma casa – a Sicredi Asset – aguardava pela elevação de 1,00 ponto porcentual, com a Selic chegando a 4,50%. Para o fim de 2021, as instituições projetam desde uma Selic em 5% até um aumento dos juros a 7% ao ano. O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Neste ano, a meta central é de 3,75%, mas o IPCA pode ficar entre 2,25% a 5,25% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2022, a meta central é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – ficou em 0,83% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o maior resultado para um mês de maio desde 1996 (1,22%).

Jair Bolsonaro anuncia que pagará R$ 300 no novo Bolsa Família Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 15, que o novo Bolsa Família pagará R$ 300 em média para os beneficiários do programa. Em entrevista à SIC TV, afiliada da TV Record em Rondônia, ele citou que a inflação de produtos que compõem a cesta básica ficou “em torno de 14%”, e alguns itens chegaram a subir 50%. “O Bolsa Família, a ideia é dar um aumento de 50% para ele em dezembro, para sair de média de R$ 190, um pouco mais de 50% seria (o aumento), para R$ 300. É isso que está praticamente acertado aqui”, disse o presidente.

Pedidos de recuperação judicial crescem 48,4% em maio, diz Serasa Foto: Reginaldo Ipê/Tribuna da Bahia

A quantidade de pedidos de recuperação judicial por parte de empresas chegou a 92 solicitações em maio deste ano, o que representa um aumento de 48,4% na comparação com abril, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian. A maioria é de micro e pequenas empresas. Com relação a maio do ano passado (94), houve queda de 2,1% no total de solicitações. Quando analisados os segmentos, serviços se destacou com 62 pedidos em maio de 2021, seguindo por comércio (15) e indústria (12). No caso das falências requeridas, os dados indicam que no comparativo com maio de 2020, houve queda de 2,1% no total de solicitações, mas as companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado, para  60 em maio de 2021.

Brasil é ameaçado por grave seca e pode ter crise elétrica Foto: Alexandre Marchetti

A seca que atinge o Brasil há vários meses ameaça o abastecimento de eletricidade do país, muito dependente de suas hidrelétricas, aumenta o custo da energia e põe em risco a produção agrícola e a recuperação da economia. A falta de chuvas nas regiões sudeste e centro-oeste do país é a pior em quase um século, segundo o governo brasileiro, e a situação não deve melhorar: o inverno é caracterizado por chuvas fracas nessas regiões. No sul do Brasil, o principal culpado é o fenômeno climático La Niña, explica à AFP Pedro Luiz Cortês, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). Ativo de setembro até o início de maio, o fenômeno pode retomar no final de setembro, quando normalmente começa o período de chuvas. “Na prática, nós vamos ter de um ano e meio a dois anos de período seco atingindo a região sul”, prevê o pesquisador. Em relação ao centro-oeste, Cortês aponta para um déficit pluviométrico de quase uma década devido ao “desmatamento da Amazônia, que abaixa a umidade na atmosfera e reduz as chuvas na região central”, problema que pode se tornar “crônico”.

Mercado de trabalho na Bahia reage após dificuldades da pandemia, aponta dados do Caged Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O mercado de trabalho baiano foi duramente atingido desde março do ano passado por causa da pandemia do novo coronavírus. O estado que tem o maior percentual de desempregados e de desalentados do país começa a dar sinais de reação. Segundo dados do Ministério da Economia, divulgados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), disponibilizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do Estado, a Bahia gerou 32.029 novos postos de trabalho desde o início da pandemia até abril deste ano. Até março, dos 417 municípios baianos, 252 tiveram saldos positivos de emprego, o que representa quase 60%. Ao mesmo tempo, o desemprego aumentou na Bahia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego, que era de 19,8% no ano passado, passou para 21,3% nos três primeiros meses deste ano. Atualmente, 1.386.000 baianos estão fora do mercado de trabalho.

PIB da Bahia cresce 1% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com último trimestre do ano passado Foto: Divulgação/AIBA

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, relativos ao primeiro trimestre de 2021, mostram que a atividade econômica baiana teve crescimento de 1% na comparação com o quarto trimestre de 2020. Os resultados foram calculados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), divulgados nesta sexta-feira (4). De acordo com a SEI, no 1º trimestre de 2021, o PIB totalizou R$ 86,4 bilhões, sendo R$ 75,8 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 10,6 bilhões de impostos arrecadados sobre Produtos líquidos de Subsídios. No que diz respeito aos grandes setores, a Agropecuária apresentou Valor Adicionado de R$ 7,5 bilhões, a Indústria R$ 18,0 bilhões e os Serviços R$ 50,3 bilhões. A expansão aponta que a atividade econômica baiana está em recuperação, visto que nos dois trimestres anteriores também se observou crescimento neste tipo de comparação. Ainda segundo o levantamento, na comparação com o primeiro trimestre de 2020, o PIB da Bahia registrou diminuição de 0,5% no primeiro trimestre de 2021. O Valor Adicionado apresentou variação negativa (-0,5%) e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios caíram -0,3%. O destaque positivo do resultado do PIB ficou com a agropecuária avançando 6,8%, nos três primeiros meses deste ano. Os setores com as maiores participações na economia baiana foram os responsáveis pelo resultado negativo do PIB: os serviços registraram retração de -0,2% e a Indústria queda de -3,3%.

Mais de 1,2 milhão de declarações do IRPF foram entregues na Bahia Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Termina nesta segunda-feira (31) o prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2021. A Receita Federal informou que até as 11h desta segunda, 1.207.175 tinham sido entregues na Bahia. A previsão é de que sejam concluídas, até o final do prazo, cerca de 1.277.000 declarações em todo o estado. Segundo a Receita Federal, quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. No Brasil, o número de declarações entregues passa de 31 milhões, sendo que a expectativa nacional é de 32 milhões de declarações. Ainda segundo a Receita Federal, quem tiver imposto a pagar deve atentar, também, para o horário bancário. O não pagamento dentro do prazo implica em acréscimos já no dia subsequente. Para esclarecimento de dúvidas sobre o Imposto de Renda, o contribuinte pode acessar o assistente virtual. O chatbot está disponível nas versões do aplicativo ‘Meu Imposto de Renda’ para celulares e tablets. Se já tiver o aplicativo instalado, basta atualizá-lo nas lojas virtuais do aplicativo.

Responsável por 24,4% do PIB baiano, agronegócio equilibra economia do estado Foto: Divulgação

Maior polo agrícola e principal produtor de grãos do Nordeste brasileiro, o oeste baiano é destaque no agronegócio, setor responsável por 24,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O PIB do setor – que registrou uma expansão de 11,7% entre 2020/2021, em relação a 2019 – contribui para alavancar o desempenho econômico da região, que é composta por 24 municípios, entre os quais Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Correntina. São cidades que representam, hoje, uma Bahia economicamente próspera mesmo em meio à crise sanitária, decorrente da pandemia do coronavírus, que, no país, já ceifou a vida de quase 435 mil brasileiros até o momento.

Com maior nº de desempregados em 9 anos, taxa de desocupação na Bahia é de 21,3% Foto: Reprodução/TV Bahia

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apontou que a taxa de desocupação na Bahia foi de 21,3%, no 1º trimestre de 2021. O índice quebrou o recorde de 2020 e ficou no maior patamar em nove anos - desde o início da série histórica, em 2012. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) trimestral, a taxa de desocupação na Bahia foi a maior do país, empatada Pernambuco (21,3%). O índice está bem acima do indicador nacional, que ficou em 14,7%, também um recorde histórico. De acordo com o G1, a taxa de desocupação mede a proporção de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho), em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas). Ainda segundo o IBGE, o novo recorde na taxa de desocupação na Bahia foi resultado principalmente do aumento da população desocupada, ou seja do maior número de pessoas que não estavam trabalhando e passaram a procurar trabalho no estado. Em números absolutos, esse contingente chegou a 1,386 milhão de pessoas no 1º trimestre deste ano, o maior em nove anos. O aumentou foi de 6,9% em relação ao último trimestre do ano passado (+90 mil desocupados) e 5,7% em relação ao 1º trimestre de 2020 (+75 mil desocupados). Além alto índice de desocupação, o número de pessoas trabalhando, seja em ocupações formais ou informais (população ocupada), voltou a cair no 1º trimestre de 2021, após ter registrado uma leve alta no fim do ano passado. Entre janeiro e março, os ocupados somaram 5,135 milhões no estado. Isso representou menos 53 mil trabalhadores do que no 4º trimestre de 2020 (-1,0%) e uma retração de 9,9% frente ao 1º trimestre do ano passado. Ou seja, em um ano de pandemia, 565 mil pessoas deixaram de trabalhar na Bahia. A pesquisa do IBGE destacou ainda que, além da perda de trabalho, que frequentemente leva à busca por um novo, o aumento da desocupação no 1º trimestre de 2021 também se deveu a um discreto movimento de retorno de parte das pessoas que estavam fora da força de trabalho. A população fora da força de trabalho no estado ficou em 5,847 milhões no 1º trimestre de 2021, 0,9% menor que no fim de 2020 (-53 mil pessoas), mas ainda significativamente maior do que a verificada antes da pandemia (+16,2%), com mais 816 mil pessoas nessa condição, frente ao 1º trimestre de 2020.

 Bahia gera mais de 9 mil postos de trabalho com carteira assinada em abril, diz SEI Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Bahia gerou 9.207 postos de trabalho com carteira assinada, em abril deste ano, resultado que decorre da diferença entre 52.539 admissões e 43.332 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Dessa forma, o estado liderou a geração de emprego formal no Nordeste no mês. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), os dados são do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (26) junto com as estatísticas mensais do emprego formal, através do Novo Caged. Apesar do contexto sanitário mundial atípico, a Bahia ocupou a primeira posição em relação à geração de posições celetistas dentre os estados nordestinos e a sexta dentre os estados brasileiros em abril de 2021. No Nordeste, seis estados criaram vagas de trabalho. A Bahia (+9.207 postos) foi acompanhada por Pernambuco (+4.798 postos), Ceará (+3.297 postos), Maranhão (+3.056 postos), Piauí (+2.060 postos) e Paraíba (+690 postos). Em contrapartida, Alagoas (-3.208 postos), Sergipe (-92 postos) e Rio Grande do Norte (-61 postos) encerraram posições celetistas. Classificando os setores de atividade econômica em cinco grandes grupos, todos apresentaram saldos positivos em abril de 2021: Serviços (+4.761 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.568 postos), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+1.203 postos), Indústria geral (+879 postos) e Construção (+796 postos). No grupamento que mais gerou, o de Serviços, destacou-se a área de Saúde Humana e Serviços Sociais com a criação de 2.483 postos.

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 156,822 bilhões em abril, informou a Secretaria Receita Federal nesta quinta-feira (20). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 107,992 bilhões (valor corrigidos pela inflação), houve aumento real de 45,22%. O valor arrecadado em abril é recorde para o mês. A série histórica da Receita Federal tem início em 1995. Entretanto, a diferença em relação ao resultado de abril de 2020 tem relação com a queda da arrecadação naquele mês do ano passado, quando a economia foi fortemente impactada pela pandemia. Em abril deste ano, a arrecadação federal já sofreu os efeitos da segunda onda da Covid-19 no Brasil, que começou a ser sentida novamente, com mais intensidade, em março deste ano.

Valor do salário mínimo pode subir para R$ 1.155,55 em 2022 Foto: Priscila Zambotto/Getty Images

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia informou nesta terça-feira (18) que elevou de 4,27% para 5,05% a estimativa de inflação de 2021 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com o G1, o INPC é o índice usado pelo governo para a correção anual do salário mínimo. Se esse aumento se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do mínimo de 2022 também será maior. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.100. Em abril, o governo divulgou a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 em que prevê alta de 4,27% para o INPC neste ano, o que levaria a uma correção do mínimo para R$ 1.147 no ano que vem. Entretanto, se a nova previsão do governo, de alta de 5,05% no INPC neste ano, se confirmar, o salário mínimo subiria para R$ 1.155,55 em 2022.

Mineração baiana receberá R$ 70 bilhões em investimentos até 2025 Foto: Divulgação/CBPM

A produção mineral nacional apresentou um crescimento de 15% em toneladas no primeiro trimestre de 2021, e garantiu um investimento de R$200 milhões, que devem ser distribuídos por mineradoras pelo país até 2025. A maior parte desses investimentos está destinada à Bahia, com cerca de R$70 bilhões sendo aplicados em cerca de 28 municípios. Os dados são do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e o valor representa 35% dos aportes catalogados pelo órgão em todo país. O destaque para a Bahia está relacionado ao crescimento significativo na produção de minerais no estado. Nos três primeiros meses de 2021, o faturamento baiano bateu a marca dos R$10,5 bilhões, contra o índice de R$5,8 bilhões atingido no mesmo período do ano passado, representando um crescimento de 94% na receita. Antonio Carlos Tramm, presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM),  reconhece a valorização do produtor da mineração, em especial do minério de ferro, e a desvalorização do real como alguns dos fatores responsáveis pelo incremento no faturamento das mineradoras. “Este aumento no volume de investimentos confirma que a mineração irá ocupar cada vez uma posição de destaque no desenvolvimento econômico da Bahia, na geração de empregos e de tributos”, afirma. Os 92 projetos que integram o portfólio das mineradoras para receber os aportes estão situados na área de influência regional de mais de 81 municípios, em vários estados, e vão contribuir para movimentar a economia a médio e longo prazo, com promoção a negócios em extensas cadeias produtivas, geração de empregos e aumento da arrecadação tributária, entre outros benefícios socioeconômicos, como a geração de mais renda. Segundo o IBRAM, no 1º trimestre do ano a indústria da mineração recolheu quase 102% a mais em tributos totais do que no 1º trimestre de 2020: R$ 24 bilhões ante R$ 12 bilhões. O saldo de empregos do setor também teve saldo positivo neste trimestre, com 11 mil novos postos diretos. As vagas diretas abertas nas mineradoras geram empregos indiretos da ordem de 1 para 11 ao longo das cadeias produtivas, informa o IBRAM.

Motoristas de veículos com placas de final 5 e 6 podem pagar IPVA com 5% de desconto até o final de maio Foto: Luana Assis/TV Bahia

Os proprietários de veículos com placas de final 5 e 6 têm até os dias 27 e 28 de maio, respectivamente, para aproveitar o desconto de 5% no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), em cota única. Já para as placas de final 7, 8, 9 e 0 os prazos para quitar o imposto com o abatimento vencem nos próximos meses. A Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) alerta ainda que os proprietários de veículos com placas de final 1 e 2 têm até os dias 28 e 31 de maio, respectivamente, para pagar o IPVA, em cota única e sem desconto. Caso o proprietário não regularize o imposto e o licenciamento, o automóvel ficará com a documentação irregular. Para fazer o pagamento, o contribuinte pode ir até uma agência, um caixa eletrônico ou um aplicativo do Banco do Brasil, Bradesco ou Bancoob, e apresentar o número do Renavam. Todas as informações poderão ser consultadas no site da Sefaz.

Indústria baiana recua 6,2% em março, diz IBGE Foto: Divulgação/CNI

Em março, a produção industrial caiu 6,2% na Bahia na comparação com fevereiro. Os dados foram analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) e divulgados nesta terça-feira, 11. Na Bahia, foi registrada a terceira taxa negativa seguida, acumulando perda de 22,6%. A pesquisa mostrou ainda que o índice caiu em nove dos 15 locais analisados pelo IBGE. Os maiores recuos foram registrados no Ceará (-15,5%), no Rio Grande do Sul (-7,3%) e na Bahia (-6,2%). No mesmo período, a produção nacional teve queda de 2,4%. Segundo o IBGE, o recuo no Ceará foi o mais intenso desde abril de 2020, quando o indicador ficou em -35,2%. A queda nesses dois estados teve influência dos setores de couros, artigos para viagens, calçados e bebidas. Na indústria gaúcha, os setores de veículos e de outros produtos químicos tiveram os maiores impactos negativos, causando a segunda queda consecutiva e perda acumulada de 9,2%. De acordo com o IBGE, o comportamento da indústria regional reflete o recrudescimento da pandemia da Covid-19 no país, que levou os estados a adotarem medidas restritivas para conter o avanço do vírus. Também tiveram quedas maiores do que a média nacional o Rio de Janeiro (-4,7%), a Região Nordeste (-4,2%) e Pernambuco (-2,8%). Completam a lista dos locais com recuo na produção industrial em março o Mato Grosso (-2,0%), Santa Catarina (-1,0%) e Paraná (-1,0%). O Amazonas teve o maior crescimento no mês (7,8%), após três meses com resultados negativos e perda acumulada de 16,6%. A alta foi puxada pelos outros equipamentos de transportes e pelas indústrias de bebidas. São Paulo subiu 0,6%, a menor taxa entre as altas, mas foi a segunda maior influência positiva no mês, puxada pelos setores de derivados do petróleo e de veículos. Pará (2,1%), Goiás (1,6%), Espírito Santo (1,5%), Minas Gerais (1,7%) completam os locais que registraram crescimento em março.

FPM: Municípios recebem R$ 5,8 bilhões da primeira parcela de maio Foto: Reprodução

O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) referente ao 1º decêndio do mês entra nas contas das prefeituras nesta segunda-feira (10). O valor do repasse é de R$ 5.835 bilhões, já descontado a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O montante é parte da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos últimos dez dias anteriores. O primeiro decêndio de maio de 2021 apresentou crescimento bruto de 69,85% (R$7.294 bi) quando comparado ao mesmo período do ano passado, que foi de R$4.294 bilhões, o que representa aumento de R$3 bilhões. De acordo com o Brasil 61, com relação ao primeiro quadrimestre do ano, o repasse teve crescimento de 25,62% em termos nominais (sem considerar os efeitos da inflação) em relação ao mesmo período de 2020. Segundo o consultor da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, o aumento se deve principalmente pela data de pagamento dos tributos. "A explicação para este bom decêndio vem de uma arrecadação muito importante de imposto de renda e da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados. Indicando uma retomada da economia nos patamares do ano 2019”, diz. Os repasses são distribuídos de forma distinta para cada município de acordo com a quantidade populacional, renda per capita e percentual de participação dos estados.

Petrobras reduz preço do diesel e da gasolina neste sábado (01) Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

A Petrobras que vai reduzir os preços médios por litro praticados na refinaria para o diesel em R$ 0,06 e em R$ 0,05 para a gasolina. Em nota, a estatal afirmou que, a partir deste sábado, o preço médio de venda para as distribuidoras será de R$ 2,71 por litro do diesel e de R$ 2,59 por litro de gasolina. A estatal reafirmou que busca praticar preços em equilíbrio com o mercado internacional, acompanhando as variações do valor do produto e da taxa de câmbio. “Os reajustes são realizados a qualquer tempo, sem periodicidade definida, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. Isso possibilita a companhia competir de maneira mais eficiente e flexível e evita o repasse imediato da volatilidade externa para os preços internos”, disse em comunicado. Segundo a Petrobras, com os reajustes de sábado, os preços médios nas refinarias da Petrobras para as distribuidoras subiram 16,1% para o diesel desde 31 de dezembro de 2019. No mesmo período, a alta da gasolina foi de 34,8%. A Petrobras lembrou também que o preço final praticados aos consumidores dependem dos de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis. Os preços finais nos postos são acrescidos de impostos, custos para aquisição e mistura obrigatória de biodiesel e etanol anidro, além das margens brutas das distribuidoras e dos revendedores. De acordo com o Valor, este é o primeiro reajuste de combustíveis praticado pela estatal após o general da reserva Joaquim Silva e Luna assumir a presidência da companhia, com a promessa de reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis sem desrespeitar a paridade internacional.

Desemprego atinge recorde de 14,4 milhões de pessoas, diz IBGE Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

O desemprego no Brasil atingiu 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o número de desempregados foi estimado em 14,4 milhões – recorde da série histórica iniciada em 2012. “O resultado representa uma alta de 2,9%, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas frente ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2020)”, informou o IBGE. Em 1 ano, o número de desempregados no Brasil aumentou 16,9%, com um acréscimo de 2,1 milhões de pessoas na busca por um trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em janeiro, a taxa de desemprego estava em 14,2%, atingindo 14,3 milhões de brasileiros. A taxa de desemprego de 14,4% é a segunda maior da série histórica da pesquisa, ficando atrás somente da registrada no trimestre encerrado em setembro de 2020. A mediana de 28 projeções captadas pelo Valor Data estimava uma taxa de 14,5% no trimestre encerrado em fevereiro. O intervalo das expectativas variava de 14,1% a 14,8%. Vale destacar que o IBGE considera como desempregado apenas o trabalhador que efetivamente procurou emprego nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Somente nos dois primeiros meses do ano, o país perdeu 150 mil trabalhadores ocupados.

Jair Bolsonaro assina nova rodada do programa de redução de jornada Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou na terça-feira, 27, uma medida provisória que retorna com o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. O texto permite a redução das jornadas e dos salários e o adiamento do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A reedição da medida deve seguir os mesmos moldes de 2020, com a possibilidade da redução da carga de trabalho e do salário em 25%, 50% ou 70%. A suspensão dos contratos de trabalho pode ser requisitada pelo empregador por até 120 dias. O governo compensará com um benefício, referente às parcelas do seguro desemprego ao qual o empregado teria direito. Em 2020, segundo o governo, 1,5 milhão de trabalhadores tiveram salários ou jornadas reduzidos, e 9,8 milhões tiveram contratos suspensos. A MP foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28).

Governo inclui mais 206 mil famílias para receber o auxílio emergencial Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal liberou o Auxílio Emergencial 2021 para mais 206 mil famílias. Os novos elegíveis começarão a receber os pagamentos a partir de 16 de maio, junto com o segundo ciclo dos pagamentos – ou seja, receberão a primeira e a segunda parcelas ao mesmo tempo. Segundo o Ministério da Cidadania, dos 206.126 novos aprovados, 142.531 têm direito à cota de R$ 150 (pessoas que moram sozinhas), 39.719 receberão R$ 250, enquanto 23.876 são mulheres chefes de família que sustentam a casa sozinhas e receberão a cota de R$ 375. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial.

Paulo Guedes diz que Estado 'quebrou' e que será 'impossível' atender demanda da saúde Foto: AFP

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (27) que o estado “quebrou” e que, diante da escassez de recursos, o setor público não terá capacidade de atender à demanda crescente por atendimento na área da saúde. Guedes deu a declaração durante reunião do Conselho de Saúde Complementar. “O Estado quebrou”, disse o ministro. “Todo mundo vai procurar serviço público, e não há capacidade instalada no setor público para isso. Vai ser impossível”, declarou. De acordo com o ministro, não foi a pandemia que tirou a capacidade de atendimento do setor público, mas sim “o avanço na medicina” e “o direito à vida”. “Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130 [anos]”, declarou Guedes. Segundo ele, “não há capacidade de investimento para que o estado consiga acompanhar” a busca por atendimento médico crescente.

Só 15% conseguem emprego na área em até 3 meses após formatura, diz pesquisa Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste

Pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) mostra que apenas 14,87% dos recém-formados que pegaram o diploma em 2019 e 2020 conseguiram vagas nas suas áreas de formação após três meses da formatura. De acordo com o G1, em relação ao último levantamento, feito em 2019 com formados entre 2014 e 2018, houve uma redução de 45% na quantidade de pessoas que se colocaram no mercado de trabalho para o qual se formaram em até um trimestre depois da formatura. Há dois anos, 27,02% dos entrevistados afirmaram ter conseguido emprego em suas áreas de formação em menos de três meses. Dos entrevistados, 52,12% afirmaram não estar trabalhando - 27,85% estão desempregados há mais de um ano. Dos 43,05% já inseridos no mercado, apenas 19,93% estão executando atividades relacionadas às suas profissões. O estudo teve a participação de 8.465 brasileiros de todos os estados do país e Distrito Federal.

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.147 para 2022 Foto: Reprodução

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.147 para 2022, segundo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem. O texto foi divulgado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (15), último dia de prazo para o envio da proposta ao Congresso. O valor é R$ 47 maior que o salário mínimo atual, de R$ 1.100, e representa uma alta de 4,27% - que é a previsão do Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano, feita no mês de março. O número divulgado indica que o governo pretende apenas repor a perda da inflação do período, sem valorização real do salário mínimo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece as bases para a aprovação do orçamento do ano seguinte e, por isso, traz previsões dos principais indicadores econômicos. Se a inflação verificada no fim do ano for diferente da previsão, o governo pode rever o valor durante a tramitação do próprio orçamento. De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para os anos seguintes, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.188 em 2023 e de R$ 1.229 em 2024. Esses valores são apenas uma referência, e também podem ser alterados posteriormente. A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

IBGE aponta que Bahia teve maior queda do país no volume de serviços prestados Foto: Anna Beatriz Lourenço

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que no acumulado dos dois primeiros meses de 2021, a Bahia teve a maior queda em todo o país no volume de serviços prestados. Segundo a pesquisa, no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, o volume de prestação de serviços teve índice de -13,0%, empatada com o Rio Grande do Norte. No Brasil como um todo, o setor também recua (-3,5%), com resultados negativos em 18 dos 27 estados. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano, o resultado dos serviços na Bahia (-16,2%) também ficou muito aquém do nacional (-8,6%), e é o terceiro pior entre os 27 estados. De janeiro para fevereiro de 2021, o setor de serviços na Bahia também teve um desempenho pior que o do Brasil como um todo: -1,8% contra 3,7%, respectivamente. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo no confronto com o mês imediatamente anterior, embora tenha sido um recuo bem menos intenso do que o registrado na passagem de dezembro para janeiro (-9,1%). Ainda segundo o IBGE, refletindo de forma importante os impactos da pandemia da Covid-19, o setor de serviços baiano acumula queda de -14,1% entre março de 2020 e fevereiro de 2021. O movimento na Bahia foi o sentido contrário ao verificado no país como um todo, onde, em fevereiro, o setor de serviços superou pela primeira vez o nível pré-pandemia, com uma alta acumulada de 0,9%.

 

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