O ano de 2021 termina em um cenário nada animador quando se olha para o horizonte a partir de 2022. O país não consegue crescer e está preso a uma armadilha da qual não será fácil sair no ano que começa, especialmente, com a inflação acima de 10% e os juros voltando ao patamar de dois dígitos, o que poderá colocar o país em uma nova recessão em pleno ano eleitoral. De acordo com o jornal Tribuna da Bahia, após o tombo de 4% no Produto Interno Bruto (PIB), em 2020, por conta da pandemia da covid-19, a atividade econômica iniciou 2021 com um impulso inesperado de 1,3% no primeiro trimestre, apesar da segunda onda da covid-19 e dos atrasos na entrega das vacinas no país. As estimativas de crescimento no ano chegaram a ser revisadas para mais de 5%, em alguns casos. Contudo, os meses se passaram e a retomada esperada não ocorreu em meio à inflação persistente no Brasil e no mundo e às trapalhadas do governo Jair Bolsonaro (PL) na condução das políticas econômica e monetária, que ficou mais preocupado em se reeleger a qualquer custo. O fato é que a realidade se impôs. Em meio à escalada da inflação e da deterioração das expectativas do mercado que viu que o governo não conseguiu cumprir as promessas de campanha, a atividade perdeu o fôlego e o PIB recuou 0,4%, no segundo trimestre, e mais 0,1%, no terceiro, colocando o país em um cenário de recessão técnica — quando há dois resultados negativos do PIB consecutivos. Projeções do mercado passaram a ser revisadas para baixo e, para 2022, indicam que, na melhor das hipóteses, o país poderá crescer entre 0,5% e 1%, mas o risco de novo PIB negativo não está descartado. O consenso entre os analistas é de que a atividade econômica anda de lado, e eles reconhecem que o risco de o país ficar preso nessa armadilha do baixo crescimento sem prazo determinado é considerável. Aliás, o desafio para o país crescer a partir de 2022 será ainda maior, porque o cenário macroeconômico piorou, a inflação está persistente e elevada, acima de 10% e deverá continuar neste patamar, pelo menos, até abril ou maio de 2022. Para piorar, a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 9,25% ao ano, continuará subindo no ano que vem, podendo encerrar dezembro entre 11% e 11,75% anuais.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, subiu 0,78% em dezembro e encerrou o ano de 2021 com alta acumulada de 10,42%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (23). Esse é o maior acumulado do ano desde 2015. Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 7 apresentaram alta em dezembro. A maior variação veio de Transportes (2,31%), que encerrou o ano com alta acumulada de 21,35%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos combustíveis (3,40%). No grupo Habitação a alta foi de 0,90%, impactada pelo preço da energia elétrica. Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, o motivo é a piora da crise hídrica, que exigiu medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses mais críticos do ano. Em Alimentação e bebidas, a alta de 0,35% teve contribuição individual do café moído (9,10%), além dos preços das frutas (4,10%) e das carnes (0,90%) que subiram em dezembro, após recuos do mês anterior. No lado das quedas, os destaques foram o tomate (-11,23%), o leite longa vida (-3,75%) e o arroz (-2,46%). O grupo Educação não registrou aumento. O único com queda foi Saúde e cuidados pessoais que teve variação negativa (-0,73%). Isso correu principalmente por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,70%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).
Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que 42% dos brasileiros avaliam que a situação econômica do país vai melhorar nos próximos meses. 20% acreditam que irá piorar, e 35% afirmam que ficará como está. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de dezembro, com 3.666 entrevistas em 191 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No fim do ano passado, 28% dos brasileiros avaliavam que a economia iria melhorar em 2021, 41% acreditavam numa piora e 28% numa estabilidade.
O Brasil gerou 324.112 empregos com carteira assinada em novembro deste ano, informou o Ministério do Trabalho e da Previdência nesta quinta-feira (23). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao todo, segundo o ministério, o país registrou em novembro 1.772.766 contratações e 1.448.654 demissões. O resultado representa piora na comparação com novembro do ano passado, quando foram abertas 376.265 vagas formais. Porém, foi o melhor resultado mensal desde agosto deste ano, quando foram criados 275.284 empregos com carteira assinada. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia no início do ano passado. De acordo com o Ministério do Trabalho, o resultado do emprego formal em novembro sofre influência das contratações de fim de ano no comércio, para as vendas de Natal, e também do setor de serviços. A expectativa do governo, porém, é de que em dezembro, assim como em anos anteriores, ocorram mais demissões do que contratações.
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (14), a redução do preço médio da venda da gasolina A para as distribuidoras de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, refletindo redução média de R$ 0,10. A redução de 3% começa a valer a partir desta quarta-feira, 15. “Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,26 a cada litro em média. Uma redução de R$ 0,07”, informou a estatal. Segundo a Petrobras, a redução é reflexo da cotação do petróleo no mercado internacional e na estabilização da desvalorização do real ante o dólar. “Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”, informou. O corte ocorre mais de uma semana após o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciar que a Petrobras iria fazer reajuste de preços, no último dia 5. A estatal rebateu no dia seguinte afirmando que não havia decisões sobre uma possível redução dos preços. O último reajuste praticado pela empresa foi em outubro, quando o valor da gasolina aumentou R$ 0,21, passando para R$ 3,19 o litro, e o diesel sofreu acréscimo de R$ 0,28, passando para R$ 3,34. Desde o início do ano, a gasolina sofreu acréscimo de 68% no valor cobrado aos distribuidores, passando de R$ 1,84 na virada do ano para o atual patamar. Já o diesel registrou alta de 65%.
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2022 com recorde 278 milhões de toneladas, uma alta de 10% em relação à produção prevista para este ano. Esse é o segundo prognóstico para a safra do ano que vem sendo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa divulgada nesta quinta-feira (9) é ainda mais otimista do que a divulgada no primeiro prognóstico, no mês passado, ao aumentar em 2,7%, ou 7,3 milhões de toneladas, a previsão para 2022. São esperadas, para o ano que vem, altas de 3,4% para a soja, 13,9% para a primeira safra do milho, 28,4% para a segunda safra do milho e de 4,3% para o algodão herbáceo. Por outro lado, são estimadas quedas de 4,2% para o arroz e de 8,5% para o trigo. A previsão é que a safra de 2022 se encerre com 25,2 milhões de toneladas a mais do que neste ano, que deve fechar em 252,8 milhões de toneladas, ou 0,5% abaixo da produção de 2020. Apesar das altas de 10,5% para a soja, de 4,9% para o arroz e de 26% para o trigo, este ano deve fechar com quedas de 14,6% para o milho e de 17,6% para o algodão herbáceo.
A renda média dos trabalhadores recuou 4% no 3º trimestre deste ano, em relação aos três meses anteriores para R$ 2.459, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do menor rendimento médio real (descontada a inflação) desde o 4º trimestre de 2012 (R$ 2.451). O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Foi a quarta queda seguida na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o que faz o valor se aproximar do menor nível da série história, iniciada em 2012. O movimento de retrações começou no quarto trimestre de 2020, com perda de 4%, seguido por recuos de 0,8% no primeiro trimestre e de 2,8% no segundo trimestre, destaca o Valor Online. Com a nova queda, o valor médio de renda se aproxima do menor nível da série histórica que considera apenas os trimestres padrões do calendário, de R$ 2.438, registrado no primeiro trimestre de 2012, há quase dez anos. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, a queda do rendimento do trabalhador encolheu 11,10%. Naquele momento, a renda média era de R$ 2.766, ou seja, há uma redução de R$ 204, para os R$ 2.459.
O preço da gasolina vendida ao consumidor?subiu 84,1% nos últimos cinco anos. Na cidade de São Paulo, a mais populosa do País, o valor médio do litro passou de?R$ 3,40 em outubro de 2016?para?R$ 6,26 em outubro de 2021. No mesmo período, o salário mínimo foi reajustado em 25% e a?inflação acumulada?(IPCA) é de 27%. Para se ter uma ideia, em 2016 era possível viajar da Praça da Sé, em São Paulo, até a Praia do Boqueirão, em Santos, gastando pouco menos de R$ 20 em gasolina para um trajeto de 80 quilômetros. Hoje, se o consumidor abastecer o carro com o mesmo valor, irá chegar a Capivari, bairro da zona rural de São Bernardo do Campo, rodando pouco mais de 43 quilômetros. Para fazer a mesma viagem até Santos, o motorista gasta hoje cerca de R$ 36. Os preços são para um carro que roda 14 quilômetros com um litro de gasolina — média do?INMETRO?para veículos compactos e médios. O principal aumento aconteceu nos últimos 12 meses. O valor médio do litro da gasolina na cidade de São Paulo?passou de R$ 4,23 em outubro de 2020?para?R$ 6,26 no mesmo mês de 2021?— um aumento de 48%. Nesse período, a inflação acumulada é de 11,62%. Em outros municípios, o valor da gasolina é ainda mais alto. Bagé, no Rio Grande do Sul,?tem a gasolina mais cara do País. O litro do combustível custa em média R$ 7,99 na cidade, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As razões para o forte aumento, segundo especialistas, são a valorização do barril de petróleo e a depreciação do real frente ao dólar. O?preço do barril do petróleo tipo Brent passou de US$ 37 em outubro do ano passado para US$ 84 no mesmo mês deste ano. Já o valor do dólar disparou no início da pandemia e se manteve em alta, ficando na casa dos R$ 5,60 em outubro.?Em 2019, a moeda americana valia cerca de R$ 4. As informações são do Tribuna da Bahia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as contas de luz terão uma alta de 21,04% em 2022, número que considera uma média nacional de reajuste. Caso confirmado, o reajuste se soma a uma série de aumentos já vistos neste ano por conta da crise hídrica, que deixou o país sob ameaça de apagão e racionamento de eletricidade. As contas de luz são reajustadas anualmente e variam conforme a distribuidora de energia. A principal causa do aumento apontado pela Aneel está nas medidas tomadas pelo governo para garantir o abastecimento de energia elétrica. O governo acionou todo o parque de usinas termelétricas do país, um tipo de geração mais cara. Além disso, realizou um programa para reduzir o consumo de energia nos horários de pico, conta que acaba caindo sobre o consumidor. “Nesse contexto, nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%, quando avaliado todo o universo de custos das distribuidoras e incluídos esses impactos das medidas para enfrentamento da crise hídrica”, diz um memorando da Aneel ao qual o jornal o Globo teve acesso e que foi assinado no dia 5 de novembro pela Gestão Tarifária da agência. De acordo com dados do IBGE, a energia elétrica residencial já acumula uma alta de 19,13% neste ano.
Se confirmada a estimativa de 10,24 milhões de toneladas em 2021, a safra baiana de grãos terá crescimento de 3,5% na comparação com 2020. Para este ano está previsto ainda, dentre outras culturas, o crescimento nas safras de cana-de-açúcar, cacau, uva e banana. Além da produção agrícola, o Governo do Estado comemora também números positivos da economia baiana no comércio varejista, que cresceu 5,5% no acumulado do ano, e o aumento de 3,7% da produção industrial de setembro, em relação ao mês de agosto. “A perspectiva de safra recorde de soja é a boa notícia em meio à queda na produção de grãos em algumas lavouras como algodão e milho, que foram afetadas pelas condições climáticas e de mercado. Outra boa notícia se trata da perspectiva de aumento na produção de frutas, o que nos deixa bastante satisfeitos. Mesmo que ainda tenha retração em algumas análises, os segmentos de comércio varejista e indústria apresentam sinais de recuperação. Nosso esforço é que voltem a ser pujantes”, avaliou o vice-governador João Leão, secretário do Planejamento. As informações da safra foram apuradas pelo décimo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), relativo a outubro deste ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e sistematizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, manifestou nesta terça-feira (9) uma “preocupação grande” com a possibilidade de desabastecimento de combustíveis ao ser questionado em audiência no Senado sobre a hipótese de mudança na política de preços da Petrobras. De acordo com o G1, o petróleo e a valorização do dólar em relação ao real têm provocado aumentos consecutivos nos preços dos combustíveis no Brasil, e o governo sofre pressão para conter a alta. Segundo o ministro, o preço do petróleo tende a avançar mais com a chegada do inverno no hemisfério norte, que, em razão da necessidade de aquecimento, faz aumentar a demanda por gás e por outros combustíveis. Neste ano, o preço do petróleo já sofreu uma elevação de cerca de 60% no mercado mundial. Albuquerque deu as declarações em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal.
A Bahia oficializou o congelamento de valores de referência para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis. A medida está no decreto assinado pelo governador Rui Costa e publicado na edição desta sexta-feira (5) do Diário Oficial do Estado. De acordo com o decreto, os valores vigentes no último dia 1º de novembro permanecerão os mesmos até 31 de janeiro de 2022. A Bahia segue a decisão dos estados, anunciada na última semana pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), de congelar por 90 dias os valores de referência para cálculo do ICMS sobre os combustíveis. O congelamento inclui o Preço Médio Ponderado a Consumidor Final (PMPF) e a Margem de Valor Agregado (MVA). Conforme informou o governo do estado, a Bahia, que não aumentou as alíquotas de ICMS para combustíveis nos últimos anos, com a iniciativa conjunta dos estados, está congelando também os valores de referência levados em consideração para cálculo do imposto a ser cobrado. Segundo o governo da Bahia, a última alteração do ICMS no estado ocorreu em março de 2016, para as alíquotas de diesel e álcool.
O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, informou nesta semana que a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano subiu de 8,4% para 9,1%. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.100. Com a nova previsão para o INPC no acumulado de 2021, o valor subiria para R$ 1.200,1 no ano que vem. Esse valor está R$ 31,1 acima da última proposta oficial do governo para o salário mínimo em 2022, divulgada em agosto, de R$ 1.169. De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 50 milhões de pessoas no Brasil, das quais 24 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações são do G1.
Pela trigésima vez consecutiva, a estimativa da inflação oficial no país foi de alta, alcançando 9,17% para este ano e 4,55% para 2022. A projeção é do boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (1º). O documento reúne previsões de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. Nem a alta dos juros foi suficiente para segurar a estimativa do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e, pela primeira vez, o patamar é superior a 9%. Na semana passada, a previsão estava em 8,96%. O IPCA não deveria ser maior que 5,25% este ano, segundo a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta é de 3,75%, mas a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%. No caso da taxa básica de juros, a Selic, principal ferramenta de controle da inflação, a projeção dos economistas é que chegue a 9,25% ao ano em 2021. Para 2022, pela primeira vez, a expectativa é de que a taxa, que atualmente está em 7,75% ao ano, fique acima de dois dígitos e alcance a marca de 10,25%. Os analistas reduziram a expectativa sobre o Produto Interno Bruto (PIB), que em 2021 deverá ser de 4,94% ao ano. A previsão é menor do que na semana passada, de 4,97%, e menor que há um mês, quando o crescimento previsto era de 5,04%. Para 2022, a projeção para o PIB também diminuiu. Os especialistas que participam da pesquisa semanal do Banco Central indicaram um crescimento do PIB de 1,20%. Para 2023, a previsão se manteve estável, com crescimento de 2,00%.
As micro e pequenas empresas (MPE) puxaram a criação de empregos formais em 2021. Dos cerca de 2,5 milhões de postos de trabalho formais criados no Brasil de janeiro a setembro, 1,8 milhão, o equivalente a 71% do total, originou-se em pequenos negócios. De acordo com a Agência Brasil, a conclusão consta de levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. As MPE abriram 1,2 milhão de postos a mais que as médias e grandes empresas nos nove primeiros meses de 2021. Apenas em setembro, os negócios de menor porte foram responsáveis pela abertura de 72,5% das vagas formais no mês, com 227,9 mil de um total de 313,9 mil postos de trabalho criados no mês passado. Na divisão por setores da economia, somente os pequenos negócios apresentaram saldo positivo na criação de empregos em todos os segmentos. O setor com mais destaque são os de serviços, com a abertura de 103,4 mil vagas em micro e pequenas empresas de um total de 143,4 mil postos apurados pelo Caged. De acordo com o Sebrae, o avanço da vacinação contra a covid-19 tem impulsionado a recuperação do segmento. O segundo setor que liderou a criação de postos de trabalho em setembro foi o comércio, com 54,4 mil vagas em micro e pequenas empresas, de um total de 60,8 mil. Em seguida vêm indústria (37,6 mil de um total de 76,2 mil) e agropecuária (3 mil de 9,1 mil). No caso da construção civil, o saldo positivo do mês passado se deve unicamente às MPE. Os pequenos negócios geraram 27,5 mil postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas fecharam cerca de 3 mil vagas.
Os impactos sociais e emocionais da pandemia de Covid-19 são amplamente conhecidos, divulgados e podem ser sentidos mais corriqueiramente. Mas qual a repercussão na economia das milhares de vidas perdidas? Pesquisadores da Rede Clima integraram dados epidemiológicos a um modelo econômico e identificaram que os impactos econômicos das mortes na pandemia no Brasil poderão ser observados até 2050. “Uma pessoa que faleceu aos 50 anos teria pelo menos mais 25 anos, provavelmente, de idade econômica ativa, mais um período de aposentadoria. Toda essa renda futura foi perdida”, aponta o coordenador do grupo, Edson Domingues, da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nesse sentido, ele acrescenta que também há perdas em domicílios com morte de aposentados. “No Brasil, há vários grupos familiares que dependem dessa renda”. Na modelagem econômica utilizada, o total de mortes causadas pela covid-19 foram determinantes para entender os efeitos sobre a economia. Quando o modelo foi rodado, o Brasil tinha cerca de 400 mil mortes. Hoje, o total ultrapassa 607 mil. Foram utilizados ainda dados sobre rendimento médio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). A análise envolveu ainda parâmetros médios de expectativa de vida, por região e grupos etários. Em 2050, segundo as projeções da pesquisa, os impactos mais expressivos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) no longo prazo poderão ser percebidos no Amazonas (-1,38%) e no Acre (-1,35%). Em seguida estão Rondônia (-1,2%) e Roraima (-1,1%). Por outro lado, alguns estados conseguirão se recuperar mais rapidamente no longo prazo: Pará (0,34%), Tocantins (0,28%), Piauí (0,14%), Maranhão (0,12%), Minas Gerais (0,09%) e Espírito Santo (0,03%). “A pandemia teve impacto, obviamente, de curto prazo, com o fechamento do comércio, da indústria, de serviços, a perda dos deslocamentos, perdeu-se produção e emprego nos anos de 2020 e 2021. Isso é notório. Mas esse impacto de longo prazo, das fatalidades, é uma coisa pouco falada e muito pouco estudada”, explica o professor da UFMG. As informações são da Agência Brasil.
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formado pelo governo e representantes dos estados, aprovou nesta sexta-feira (29) o congelamento por 90 dias do chamado “preço médio ponderado ao consumidor final”. É sobre esse preço médio que incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual cobrado nas vendas de combustíveis. A medida ocorre em meio à forte alta dos combustíveis, provocada pelo aumento do petróleo no mercado internacional e pela disparada do dólar - fatores levados em conta pela Petrobras para calcular o preço do nas refinarias. Nesta semana, a Petrobras anunciou um novo reajuste no preço da gasolina e do diesel para as suas distribuidoras. O aumento foi de 7,04% para o litro de gasolina nas refinarias e de 9,15% para o diesel. Segundo o governo, o objetivo do congelamento do preço médio ponderado, sobre o qual incide o ICMS, é tentar manter os preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022. A medida, segundo os representantes dos estados, “visa reduzir o impacto dos aumentos impostos pela Petrobras e dar tempo para se pensar em uma saída para os reajustes consecutivos”.
O Brasil registrou 313.902 novas vagas de emprego com carteira assinada em setembro de 2021. O número, abaixo das expectativas do mercado, é resultado de 1.780.161 admissões e 1.466.259 demissões no país. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira (26). O número representa uma desaceleração de 14,7% em relação ao resultado do mês anterior. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 1,6%. Ainda segundo o Caged, o número total de vínculos celetistas ativos, de 2021 até setembro é de 41.875.905 vínculos. No mês, os cinco setores da atividade econômica registraram criação de empregos. Em primeiro lugar está o setor de serviços que criou 143.418 postos em setembro. Em seguida, a indústria geral registrou 76.169 novas vagas. O comércio, o setor de construção e a agropecuária criaram, respectivamente, 60.809, 24.513 e 9.084 vagas de trabalho em setembro.
A Petrobras reajustou mais uma vez os preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras. Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (25) pela petroleira, os novos valores já estão em vigor nesta terça (26). Com a alta, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. Já o litro do diesel A passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%). No ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias. Já a gasolina subiu 73,4% no mesmo período.
Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19 no país, com 101,3 milhões de brasileiros totalmente imunizados — conforme dados do Ministério da Saúde —, a atividade econômica patina em meio às incertezas conjunturais e a pandemia vai deixando suas cicatrizes, que devem ser profundas. Além das perdas de pouco mais de 600 mil vidas e das inevitáveis sequelas nos recuperados, o mercado de trabalho também sofre um baque forte com a Covid-19 e a taxa de desemprego deve demorar para ficar abaixo de dois dígitos, alertam os especialistas. Acordo com o Tribuna da Bahia, analistas avaliam que, mesmo após o recuo recente para 13,7% na média do trimestre móvel encerrado em julho, quando o país atingiu 14,1 milhões de desocupados, a tendência é de que a taxa de desemprego deva subir e não ficará abaixo de 10% nesta década. Eles reforçam que a pandemia agravou um quadro que já era ruim e, portanto, os futuros candidatos à presidência em 2022 precisarão olhar para essa questão com cuidado e elaborar um bom plano de governo, caso contrário, o país não mudará essa realidade. O emprego só cresce com a atividade econômica aquecida. Mas as recentes estimativas do mercado mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) não são nada animadoras, porque estão em queda e mostram que, devido às mazelas da volta da inflação e às incertezas em relação à política, o PIB não tem fôlego para crescer de forma robusta, ou seja, acima do seu potencial, que encolheu e hoje está abaixo de 2%. As novas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o PIB brasileiro, por exemplo, prevendo expansão do PIB de 1,5% em 2022 em vez de 1,9%, são criticadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que o FMI “vai continuar errando as projeções”. O cenário previsto por especialistas, no entanto, são piores do que o estimado pelo organismo multilateral, pois já há estimativas para o PIB abaixo de 0,5% e muitos não descartam um cenário de estagflação — o pior dos mundos na teoria econômica, porque não há crescimento e o custo de vida continua elevado, corroendo a renda da população. O Fundo prevê o desemprego no país abaixo de 10% em 2026, cenário improvável pelos analistas. Um exercício matemático feito por economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) e que o Correio teve acesso revela que, se o PIB do país crescer 3,5% entre 2023 e 2026, o desemprego ficará em 10,1% no fim do período, em uma projeção sem ajuste sazonal. Na série ajustada sazonalmente, a taxa passaria para 9,8%, considerando essa mesma expansão. Mas, se o PIB avançar 1,5% nos próximos cinco anos, o desemprego chegaria a 11,6% em 2026.
O plenário da Câmara aprovou na quarta-feira (13) um projeto de lei que estabelece um valor fixo para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. A proposta foi aprovada por 392 votos a favor, 71 contra e 2 abstenções. O texto segue agora para análise do Senado. O substitutivo do relator, deputado Dr. Jaziel (PL-CE), obriga estados e o Distrito Federal a especificar a alíquota cobrada do ICMS de cada produto pela unidade de medida adotada (litro, quilo ou volume) e não mais sobre o valor da mercadoria, como ocorre atualmente. A proposta torna, na prática, o ICMS invariável frente a oscilações no preço dos combustíveis e de mudanças do câmbio. Pelas estimativas apresentadas pelo relator, as mudanças estabelecidas pelo projeto devem levar a uma redução do preço final praticado ao consumidor de, em média, 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel B. “A medida colaborará para a simplificação do modelo de exigência do imposto, bem como para uma maior estabilidade nos preços desses produtos”, disse o parlamentar.
O volume de serviços na Bahia apresentou expansão de 1,7% na comparação com o mês imediatamente anterior, com ajuste sazonal. As informações com foco no segmento baiano, analisadas nesta quinta-feira (14) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), constam na Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa análise a Bahia resultado seguiu o mesmo comportamento da média nacional (0,5%), e recuperou boa parte da perda acumulada (-1,0%), entre junho (-0,3%) e julho (-0,7%). É importante destacar, que o mês de agosto do ano corrente foi marcado pela retomada das atividades econômicas, que foram contidas nos meses anteriores, contribuindo para a aceleração do setor em relação a julho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços na Bahia avançou 26,8%. Quatro das cinco atividades puxaram o volume de serviços para cima, com destaque para as atividades de Serviços prestados às famílias (189,8%), que contabilizou a quinta variação positiva consecutiva mais expressiva e maior alta da série iniciada em 2012, para os meses de agosto. Essa atividade também apresentou resultado superior àquele observado no mesmo mês do ano anterior (-67,4%). Seguida pela atividade de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (31,3%), que também, registrou variação positiva significativa, sendo a quinta maior alta da série iniciada em 2012, e a sexta variação positiva consecutiva para esse ano. É importante destacar que o resultado da Bahia é superior à variação registrada pelo Brasil (16,7%). O indicador no acumulado no ano ampliou 11,6%, puxado pela atividade de Serviços prestados às famílias (40,2%), que apontou a mais expressiva variação positiva, seguida por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (18,0%). E, no indicador do acumulado nos últimos 12 meses cresceu 4,4%, impulsionado principalmente, por Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (11,1%). Com relação à receita nominal de serviços, houve expansão de 32,3% na comparação com agosto de 2020. O indicador no acumulado no ano ampliou 13,2% e o indicador no acumulado nos últimos 12 meses cresceu 5,4%.
Ao chegar na bomba de combustível surge logo a dúvida: o que escolher para abastecer? À primeira vista, o etanol — embora também esteja com valor elevado — parece a melhor opção por sair mais em conta do que a gasolina. No entanto, se forem observadas questões de rendimento, o barato pode sair caro. No levantamento feito pelo jornal Extra, é possível notar que em nenhum estado é lucrativo optar pelo etanol. No Amapá, inclusive, o valor do etanol supera o da gasolina. Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe são estados onde os preços dos combustíveis são bem semelhantes, com proporções acima de 90%. Já no Rio de Janeiro, onde o litro de gasolina custa R$ 6,764, e o de etanol, R$ 5,856, a proporção é de 86%.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7% no trimestre encerrado em julho, mas ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros, informou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 1 ponto percentual em relação à taxa de desemprego dos três meses anteriores (14,7%) e a menor taxa de desemprego no ano. O dado também representa estabilidade em relação à taxa de desemprego em julho de 2020, que era de 13,8%. Já entre os desocupados, a queda foi de 4,6% (menos 676 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em abril, quando o IBGE estimou o número em 14,8 milhões de pessoas. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego ficou em 14,1%, atingindo 14,4 milhões de pessoas.
A Ambev, proprietária das marcas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Stella Artois, anunciou, na noite desta terça, 28, o aumento do preço das cervejas. A empresa fez o anúncio através de comunicado enviada a clientes e distribuidores e afirmou que o reajuste vai seguir a variação da inflação, dos custos, câmbio e carga tributária. De acordo com a Ambev, o reajuste pode variar entre regiões, marcas, embalagens e segmentos. A cervejaia diz que “reforçamos o nosso compromisso com a competitividade das nossas marcas no mercado, visando sempre a boa performance do volume de vendas da indústria”. A Ambev, que concentra 60% de participação de mercado no Brasil, não informou qual será a faixa de reajustes. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o aumento de preços deve ser alinhado com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, ou seja, em torno de 10%.